Viva Aventuras, Viagens, Experiências Extraordinárias ao Redor do Mundo e Além! / Live Adventures, Travels, Extraordinary Experiences Around the World and Beyond!
Nosso projeto sobre naufrágios de navios escravagistas foi hoje primeira página do Washington Post! 9 meses depois de nosso projeto sobre o Rio Amazonas aparecer na primeira página de um dos mais importantes jornais americanos, aqui estamos novamente. Acreditamos que em dezembro passado localizamos no fundo do mar do Rio de Janeiro o último navio escravagista que desembarcou com sucesso africanos escravizados ao Brasil, em 1852.
O Brig Camargo era capitaneado pelo capitão americano Nathaniel Gordon, o único traficante de escravos, em 350 anos de escravidão africana, a ser executado por este crime contra a humanidade. Esta história revela o envolvimento norte-americano, especialmente de Nova Iorque, no comércio ilegal de escravos durante décadas.
Nossas pesquisas continuam e em maio próximo estaremos mergulhando lá novamente para tentar trazer à tona os segredos que esta embarcação esconde há mais de 200 anos, nas águas escuras da Baía de Bracuí.
Nossa expedição em busca dos navios que forçaram ao Brasil entrar na Segunda Guerra Mundial, em Sergipe, está listada no LOG do Explorers Club deste mês.
Aqui parte da equipe com tripulantes do barco Rumo Certo durante a buscas em Fevereiro de 2024. A equipe de campo é formada pelos professores Gilson Rambelli, Roberta Rosa, Jonas Santos, Alexandre Maia Caldeira, Luis Felipe Freire Santos, Gilberto Macedo e Vera & Yuri Sanada.
A busca continua mês que vem. As bandeiras do Explorers Club fizeram parte das mais famosas expedições da história, como chegada do homem na Lua, no cume do Everest, no Pólo Sul e Pólo Norte, nas profundesas da Fossa das Marianas, e outras conquistas.
SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS SUBAQUÁTICOS SÃO LOCALIZADOS E CADASTRADOS NO IPHAN
Os arqueólogos do Instituto AfrOrigens localizaram, na primeira semana de dezembro de 2023, dois sítios arqueológicos formados pelos restos de embarcações naufragadas, nas imediações da foz do Rio Bracuí, em Angra dos Reis, Rio de Janeiro, Brasil.
Esses sítios, formados pelos restos de naufrágios, foram devidamente registrados na plataforma de Cadastro de Sítios Arqueológicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como sendo os sítios arqueológicos “Bracuí 1” e “Bracuí 2”, e com isto eles passam a ser protegidos pela Legislação Federal – Lei nº 3.924, de 26 de julho de 1961, como sendo bens patrimoniais da União.
O Instituto AfrOrigens agora se prepara para, a partir do próximo ano, estudar sistematicamente esses sítios por meio da implantação de uma metodologia de escavação e registro arqueológico, buscando a catalogação de mais dados que corroborem para a identificação dos sítios arqueológicos e a sua participação em atividades ligadas ao tráfico transatlântico de africanos para a região.
Um dos sítios havia sido indicado pela tradição oral da comunidade quilombola Santa Rita do Bracuí, e nesta ocasião teve sua localização indicada em colaboração com pescadores da região, que conheciam a localização do naufrágio há muitas décadas e mencionavam que o local já foi vitimado tempos atrás por processos de pilhagens de mergulhadores locais.
O segundo sítio arqueológico foi localizado por imagens sonográficas e se encontra enterrado no fundo marinho da enseada do Bracuí.
Somente os estudos arqueológicos subaquáticos sistemáticos poderão confirmar se um deles corresponde ao navio escravagista Camargo, procedente dos Estados Unidos e trazendo africanos escravizados de Moçambique, cuja identificação e estudo é o principal objetivo deste projeto. O naufrágio ocorreu em 1852 de forma proposital, como estratégia de ocultamento da atividade clandestina do tráfico transatlântico de africanos, depois do desembarque na foz do rio Bracuí de aproximadamente 500 pessoas escravizadas procedentes de Moçambique.
A iniciativa do trabalho de pesquisa, arqueológico e histórico, conta com o apoio e a colaboração da rede internacional Slave Wrecks Project, sediada e coordenada pela Smithsonian National Museum of African American History and Culture com a George Washington University, da Universidade Federal Fluminense, da Universidade Federal de Sergipe e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com a comunidade remanescente quilombola Santa Rita do Bracuí.
O INSTITUTO AFRORIGENS
AfrOrigens é um grande projeto de Arqueologia sobre a Diáspora Africana no Brasil.
Durante centenas de anos, milhões de africanos foram escravizados e trazidos forçadamente ao Brasil em diferentes tipos de navios, de maneira desumana para servirem como mão de obra nos trabalhos que formaram a riqueza desta nação. Essa história é ainda muito pouco conhecida.
