Vera RP Sanada entrevista Fábio Reis – Episódio 19

Observar estrelas e constelações, utilizar cartas náuticas ou GPS para navegar embarcações, e entender como funciona tudo isso. Para pilotar barcos é preciso ter uma licença náutica, que é como uma carteira de motorista. Quem nos dá as dicas de como navegar habilitado é o capitão Fábio Reis, professor de navegação, que ensinou muita gente a passar nas provas de capitão.

Vamos navegar na história do Fábio Reis nessa live!

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Vera RP Sanada entrevista Toco Lenzi – Episódio 18

Largar tudo e viver uma vida de viajante, não é qualquer pessoa que tem esse desprendimento, mas o Toco Lenzi, tem sim! Toco conversa conosco de Dili, no Timor Leste, um dia antes de chegar a sua moto enviada da Austrália.

Toco percorreu algumas vezes o deserto do Saara, foi proprietário de camelos, documentou aldeias indígenas, atravessou o oceano em uma escuna de madeira, navegou no gelo, entre muitas aventuras! Atualmente, ele deixou tudo para trás, pegou sua moto, saiu de São Paulo e está viajando pelo planeta.

Vamos pegar carona com o Toco Lenzi nessa live!

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Vera RP Sanada entrevista Fabio Tozzi – Episódio 17

Trabalhar em consultórios e hospitais é o mais comum para quem optou pela profissão médico. Agora ser médico, capitão de embarcação, e viajar pelo Rio Amazonas para cuidar das pessoas é outra história. Esta é a história do doutor Fábio Tozzi. Fábio nos conta suas aventuras pelo rio, pelo gelo da Antártida, e por diversas partes do planeta, pois para este médico aventura é profissão!

Vamos navegar e entrar na mata nessa live do Fábio Tozzi!

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Vera RP Sanada entrevista Romeu Dib – Episódio 16

Mineiro mergulhador. Este é o Romeu Dib, que descobriu um lugar especial para mergulhar em Minas Gerais, que é uma verdadeira viagem na história do estado. A Mina da Passagem fica na cidade de Mariana, uma antiga mina de ouro, cheia de túneis, alguns alagados, os quais Romeu e seus amigos mapearam, ou melhor ainda estão mapeando para mergulhar. Romeu também mergulha em diversas cavernas do planeta, em praias fantásticas e muitos locais curiosos.

Vamos mergulhar com ele nesta live!

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Vera RP Sanada entrevista Vivi Bove – Episódio 14

Correr, nadar, pedalar, esses são os esportes de uma pessoa que faz triathlon. E para isto tem que estar sempre treinando!

Essa é a vida da Vivi Bove, casada, mãe de três filhos adolescentes e que tem uma vida bastante agitada. Além de cuidar da família, dos amigos e dos bichos, Vivi cuida dela mesma. Treina muito! Um pedal curto para ela é de no mínimo 50 km, nadar, só se for mais de 3000 metros, correr nem se fala.

Vamos correr para assistir essa live divertida com a Vivi!

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Vera RP Sanada entrevista Marcelo Garcia – Episódio 13

Carioca que mora a bastante tempo em Genebra, na Suíça, Marcelo Garcia tem mais de 20 anos na indústria de tecnologia, mídia e telecomunicações, e é aventureiro de carteirinha. Ele é membro do New York Explores Club Explorers.org. Pouco antes desta entrevista Marcelo subiu ao cume do Mont Blanc sozinho, sem guia, como parte de um experimento fisiológico pessoal.

ASSISTA A ENTREVISTA COMPLETA AQUI.

Ele é fundador da ONG WAY – WISDOM ACCELERATOR FOR YOUTH WisdomAccelerator.org, voltado a motivar adolescentes para o caminho da sabedoria, reunindo-os com líderes mundiais para produzir materiais valiosos de ensinamento para estes jovens.

Escale nessa live junto ao Marcelo Garcia!

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Vera RP Sanada entrevista Chris Amaral – Episódio 11

Navegar sozinha em um pequeno veleiro por diversos portos da costa do Brasil não é nada para a capitã do mar Chris Amaral. Ela começou suas aventuras viajando em uma pequena vespa, dormindo em barraca, em restaurantes e outros locais inusitados. Uma mulher de muita coragem e fibra, que depois trabalhou em embarcações como cozinheira, navegadora, marinheira, entre outras funções, onde algumas vezes era só ela de mulher.

Participar de regatas no Mar Mediterrâneo, na costa do Brasil, é pouco para essa capitã, o negócio é ir para uma regata no Oceano Austral. Chris, como é conhecida carinhosamente no meio da vela, tem sua morada a bordo do veleiro Aquarela. Uma das suas atividades atuais, é ensinar as mulheres a velejar no oceano.

Essa conversa de navegação, voce confere aqui!

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Vera RP Sanada entrevista Alvanir ¨Jornada¨ Oliveira – Episódio 12

O mergulhador profissional Alvanir de Oliveira, mais conhecido como Jornada, é instrutor de mergulho e proprietário da Escola de Mergulho Jornada Submarina.

ASSISTA A ENTREVISTA COMPLETA AQUI.

O Jornada representa a NAUI Brasil, a mais antiga agência credenciadora de mergulho internacional. Anualmente ele organiza o encontro de instrutores NAUI, onde mergulhadores debatem sobre a segurança e qualidade do mergulho. Jornada é um mergulhador muito experiente, reconhecido pela Marinha brasileira, e formou oficiais e organiza exercícios de mergulho com eles. A sua operadora, Jornada Sub, fica em Jundiaí – SP e oferece cursos do básico ao profissional. Jornada e sua esposa Lica organizam viagens de mergulho no Brasil e em outras partes do planeta.

Mergulhe nessa live.

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Vera RP Sanada entrevista Isabella Nicolas – Episódio 10

Contar a história de uma regata volta ao mundo em um documentário, é um grande desafio para acompanhar os veleiros nos portos de parada. Isabella Nicolas, jornalista, escritora e produtora, produziu o documentário SENHORES DO VENTO.

ASSISTA A ENTREVISTA COMPLETA AQUI.

O documentário conta a história da primeira equipe de vela brasileira a participar da regata volta ao mundo Ocean Volvo Race. Isabella nos conta um pouco dos bastidores dessa produção e também do documentário Mar Me Quer. Atualmente, Isabella ministra curso de direção e produção de TV e Cinema.

Navegue nos bastidores dessas produções contadas pela produtora Isabella Nicolas!

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Vera RP Sanada entrevista Adriano Plotzka Dutra e Aline Sena – Hashtag Sal – Episódio 9

Diversas pessoas sonham em morar a bordo de um veleiro e fazer seu trabalho a partir do seu quintal, o mar. Este casal vive este sonho!

ASSISTA A ENTREVISTA COMPLETA AQUI.

Adriano e Aline moram em um veleiro. Os dois são ex-publicitários que encontraram na vida a bordo uma maneira de produzir uma websérie onde contam relatos de seu cotidiano, conversam com pessoas interessantes, normalmente do mar e estão sempre mudando o quintal de sua casa.

Vera conversou com os dois que estavam a bordo do seu veleiro, atracados nas águas cristalinas de Angra dos Reis.

Confira essa deliciosa navegada!

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Vera RP Sanada entrevista Ricardo Beliel – Episódio 8

Ricardo Beliel é carioca, jornalista e um excelente fotógrafo, que mostra suas fotos e fala com uma voz calma sua experiência como fotojornalista em diversos veículos de comunicação.

ASSISTA A ENTREVISTA COMPLETA AQUI.

Ricardo começou a sua vida de fotógrafo, ganhando algum dinheiro, fotografando alguns artistas que tinha contato, como Gilberto Gil, Baby Consuelo e até shows do Caetano Veloso. Mas não foi só música e poesia que ele fotografou, ele registrou momentos de guerrilhas e a vida de alguns garimpeiros, entre muitas outras histórias.

Assista essa entrevista e aprecie algumas das fotografias do Ricardo.

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Vera RP Sanada entrevista Sérgio Franco – Episódio 7

Reunir aventureiros de várias partes do Brasil e do mundo em um único lugar, mostrar o que tem de melhor em equipamentos de aventura e divulgar ao mundo a preocupação pelo meio ambiente e ainda reunir pessoas que buscam soluções para as dificuldades ambientais e até humanas, essa sempre foi e será uma das principais atividades do Sérgio Franco.

ASSISTA A ENTREVISTA COMPLETA AQUI.

Sérgio com seu jeito tranquilo de falar, nos mostrou a sua casa, pois além de ser piloto de avião amador, montou e mora em um hangar na sua cidade, Socorro no interior de SP, onde hoje fica o aeroclube da cidade.

Vamos voar na história de Sérgio Franco!

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Vera RP Sanada entrevista Kapai Kalapalo – Episódio 6

Nascer em uma tribo indígena, viver toda a infância no Xingu e depois tornar-se uma artista de TV e cinema! Essa é a história de Kapai Kalapalo.

ASSISTA A ENTREVISTA COMPLETA AQUI.

Uma índigena de sangue, corpo e alma, que se tornou atriz e empreendedora. Kapai saiu da aldeia para mostrar que ser indígena no Brasil não se resume a viver na selva, tomar banho de rio e caçar. Uma linda indígena que nasceu no Xingu na aldeia Yawalapiti, com sotaque agradável de se escutar, mora em São Paulo e leva sua cultura aonde for, mostrando as pessoas a arte e a história indígena.

Acompanhe essa história e viaje ao Xingu com esta bela indígena!

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Vera RP Sanada entrevista Mario Mantovani – Episódio 5

Boa parte das pessoas se preocupam com o meio ambiente, principalmente na preservação e no plantio de árvores para ajudar o reflorestamento. Essa conversa de Vera RP Sanada é com Mário Mantovani, um ativista do meio ambiente.

ASSISTA A ENTREVISTA COMPLETA AQUI.

Com um sorriso agradável e uma forma divertida de falar que contagia as pessoas, Mário conta um pouco da sua história. Ele faz parte da ONG SOS Mata Atlântica. Desde criança falava em trabalhar com o meio ambiente, e formou-se em geografia e foi professor, mas a sua dedicação aos cuidados do meio ambiente, principalmente com a questão da água, ficou ainda mais forte, quando assumiu o cargo de diretor e superintende na Fundação SOS Mata Atlântica.

Palavras do Mário ¨A minha ideologia é o quanto eu consigo fazer o bem!¨

Confira a conversa na íntegra.

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Vera RP Sanada entrevista Margi Moss – Episódio 4

Viver com a cabeça nas nuvens, viajando em pequenos aviões, ou fotografando de cima e ainda aventurando-se pelos quatro cantos do mundo. Quem gostaria de uma vida dessas?

ASSISTA A ENTREVISTA COMPLETA AQUI.

Essa é um pouco da vida de Margi Moss, que há mais de 20 anos, se aventura ao lado do seu marido Gérard Moss, que são impulsionados pela curiosidade. Aviãozinho, Landrover, canoa, cavalo ou a pé. Pelas areias do Saara, da Namíbia ou no altiplano boliviano. Pela floresta amazônica, pelo gelo antártico ou as águas do Pacífico. Muitas viagens e aventuras!

Uma mulher da aventura, forte e determinada, apaixonada pelas aves e fotografar passarinhos, passou a ser seu hobby.

Margi Moss é a convidada de honra a participar da live de Vera RP Sanada!

Confira essa divertida conversa!

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Vera RP Sanada entrevista Lawrence Wahba – Episódio 3

Mergulhar com tubarões não é para qualquer um, ainda mais chegar pertinho deles para pegar um close da boca cheia de dentes, para mostrar que estes grandes animais são geralmente inofensivos para os seres humanos.

ASSISTA A ENTREVISTA COMPLETA AQUI.

Na LIVE do dia 08 de Agosto, Vera RP Sanada, conversou com Lawrence Wahba, que é um dos mais renomados camera submarino do Brasil e documentarista da natureza.

Em 1995 ele vendeu tudo que tinha e até pegou dinheiro emprestado para rodar o mundo filmando tubarões. Este projeto se tornou um grande sucesso de público, e fez dele o principal documentarista de natureza do país, premiado internacionalmente, liderando produções nos maiores canais de TV, e tendo “a melhor profissão do mundo”, como ele mesmo descreve.

Confira essa entrevista.

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Vera RP Sanada entrevista Pedro Saldanha Werneck – Episódio 2

O entrevistado do dia 1º de Agosto por Vera RP Sanada, é o expedicionário, documentarista, fotojornalista e editor, Pedro Saldanha Werneck.

ASSISTA A ENTREVISTA COMPLETA AQUI.

Filho da renomada apresentadora de TV Paula Saldanha e do diretor e documentarista Roberto Werneck, Pedro desde criança acompanhou seus pais nas produções por diversas partes do Brasil e do mundo. Dessa maneira, não poderia ser diferente, ele seguiu os passos dos pais.

Produziu diversos documentários, inclusive sobre o Xingu e as queimadas no Pantanal.

Pedro tem uma grande preocupação pelo meio ambiente, e busca, através dos seus filmes, conscientizar as pessoas da importância da preservação.

Confira essa entrevista.

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Palestra NY Explorers Club sobre Expedição Phoenicians Before Columbus

Assista aqui a entrevista completa:

Yuri Sanada foi o documentarista produtor da Expedição Phoenicians Before Columbus, ou Fenícios antes de Colombo, que navegou a réplica de uma navio a vela Fenício do ano 600 AC através do Oceano Atlântico. Eles navegaram da Tunísia no Norte da África até o Caribe e a Florida nos EUA, de Setembro de 2019 a Fevereiro de 2020.

Nesta palestra ministrada online para o NY Explorers Club Yuri Sanada conta detalhes deste projeto e do anterior, a volta ao Continente Africano na mesma embarcação histórica. Assista aqui a entrevista completa.

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Vera entrevista Renato Soares e Yuri Sanada – Episódio 1

No dia 27 de Abril de 2020, Vera RP Sanada conversou com o fotógrafo indigenista Renato Soares, especialista no registro visual de povos indígenas, bem como da arte, da cultura, e da biodiversidade do país. Ele tem diversos livros publicados.

ASSISTA A ENTREVISTA COMPLETA AQUI.

Ao seu lado participou o diretor e produtor Yuri Sanada, que também é escritor, além de navegador, historiador e aventureiro. Yuri é felow member do conceituado New York Explorers Club.

A conversa começou com a ideia da criação da série Povos do Xingu, roteiro e direção de Yuri Sanada, onde os dois registraram o cotidiano dos indígenas. Renato falou de algumas situações inusitadas e como foi o convívio nas aldeias. Renato agradou com seu jeito mineiro divertido de contar ¨causos¨ e mostrou algumas de suas belas imagens. Ele tem muita experiência com diversas tribos e ajuda as aldeias com o seu trabalho, pois em cada fotografia vendida, uma porcentagem vai para os povos fotografados. Renato já pegou diversas malárias, amebas e outras doenças em suas viagens. E nessa live, ele falou um pouco das dificuldades que encontrou, mas principalmente do prazer de fotografar e conviver com diversos povos.

Além da série Povos do Xingu, Yuri produziu a série Família Na Tribo no Tocantins, além de muitas outras no mar, na cidade, mas nessa live ele conta sobre a as produções realizadas com o Renato Soares.

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Desafio Fenício- Episódio 5. Phoenicia na fronteira entre Arábia Saudita e Iêmen.

Após terem consertado o eixo do motor, Phoenicia fez outra parada estratégica ainda em águas da Arábia Saudita, esperando vento de 25 nós passar. Agora se prepara para entrar em águas do Iêmen. Enquanto isto em Aden, Yuri ajuda Sam Bouquet a preparar seu veleiro Cindik para voltar a Turquia. A bordo Sam e seu pai, o primeiro capitão dos navios do Greenpeace, na ong desde 1978.

Sam Bouquet e sua esposa construiram o veleiro Cindik na Cornuália, Inglaterra. Após terem velejado até a Turquia, o barco estava descendo para a ilha Diego Garcia, onde Sam iria encontrar seu pai, Peter Bouquet, o primeiro capitão dos barcos do Greenpeace. Eles iam protestar contra o crime que o governo britânico cometeu contra os habitantes da ilha, em 1966, mas que até hoje não foi reparado. Cindik não conseguiu chegar a Diego Garcia, mas o barco do pai, Peter, sim, e em março de 2008 eles foram presos por protestarem contra a vergonhosa retirada dos habitantes da ilha.

A ilha fica situada no arquipélago de Chagos, a leste de Seychelles, e é possessão britânica desde 1815. Os Chagosianos eram descendentes de escravos. No século XX eram cerca de 2.000 habitantes, e viviam uma vida simples porém paradisíaca, com abundância de frutos do mar, trabalho em plantações de coco, e boa educação para os filhos.

Em 1961 os americanos decidiram ter uma base militar no Oceano Índico e escolheram Diego Garcia. Como eles exigiram que a ilha estivesse vazia, em 1966 o governo inglês, para acomodar seu maior aliado, cometeu um dos piores atos de crueldade da atualidade. Alugaram a ilha para os EUA por 1 dólar ao ano, mais um pagamento de 14 milhões de dólares, em forma de mísseis nucleares submarinos Polaris. Documentos oficiais inglês justificaram a decisão descrevendo os habitantes como tarzans e selvagens do tipo sexta-feira (em referência ao livro Robinson Crusoé). Os oficiais britânicos então fecharam as plantações deixando os ilhéus sem trabalho. Deram viagens de férias gratuitas para a vizinha ilha Mauritius, e proibiram seu regresso ao lar, simplesmente abandonando-os sem qualquer compensação ou ajuda. Em 1971 soldados americanos armados expulsaram os últimos habitantes da ilha, não permitindo sequer que pegassem objetos pessoais em suas casas. As tropas britânicas queimaram as casas, mataram todos animais de criação, e prenderam 800 cachorros das famílias em uma casa grande, ligaram tubos de exaustão dos motores dos carros e simplesmente asfixiaram todos os animais de estimação. Todos foram levados então para barca de carga, e por seis dias navegaram com escravos para Mauritius, onde foram abandonados no Pier de Port Louis.

Impotentes contra a covardia de americanos e ingleses, os Chagosianos se transformaram entao em alcólatras, drogados, prostitutas e mendigos, sendo até hoje párias da sociedade de Mauritius. Diego Garcia é hoje a maior base militar americana fora dos Estados Unidos. Dali sairam bombardeiros para o Iraque e Afeganistão, e a base é chamada Pegada da Liberdade, e acredita-se que seu centro de detenção e tortura seja o mais mais secreto dos EUA.

Apesar de terem ganho diversas vezes na justiça britânica, e o Alto Comissariado da ONU ter declarado que a expulsão dos habitantes foi ilegal, os ilhéus ainda não foram compensados, e nem podem voltar a seu lar. Deste protesto, o barco de Peter Bouquet foi apreendido e ele preso pelas autoridades britânicas na ilha. O caso continua em processo.
Mais informações no site www.peoplesnavy.com.

Phoenicia enfrenta vento de Sudeste.
Preparando sistema A Frame para levantar mastro.
Pessoal do estaleiro ajudando a erguer o mastro.
Mastro em pé, Yuri Sanada e Sam Bouquet.
Ação dos pioneiros do Greenpeace em Diego Garcia.
Cindik esperando maré baixa para ter casco limpo.
Sam Bouquet é construtor de barcos históricos.
Limpando cracas, enquanto Phoenicia não vem…
O barco parte para Turquia semana que vem.

Phoenicia em Hodeida

Os ventos acalmaram no Mar Vermelho, e Phoenicia chegou ao porto de Hodeida no Iêmen, para reabastecer e continuar viagem rumo a Aden. Veja também outros aspectos da vida neste que é um dos mais tradicionais países árabes.

Como atualmente no Iêmen as mulheres usam a Abaia, a roupa toda preta com véu no rosto, e não se enfeitam para não chamar a atenção, estas peças não tem mercado. Assim os modernos artesãos desmontam os delicados detalhes e fazem pequenas jóias, como brincos, anéis e colares, com prata de 250 anos de idade.

Enfeites de janelas tradicionais, moldura de gesso
e vidros coloridos, a Qamariya
presentes em quase todas as casas.
Pães assados na hora servidos em todas refeições.
Os jornais são importados pois os periódicos locais podem conter passagens do Alcorão, e não devem ser sujas pela comida.
Antigos adornos usados em festas típicas.
Jóias em prata feitas por judeus séculos atrás.

 

Phoenicia: Fase 1 concluída.

O Phoenicia chegou a Hodeidah uma semana atrás, dia 12 de janeiro, após ter tentado sem sucesso chegar ao porto de Aden, no sul do Iêmen. Aqui o barco vai ficar guardado por alguns meses até a época certa para continuar o projeto, no segundo semestre de 2009.

A primeira fase do projeto está concluída com a chegada ao Iêmen. A previsão original era continuar a circunavegação do continente africano em um ano, mas com os atrasos enfrentados pela expedição, o projeto teve que ser alterado. Como o barco tem velas quadradas, desenhadas 2600 anos atrás, é impossível navegar contra o vento.

Ao sair da Síria em agosto de 2008, algumas semanas foram perdidas com atrasos na construção. Depois o projeto teve que ser interrompido no Egito, pois os lemes constantemente saiam da sua posição em mar mais agitado. O Phoenicia é baseado no naufrágio Jules Verne 7, encontrado em Aix en Provence, na França. Embora muitos detalhes sejam conhecidos pela descoberta arqueológica, o sistema dos lemes nunca foi realmente encontrado. Assim, após estas primeiras duas mil milhas marítimas, a expedição encontrou a solução para este problema milenar, de como as embarcações fenícias eram dirigidas.

O porto de Hodeidah oferece abrigo natural ao Phoenicia, porém não é um local preparado para receber pequenas embarcações. Assim o barco tem que ficar mudando constantemente de posição, de acordo com a entrada e saída dos grandes navios cargueiros. Uma das situações mais difíceis é que constantemente cereais são descarregados dos navios, e o ar fica impregnado com a poeira da casca dos grãos. Isto torna impossível manter o barco limpo. E a tripulação já sofre com alergias da sujeira.

Como o Phoenicia não possui as facilidades de uma embarcação moderna, como ducha a bordo, e o porto não oferece nenhuma estrutura, temos tomado banho nos rebocadores, cujas tripulações são bem amigáveis. As vezes os rebocadores são chamados repentinamente para ajudar nas manobras dos navios pelo estreito canal de Hodeidah. Neste caso, se tiver alguém no banho, este tripulante do Phoenicia ganha um passeio pelo porto.

Enquanto esperamos pela decisão das autoridades portuárias sobre o futuro do Phoenicia, o tempo passa lentamente. O barco está sendo preparando para a longa estadia, e como o verão nesta parte do mundo chega a 45 graus com sol causticante, tudo tem que ser armazenado dentro da cabine. O barco só tem duas velas quadradas, uma principal e outra menor para tempestades. Elas terão que ser lavadas antes de descer. Os cabos são de fibras naturais, e os que ficarão fora, com os que sustentam o mastro, terão que ser pintados com resina de pinheiro. Aliás, todo o barco será pintado com esta resina, para garantir impermeabilidade. Conseguimos comprar a resina aqui em forma de cristal, que tem que ser cozido por horas até ficar em forma liquida.

O barco chegou a Hodeidah com oito tripulantes, mas quatro já deixaram o barco. Infelizmente, destes, três tripulantes tiveram problemas com as autoridades, por não entenderem o sistema de distribuição voluntária de rendas. Assim por três dias eles ficaram confinados ao barco, aguardando a permissão para viajar para a capital Sanaa. Quando autorização finalmente chegou, tiveram que ser escoltados por um guarda armado até o aeroporto de Sanaa, numa viagem de 6 horas. No aeroporto foram detidos pela imigração por mais algumas horas, até finalmente serem liberados para visitar a capital do Iêmen, e de lá voarem para casa.

Devido a este e a outros problemas, como a desconfiança pela autoridade portuária de que o Phoenicia precisa de no mínimo 5 pessoas para ser manobrado, também tive minha saída do barco negada. Como o fim de semana aqui é na quinta e sexta-feira, só devo ser liberado para ir a Sanaa no sábado. Tinha encontro no Ministério da Informação no sábado, sobre a continuidade do projeto mais tarde neste ano, mas terá que ser remarcado. Assim, por hora estou confinado ao braço, com permissão para ir à cidade uma vez por dia, para internet e compras, conduzido por um guarda. Nunca iria adivinhar que após sete semanas no Iêmen, minha última semana seria em regime de prisão semi-aberta, mas enfim, uma expedição de aventura é assim mesmo, encontrar o imprevisto, e enfrentar com bom humor, muita criatividade, e não ter medo de sujar as mãos…

Iêmen, Emirados e UK.

A primeira fase da Expedição Phoenicia termina no Iêmen, com o barco seguro no porto de Hodeidah. Alguns contratempos seguraram os tripulantes presos no porto. Após o Iêmen, o projeto continuou em pesquisas no Reino Unido. Em setembro a viagem ao redor da África continuará.

Phoenicia na esquina do porto de Hodeidah.

Devido a certos acontecimentos que vivemos no porto, especialmente uma certa relutância de alguns membros da tripulação em pagar contribuição não oficial para o sistema local, fomos detidos por vários dias. Tentei deixar o barco na quinta-feira, mas só fui libertado no domingo à tarde. Meu vôo foi segunda-feira de manhã, em Sanaa, sete horas de distância …

Tive que pagar um policial para me escoltar até o aeroporto de Sanaa. Desde que eu estava pagando para ficar protegido contra os perigos do Iêmen, e ninguém nos atacaria, aproveitei o policial para ter algumas aulas árabe. Quando chegamos ao aeroporto na noite de domingo, os funcionários da emigração não sabiam o que fazer comigo. Eu tinha um visto válido, mas havia uma carta da polícia de Hodeidah dizendo que eu tinha de ser escoltado para fora do país, para minha própria segurança… A solução que encontraram: eu tive que partilhar um quarto de hotel com o policial, para eles terem certeza que eu não ficaria perdido em Sanaa. Todo o procedimento foi ilegal, claramente, e o agente e o policial foram presos depois, felizmente quando que eu já estava voando, livre como um pássaro. Engraçado é que eu vou voltar para Hodeidah em poucos meses, voluntariamente …

Escolta Policial, Agente e Yuri Sanada.
Yuri escoltado pelo policial Aham.
Parada de ônibus entre Hodeidah e Sanaa.
Au Dhabi nos Emirados, país muito mais rico.

Parada em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos. Após 2 meses no Iémen, esta visita ao vizinho e muito mais rico país árabe ajudou a colocar as impressões do mundo árabe em uma nova perspectiva.

Pequena East Chaldon, Dorset, Inglaterra.
Escritório do Phoenicia Expedition.
Alice Chutter, gerente do Phoenicia Project.
Sailor s Return, único pub da vila.
O pub, uma construção histórica.
Departamento do Oriente Médio, British Museum.
A pedra Rosetta, chave dos hieróglifos egípcios.
Pequena mostra sobre o Iêmen.
Professores Rupert Chapman e Jonathan Tubb.

Embarcou para Londres

Yuri Sanada, diretor e produtor do documentário Phoenicia Expedition, já chegou ao Velho Mundo.

Depois de fazer e desfazer as malas e levando junto quatro câmeras filmadoras: duas Panasonic HD, uma Sony HDV com a caixa estanque para as imagens submarinas e a pequena Conteur HD, para colocar no mastro do histórico navio fenício, Yuri Sanada chegou a Londres.

No velho mundo, será uma parada rápida, onde irá encontrar os responsáveis pela Phoenicia Expedition no maravilhoso Museu de Londres para conversarem um pouco mais a respeito da navegação do Phoenicia e os detalhes do documentário. A noite embarcará para Salalah em Oman, onde se encontra ancorado o navio histórico.

Desafio Fenício- Episódio 4. A ONU e Visita a Campo de Refugiados Somali.

A partir de Aden, a expedição vai navegar por águas infestadas pelos piratas da Somália. Mas se o mundo todo sabe dos problemas e o terror que eles estão causando, poucos conhecem o outro lado da realidade. Participamos de reunião dos Voluntários da Onu, e seguimos para visitar Kharaz, um dos campos de refugiados que fogem da Somália.

Apresentação foi em árabe e inglês.
Participaram voluntários locais e internacionais.
Eles ajudam em diversas áreas, até online.
Sede da Onu em Aden, Iêmen.

Aqui fica o antigo cemitério britânico.
A paisagem muda rapidamente.
Em Kharaz são 9.500 refugiados mantidos pela ONU.

Kharaz, Campo de Refugiados Somali.

O campo de Kharaz fica a duas horas de Aden, no Iêmen, mantido pela Onu e por mais de oito ONGs de ajuda internacional. A cada dia chegam e saem pessoas do campo, que é aberto. Kharaz tem 16 anos de funcionamento, sendo este o quarto lugar de instalação.

Em 1960 dois protetorados, italiano e britânico, uniram-se formando a República da Somália. Assassinatos, golpes e revoluções colocaram o país em direção a guerra civil, que permanece constante desde 1977. Sem governo central, os líderes militares chefes de tribos dividiram o país. Algumas ações militares estrangeiras foram tomadas, mas a situação se agravou de tal maneira, que milhares de pessoas só tem uma opção para sobreviver, deixar o país.

Chegamos ao campo após esperarmos por quase 2 horas pela escolta do exército, pois para andar no país, mesmo com a equipe da ONU, é necessário estar com segurança. A paisagem é impressionante, do mar ao deserto, quase duas horas de trajeto, passando por diversos pontos de checagem militar. Na estrada pode-se ver somalis caminhando em pequenos grupos, tentando chegar a algum lugar melhor, sem esperanças ou documentos. O campo fica um pouco retirado da estrada principal, e lá a ONU mantém os escritórios e alojamentos fortificados, e de fato muitos vão lá para protestar. Ao andar por Kharaz, têm-se a impressão de estar em um lugar irreal, onde as pessoas vivem em um limbo, com um passado de muita violência e medo, um presente estável mas sem sentido, e nenhuma esperança de futuro.

Todos tem uma reação a minha passagem. Ao verem a câmera, as mulheres começam a protestar, algumas violentamente. Pedindo melhores condições de vida, além do que a Onu pode dar. Os homens, em menor número, em geral vêem em jornalistas talvez um contato com o mundo exterior. Já para as crianças, tudo é festa. Na verdade, para eles que viveram os horrores da guerra em casa, a violência indescritível que os levou a chegar até aqui, a travessia do Golfo em barcos que não tem condições nem para levar carga imperecível, o campo de Kharaz pode parecer um oásis de paz que permite brincadeiras infantis. Mas a realidade é que para estas crianças, suas mães e os poucos que pais que não saíram andando pelo deserto em busca de algum dinheiro em cidades do Iêmen, o futuro não traz nenhuma sombra de esperança, ao menos enquanto seu país não encontrar a paz, que perdeu décadas atrás.

Vista geral do Campo, com 9.500 refugiados.
Apresentação organizada pela Ong italiana Intersos.
O evento é para ensinar a não mutilarem as meninas.
É comum na Somália as mulheres terem o Clitóris extirpado.
As crianças são pintadas para o feriado Eid.
Os médicos da clínica mantida pela ONU.
Os refugiados ficam primeiro nas barracas.
Depois ficam instalados nos 43 blocos com 25 casas.
Algumas famílias ficam anos até serem alocados.
Apesar das dificuldades, as famílias ficam unidas.
Esta senhora mostra seu lar, por 3 anos.
O problema é o verão, pois o calor passa pelo teto feito de tecidos.
Crianças e mulheres são a maioria no campo.
Jornalista Somali refugiado, e tradutora da ONU.

Torre do Silêncio

A religião oficial do Iêmen é o Islamismo, sendo um dos países árabes que mais reforçam esta religião. E no mar vermelho o Phoenicia tenta vencer os ventos contra para chegar em Aden, onde existe a ruíina de um dos dois únicos cemitérios Zoroastra do mundo, onde os mortos não eram nem enterrados nem queimados, mas comidos por pássaros.

O Zoroastrismo é uma religião que surgiu na Pérsia, tendo Zaratustra como seu profeta. A torre do Silêncio de Aden, como eram chamados os cemitérios zoroastras, foi construída cem anos atrás pelos indianos que vieram junto com o Império Britânico. Esta religião prega que ao morrer, a alma deixa o corpo, que se torna impuro, não podendo ser nem enterrado nem queimado no fogo, que também é sagrado. Assim, os cadáveres eram colocados nús a céu aberto, com os homens no círculo externo e mulheres e crianças no círculo central. Assim os abutres vinham comer a carne, e os pecados eram purificados por eles.

Perto da costa para evitar correntes e ventos.
Mosteiros por todo Iêmen, com reza bem alta.
Dokhma ou Torre do Silêncio de Aden.
As ruínas estão em bom estado mas abandonadas.
Homens eram colocados no círculo externo.
Mulheres e crianças no círculo interno.
Drenos na pedra para flúidos corporais.
O outra Dokhma existente fica no Irã.

Desafio Fenício- Episódio 3. Vivendo no Iêmen.

Phoenicia em rota para Aden

Phoenicia está navegando novamente, depois de passar dois meses e meio em Porto Sudão, para modificações e consertos. Agora atravessando o Mar Vermelho em rota para Aden, Iêmen, apesar do forte vento contrário.

Após terem zarpado da Síria em agosto passado, o Phoenicia fez três paradas de emergência para consertos. Uma no Egito, outra no Sudão, e esta semana a menos de 100 milhas da costa da Arábia Saudita. A idéia inicial era fazer toda viagem ao redor da África sem motor, somente usando os ventos. Mas devido a diversas situações de risco, resolveu-se que seria melhor ter um instalado no barco. Em Port Sudan o estaleiro é bem precário, sem recursos modernos, e logo nesta etapa seguinte o motor já apresentou problemas. Na ancoragem a tripulação conseguiu fazer o reparo e agora seguem descendo em direção a Aden.

O progresso pode ser seguido pela pelo site http://www.phoenicia.org.uk, e a posição do barco é atualizada a cada 4 horas. Enquanto isto, eu aguardo em Aden, o portal sul das arábias, para embarcar e continuar o trajeto até Salaah, onde pegaremos outros quatro tripulantes, oficiais da marinha de Oman, o que deve nos ajudar a navegar pelas águas infestadas de Piratas.

ADEN – A cidade mais antiga do mundo.

Aden é um porto natural, formado por cratera de vulcão extinto. A beleza do lugar é uma mistura do deserto e do mar. As areias escondem mistérios, e os locais afirmam que a região sempre foi ocupada. Uma lenda conta que Cain e Abel podem estar enterrados na cidade, que hoje tem 800.000 habitantes.

Os carros, novo e velhos, buzinam sem parar .

Crescent era o melhor hotel britânico.

Vista da cidade de Aden.

Prédios coloniais da era britânica, imponentes,

podem ser vistos por todo lugar, decadentes.

Quase todas mulheres não podem ser vistas.

As cisternas de Tawila servem para captar chuva

e proteger a cidade de inundações, são 13 tanques.

Pôr do sol visto do resort Elephant Bay.

a vila do Resort Elephant bay.

Basicamente apenas homens saem a noite…

Cotidiano em Aden

O Iêmen é um país único e fascinante, o portal sul das Arábias. Considerando a renda per capita de apenas US$900,00 (a do Brasil é de US$8.600,00) é o décimo país mais pobre do mundo. Mas apresenta riquezas culturais e belezas naturais impressionantes. Contudo, são seus costumes antigos e leis islâmicas que mais surpreendem os visitantes. Em vários aspectos, visitar o Iêmen é como voltar ao milênio passado…

Este país segue a lei islâmica, ou seja, a interpretação do que está escrito no Alcorão pelo profeta Mohamed. Aqui os homens podem ter mais de uma esposa, e as mulheres não tem contato com os homens. Como elas usam a Abaia, a vestimenta negra que deixa a mostra somente os olhos, o casamento é arranjado pela mãe do noivo. Quando é época do filho casar, ela vai a uma festa onde estão as mulheres disponíveis, e como são apenas mulheres elas não se cobrem. A mãe descreve as pretendentes para o filho que faz sua escolha. Ele só vai ver o rosto da noiva depois do casamento.

As mesquitas estão espalhadas por toda parte, e chamam para a reza cinco vezes ao dia através de alto-falantes nos minaretes (torres). A maioria usa o som muito alto, e é comum acordar as 5 da manhã com o barulho vindo da mesquita do bairro. Para os muçulmanos é importante lembrar de Alah muitas vezes ao dia, e cada refeição ou atividade começa citando o nome Dele.

A expedição Phoenicia está retomando seu curso, finalmente. Estou em Aden desde 25 de novembro, e o barco estava em reparos em Port Sudan, no Sudão, talvez um dos piores lugares do mundo para fazer a instalação de um motor central a diesel. Após muita batalha, o Phoenicia está a caminho de Aden. Eles devem chegar em 2 de janeiro.

Haverá uma mudança na rota, devido aos piratas da Somália estarem aumentando os ataques em outras regiões. De Aden iremos a Oman, pegar 4 membros da marinha de Oman, o que deve garantir maior apoio militar na região, e ao invés de irmos a Mombassa no Quenia, iremos para Tanzania. O progresso do barco pode ser visto em http://live.adventuretracking.com/phoenicia, ou atraves do site da expedição www.phoenicia.org.uk

Ronaldhino, no mercado de peixes de Aden.
Fãs do futebol brasileiro por toda parte.
Limão é muito popular, e copo de suco custa R$0,30
Vendedor do mercadão de Crater.
Crater em Aden, dentro de cratera Vulcânica.
Vista de Crater do alto das cisternas.
Yuri gravando do alto do vulcão inativo.
Cisternas enchem com a chuva e previnem inundação.
Antigos marinheiros e referências ao mar.
Aden foi segundo porto do mundo em movimento.

Mergulho em Aden

Apesar do sol causticante, mesmo no inverno, as mulheres do Iêmen não correm risco de cancêr de pele. Veja porque, e confira fotos da abundante vida marinha neste belo Resort quase esquecido pelo mundo, no Mar da Arábia.

Baía do Elefante, muito popular em Aden.

Aden é considerada a melhor cidade turística do Iêmen.

A praia é cheia na Sexta, o Domingo daqui…

Uma cratera de vulcão extinto forma o porto natural, abrigo seguro no Golfo de Aden. Na verdade Aden é composta por pequenas cidades, e tem forma de península. Ao descermos de avião aqui, aliás, avião da Embraer 195, parece que vamos pousar na água, lembrando um pouco o aeroporto Santos Dumont do Rio de Janeiro.

A Mesquita chama para reza 5 vezes por dia.

O porto antigo, usado desde o antigo Reino de Awsan entre o 5° e o 7° milênio a.C. é onde se situa a vila de Tawahi, e o local onde está o Pier Prince of Walles. Lá ficam os veleiros e barcos pequenos. O porto moderno está situado no outro lado da península. Aden tem atualmente cerca de 600.000 habitantes.

Mulheres tomam banho com toda roupa.

Aden foi a capital da República Democrática Popular do Iêmen até a unificação deste país com a República Árabe do Iêmen. A pessoas locais contam que antes era muito mais tranqüilo, podiam servir bebidas alcoólicas, e muitos turistas estrangeiros vinham para cá. Desde então, as mulheres tem que usar as vestes negras, os SHARSHAF escondendo o rosto e o álcool é proibido (mas servido nos hóteis por U$7,5 a latinha de cerveja).

Barcos saem toda hora para passeios.

Andar por suas ruas é como voltar ao tempo. As pessoas são bem tranqüilas, e amigáveis. Pouquíssimos estrangeiros são vistos na ruas, e dizem que o resto do país têm bem menos. Abdulah, empresário que conheci no pier ontem, diz que ele sente falta dos dias em que o país era mais liberal, e mais estrangeiros vinham desfrutar as belezas de Aden.

Muito peixes de diversas formas e cores.

A praia é muito estranha para quem vem do Brasil, sobretudo pelas mulheres usando constantemente a vestimenta negra, algumas tiram o véu do rosto para entrar na água do mar. As meninas não precisam usar a roupa tradicional até certa idade, o que aumenta a sensação de tristeza, pois imagine saber que a partir da maioridade, a liberdade acaba.

Fauna bem variada entre os corais e rochas.

Existem poucas opções de atividades para mulheres, e muitas, nas horas de folga, ficam em casa mascando o Qat, que é uma folha com propriedades entorpecentes. Todos aqui parecem mascar a folha, que na verdade é muito macia, tem sabor de folhagem a primeira mordida. Depois de um tempo percebe-se um gosto doce, muito no fundo. Imagino que é necessário mascar por algum tempo até sentir o efeito desejado.

Conchas maiores que uma mão aberta.

Abdulah diz que se construir uma casa após ter mascado o Qat, a casa vai cair por terra sem dúvida alguma. Antes da junção com o norte, só se podia mascar Qat às sextas-feiras, que aliás é o domingo daqui (sábado e domingo são dias normais de trabalho). Quem mascasse Qat dia de semana, ficava seis meses na prisão.

Uma Moréia, sempre defendendo a toca.

A viagem pelo Iêmen continua, enquanto aguardamos o veleiro Phoenicia, réplica de embarcação Fenícia de 600 A.C. O barco já está restaurado, após consertar avarias no Port Sudan, no Sudão. Deve chegar pelo dia 10 de Dezembro.

Peixe-leão, venenoso, passeando tranquilamente.

Yuri Sanada de Aden onde aguarda para embarcar na Expedição Phoenicia.

enquanto seu primo, peixe pedra, descansa na rocha

A estadia no Iêmen continua…

Fortaleza em Aden

A tour por Aden, segunda maior cidade do Iêmen, continua. A cidade é fascinante, e as surpresas são muitas, desde fortaleza antiga e deserta que permite uma vista exuberante de parte da cidade, até mercado cheio tubarões, servidos comumente nos restaurantes, até encontro com dono de um carro brasileiro.

A ilha de Sirah, com fortaleza no alto.
Vista do alto da Fortaleza.
A construção é impressionante e bem conservada.
Um dos bares que servem chá e narguile para fumar.
As mesquitas como esta chamam para rezar cinco vezes ao dia.
Mercado de peixes, repleto de tubarões.
Os idosos falam inglês devido a ocupação britânica.
Gol brasileiro do funcionário da ONU em Aden.

Desafio Fenício- Episódio 2. Do Egito ao Iêmen! Emoção no mar no mundo árabe. Navegando ao redor da África.

Passagem por Londres no final de 2008.

A caminho do encontro com o barco da Expedição Phoenicia, Yuri Sanada passa um dia em Londres, para reunião com pessoal da organização e para buscar equipamentos para viagem.

Em Londres fui ciceroneado por minha prima Marcia Sanada. Ela mora em Londres a quase duas décadas, e, segundo seu marido Sydney, conhece melhor que ele esta cidade, que pode ser considerada uma das capitais do mundo. Aqui Marcia está em frente a outdoor de propaganda da Embratur, no metro de Londres.

Alice Chutter, gerente geral da expedição. Como a sede da empresa Ocean Ventures fica no interior, marcamos encontro na estação Waterloo. Além de pegar equipamentos extras para levar para o barco, acertamos alguns detalhes da produção do documentário da expedição. O resto do dia foi destinado a comprar os equipamentos que usaremos, como carregadores de energia solar, e HDDs para armazenar as filmagens e para enviar material para a televisão no Brasil.

No final do dia, embarquei no aeroporto de Heathrow em direção a Amman, na Jordânia, para encontrar outro membro da Expedição, Alan Robinson, vindo da Austrália, e de lá outro avião para Aden, no Iêmen.

Roteiro de filme de Ação?

No interior do Brasil ele deixa o local da construção da Casa Orgânica, um projeto de pesquisa de sustentabilidade, pioneiro e vital para moradias no futuro. Ele voa para Londres, onde fica apenas 27 horas, tempo necessário para o “briefing” dos detalhes da próxima missão com a central inglesa, e pegar equipamentos eletrônicos avançados (como uma bateria solar do tamanho de um celular que carrega qualquer aparelho de comunicação).

Na Jordânia ele encontra um membro do time internacional vindo da Austrália, e junto seguem para o Iêmen, onde são recebidos no aeroporto pelo operativo local da missão. Ali no extremo sul do Oriente Médio irão preparar a chegada de uma embarcação, um veleiro único no mundo, réplica de uma embarcação de 2.600 anos atrás, construída segundo detalhes de naufrágio descoberto pelo homem que também encontrou o Titanic, Bob Ballard. A bordo do “Phoenicia” o primeiro desafio é navegar pelas águas infestadas de piratas da Somália, pelo estreito de Aden, em direção ao Kenya, e de lá descer todo continente negro até cruzar o temível Cabo da Boa Esperança. Esta Odisseia milenar vai levar a equipe a enfrentar tubarões brancos, tempestades e ondas de 20 metros de altura, e muitos outros desafios, antes de chegar à Síria, completando a circunavegação da África.

Roteiro do próximo filme do agente 007 James Bond?
Não, apenas o roteiro da próxima viagem do casal Vera e Yuri Sanada, que terá inicio neste sábado, dia 22 de novembro de 2008. Acompanhe esta aventura ao vivo no site www.aventura.com.br, pelo link do Phoenicia Expedition, um projeto do Royal Geographicial Society para o Museu Britânico, com produção de imagens feita por brasileiros.

 

Desafio Fenício – Episódio 1. A expedição que reescreveu os livros de história é a maior aventura marítima desde a Expedição Kon-Tiki.

Trailer da série, 2 anos de viagem em 3 minutos.
Primeiro episódio de 24 da série completa, disponível no Canal Sanada do Youtube.

Um navio construído segundo desenhos de tumbas antigas de três mil anos atrás, baseado em um naufrágio milenar descoberto entre o Líbano e Israel, enfrentando perigos como os piratas da Somália, tempestades em alto-mar, ondas de 20 metros de altura, águas onde habitam tubarões brancos, além dos desconfortos de um barco projetado milênios atrás, sem motor. Todo este esforço e sacrifício para provar que muito antes dos grandes navegadores portugueses, os Fenícios, inventores do alfabeto e do cristal, eram os verdadeiros senhores dos mares. Esta expedição arqueológica organizada por equipe inglesa mudará a forma como se conta a história da humanidade, e o barco será exposto no Museu Britânico em Londres em 2009/2010.

A bordo um navegador e cineasta brasileiro: Yuri Sanada, da Aventuras Produções.

A EXPEDIÇÃO CIENTÍFICA
A expedição Phoenicia está em andamento desde 23 de agosto de 2008. O objetivo do projeto, elaborado pelo explorador inglês Phillip Beale, é provar que os fenícios, os maiores navegadores da antiguidade, tinham a habilidade de circunavegar a África, como relatado pelo historiador grego Heródoto. Assim, a viagem começou na Síria e vai terminar no mesmo lugar, e depois o barco segue para Inglaterra, onde será a atração de uma exposição especial sobre os Fenícios no Museu Britânico.

A embarcação, uma réplica idêntica de barco fenício de 600 AC construído na Síria, está neste momento no porto do Sudão. Nesta primeira parte do trajeto o barco teve o leme quebrado, e fez uma parada de emergência no porto de Berenice no Egito. Isto evidência as características cientificas do projeto, pois o desenho do barco é baseado em esquemas obtidos através dos milênios, em gravuras encontradas em paredes e pedras e em pedaços de naufrágios. A maior contribuição veio do achado do Dr. Robert Ballard, o explorador residente da National Geographic Society, o mesmo que descobriu o Titanic. Em 1999 o Dr. Ballard encontrou há 500 metros de profundidade dois navios fenícios carregando 10 toneladas de vinho cada um, naufragados 2700 anos atrás.

O site da expedição é www.phoenicia.org.uk, e tem link para satélite da posição do barco. A partir de novembro o progresso da expedição também poderá ser acompanhado pelo site www.aventura.com.br.

PARTICIPAÇÃO BRASILEIRA

A tripulação do Phoenicia é formada por ingleses, mas os produtores culturais brasileiros Vera e Yuri Sanada foram convidados a participar da expedição, por serem navegadores e pesquisadores das navegações fenícias. Eles lançaram em 2001 o livro “Braazi – A Odisséia da Frota Fenícia do Rei Salomão à Lendária Terra de Braazi, 3.000 Anos Atrás.”, pela editora Ediouro, sobre a lenda da visita dos fenícios ao Brasil, uma possibilidade que pretendem investigar mais profundamente em alguns anos.

O casal Sanada já esteve envolvido diretamente em outros projetos culturais e históricos, e expedições de aventura importantes para o Brasil. Como a Viagem Comemorativa Brasil 500 Anos, cooperando na coordenação e comunicação da frota de 39 veleiros que veio de Lisboa ao Rio de Janeiro, em 2000. E na expedição Braazi 800 AC, viajando pelo interior de São Paula ao Amazonas, em busca de evidências e lendas da presença Fenícia pelo Brasil. Com milhares de milhas navegadas, tendo morado a bordo de veleiro oceânico por mais de uma década, o casal mantém desde 1995 a produtora AVENTURAcomBR, tendo lançado produtos em diversos formatos. Festivais de cinema: FATU – Festival Brasileiro de Filmes de Aventura e Turismo (desde 2004), NIPO CINE BRASIL – Festival de Cinema Brasileiro no Japão (desde 2006) e Mostra de Cinema Paulistano em Tóquio (2008); documentários: Mundo Nikkei – Os Brasileiros do Outro Lado do Mundo, Soltando as Amarras, Braazi 800 a.C., Brasil via Atlântico, das séries para TV Rede de Aventuras (canal de São Paulo – TVA) e Nautimania (NET – Angra dos Reis); livros: Vídeo Digital (AxcelBooks), Como Viver a Bordo, De Carona Com o Vento (LPM), Histórias e Lendas do Descobrimento (Ediouro, premiado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil), do romance histórico Braazi (Ediouro, lançado com apoio da UNESCO) e do Sucesso nas Aventuras e nos Negócios (Termo Aventura); internet: o primeiro site de aventuras do Brasil, em www.aventura.com.br.

OS FENÍCIOS – INVENTORES DA GLOBALIZAÇÃO.

Os fenícios são os heróis desconhecidos da antiguidade, e mesmo sem sabermos estão presentes em nossa vida diária. Entre suas contribuições estão à invenção do sistema do alfabeto que nós usamos, os pergaminhos onde foi escrita a bíblia veio da cidade fenícia de Biblos, a descoberta da Estrela Polar, e os princípios básicos do comércio exterior e da globalização.

O livro “Braazi – A odisséia da frota fenícia do rei Salomão a lendária Terra de Braazi, 3.000 anos atrás.”, de Vera e Yuri Sanada, é um romance de ficção sobre a expedição dos Fenícios para a terra de Ofir, como relatado na Bíblia e em diversos outros documentos históricos. Esta viagem foi paga pelo rei Judeu Salomão, para obter os materiais preciosos e madeiras para a construção do Templo de Jerusalém. Ao longo do livro, os fenícios enfrentam seus inimigos mortais, os gregos, e chegam à costa do Brasil onde tem encontro com os nativos. Um relato de uma das maiores aventuras da antiguidade, que pode mesmo ter acontecido. Além do romance, o livro traz uma segunda parte apresentando os documentos que corroboram para esta teoria das visitações fenícias milhares de anos antes de Pedro Álvares Cabral.

Extraído do livro Braazi: QUEM FORAM OS FENÍCIOS?

 

O povo protagonista deste livro existiu de fato, e viveu entre os anos 1200a.C. e 332a.C, na região onde hoje se encontra o Líbano, mas tiveram colônias por todo Mediterrâneo, na costa africana, e possivelmente mais além. Eram chamados de Sedônios, ou canaanitas, que em hebraico significa mercadores, mas quando os gregos os encontraram passaram a chamá-los fenícios, ou phoenikes, que significa vermelho ou púrpura, devido ao rico comércio que faziam de tecidos tingidos com esta cor. Mais tarde os romanos transcreveram o grego phoinix para poenus, e os fenícios da colônia de Cartago foram chamados de púnicos.

Como na Fenícia nada havia a não ser madeira e mar, eles construíram barcos e neles viajaram. Por serem instaladas em regiões de passagem, suas cidades como Tiro, Sidon e Biblos, eram organizadas em cidades-estado independentes, sem um reino central.
Embora pouco conhecidos fora dos meios acadêmicos, suas contribuições para a humanidade foram notáveis. As civilizações daquela época registravam sua história usando complicados símbolos, como os hieróglifos egípcios, mas os fenícios, desejosos de abrirem contato comercial com o mundo conhecido e além, logo perceberam que seria impossível ensinar milhares de caracteres a povos estrangeiros. Assim eles desenvolveram o conjunto de cerca de vinte e quatro símbolos, que viria a ser adotado por todo o mundo ocidental e que ficou conhecido como alfabeto fonético, em homenagem a eles. Por isto eles podem ter sido os verdadeiros inventores do conceito da Globalização. Comerciando eles fundaram diversas colônias pelo Mar Mediterrâneo, e desceram à costa africana. Também foram responsáveis por outros inventos ou aperfeiçoamentos, como o cristal, e a polinização de idéias entre os povos que visitavam. Hábeis artesões, eles dominavam a técnica de fazer o bronze, uma liga obtida com a mistura do cobre e do estanho, e contribuíram para o período da história que ficou conhecido com Idade do Bronze. Sua religião era complexa, e eles veneravam inúmeros deuses, alguns bons, outros maléficos.

Embora tenham sido os inventores do alfabeto, muito pouco de seus escritos foram deixados, por terem sido feitos em pergaminhos de fibras vegetais, que desapareceram com o tempo. Suas tradições chegaram até nós através de seus inimigos, como os gregos e romanos. A maior façanha de navegação registrada foi contada por um historiador grego famoso, Heródoto, que no século cinco a.C. escreveu sobre uma viagem encomendada pelo Faraó do Egito Necho II. Os fenícios contratados saíram de sua terra e navegarem para o sul, pelo Mar Vermelho, contornaram a África, e voltaram pelo Mar Mediterrâneo, num período de três anos. Por ser esta viagem de longa duração, eles teriam parado a cada outono, semeado a terra, esperado pela colheita, e só depois de reabastecidos, prosseguiam viagem. O historiador grego acabou sua narrativa desacreditando este feito, por um só motivo: os fenícios disseram que quando navegavam no sul da África, do leste para o oeste, o sol estava à sua direita. Somente muitos séculos mais tarde, quando os portugueses cruzaram a linha do equador, tal afirmação pode ser comprovada.

As cidades-estado foram dominadas em 724 a.C. pelos Assírios, e depois por Nabucodonozor por volta de 572 a.C. A cidade de Tiro só foi conquistada por Alexandre o Grande, em 332 a.C., marcando o fim desta civilização. As colônias distantes como Cartago resistiram até 146 a.C., quando os romanos os conquistaram nas guerras púnicas.

Mas muito antes disto eles podem ter vindo ao Brasil, como descrita pelo historiador Diodoro da Sicília, que falou de uma expedição que saiu da região da África próxima a Dacar, e seguiu para sudoeste até chegar à terra desconhecida além-mar, que pela descrição só podia ter sido o Brasil.

Acompanhe por aqui esta aventura e pelo site oficial da Expedição em http://www.phoenicia.org.uk. O barco sai dia 7 de novembro de Aden, na costa do Iêmen, Oriente Médio, onde Yuri embarca para ajudar na navegação e na captação das imagens em Alta Definição. De lá o roteiro leva o veleiro em direção a África do Sul, que promete ser um dos pontos mais emocionantes da Expedição.