Este ambicioso projeto de pesquisa busca respostas para questões que ainda são silenciadas e, com isto, pretende trazer ao grande público, no Brasil e no exterior, o conhecimento sobre as viagens Atlânticas. Alguns dos naufrágios desses navios escravagistas representam a materialidade e a própria prova destes crimes contra a humanidade.
Muitos Quilombos, especialmente os situados no litoral do Rio de Janeiro, estão intimamente ligados a estes navios da morte. Com suas memórias, histórias e lutas pelo reconhecimento e titulação da terra, são parte fundamental de nossas pesquisas e projetos futuros.
Os dados obtidos pelo AfrOrigens serão disponibilizados para uso de outras instituições, como a Comissão da Verdade Sobre a Escravidão Negra no Brasil.
O Instituto AfrOrigens é um projeto de mapeamento da materialidade ligada a eventos diaspóricos do tráfico transatlântico de africanos e, consequentemente, se articula com estudos e agendas políticas de identificação, reconhecimento e reparação de crimes contra a humanidade.
Entendendo a Arqueologia como uma atividade que se constitui como uma ação política, reverberando em transformações no presente, buscamos desenvolver pesquisas arqueológicas de navios escravagistas em parceria com comunidades quilombolas, primando pela construção coletiva e democrática do conhecimento, através do protagonismo dos agentes sociais envolvidos e do diálogo permanente de saberes, por meio da integração de suas referências culturais (todas as suas manifestações) e suas dimensões políticas e contextos de significados.
Ao desenvolver projetos com esta temática no Brasil, estabelecemos um fórum de discussão entre os pesquisadores que atuam com o tema da Diáspora Africana no Brasil e no mundo, com ênfase nos aspectos teóricos e metodológicos das investigações levadas adiantes, pormenorizando particularidades específicas dos sítios arqueológicos formados por restos de embarcações escravagistas naufragadas e seus referidos contextos históricos, sociais e políticos.
Além dos aspectos referentes às interpretações arqueológicas, pretende-se divulgar ao grande público o conhecimento produzido, bem como discutir sobre a possibilidade de musealização dos bens culturais estudados, para o turismo subaquático in situ, ou permitir, por meio da documentação sistemática realizada, a reconstrução virtual dos restos dessas embarcações para os visitantes que não mergulham. Busca-se, assim a publicização e o envolvimento do público em geral com o Patrimônio Cultural Subaquático decorrente da Diáspora Africana.
Nosso objetivo é estimular o uso social do patrimônio cultural subaquático e sua sustentabilidade, considerando para isso a participação e o envolvimento das comunidades tradicionais locais, de forma que elas encontrem afinidades e identidades com esses patrimônios e com as pesquisas arqueológicas realizadas sobre eles. A participação das comunidades no projeto e nos seus desdobramentos poderá abrir novos caminhos de sustentabilidade, como a prestação de serviços nos sítios arqueológicos, na pesquisa e preservação, ou no desenvolvimento de ações ligadas ao turismo de base comunitária, dando visibilidade a sua história e sua luta por direitos e reconhecimento.
PARCEIROS DO INSTITUTO
Quilombo Santa Rita do Bracuí
Laboratório de Arqueologia de Ambientes Aquáticos – Universidade Federal de Sergipe
Laboratório de História Oral e Imagem – Universidade Federal Fluminense
Aventuras Produções e Edições Educativas Ltda.
Projeto Passados Presente – UFF, UNIRIO, UFRJ, Center for Latin American Studies CLAS PITTSBURGH
The Slave Wrecks Project
Smithsonian Institution National Museum of African American History and Culture
The George Washington University
Núcleo de Estudos de Cultura Material – Universidade do Estado do Rio de Janeiro
IMAS – Instituto de Memória e Ação Social
APOIADORES
NAUI – National Association of Underwater Instructors
Entrevista sobre nosso projeto Rio Amazonas do Gelo ao Mar, no Now This News, de New York. / Interview about our Amazon River Ice to Sea Project, on Now This News, New York.
Arqueólogos Subaquáticos, Oceanógrafos e Documentaristas, ao buscarem navios que colocaram o Brasil na Segunda Guerra mundial, encontram paraíso para mergulho no litoral de Sergipe.
Nesta reportagem do Jornal da Alese, de 17 de agosto de 2023: A Assembleia Legislativa de Sergipe, por meio da Escola do Legislativo, realizou ontem uma palestra sobre a importância dos eventos históricos ocorridos em Sergipe para a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial e a respeito das pesquisas arqueológicas que buscam resgatar essa história.
A HISTÓRIA
Todos sabem que a segunda guerra mundial foi um dos períodos mais dramáticos da história humana, com batalhas na Europa, África e na Ásia, de 1939 a 1945. Porém, pouca gente sabe que o Brasil também foi atacado, com centenas de vítimas fatais. Desde o começo do conflito o Brasil se manteve neutro, por insistência do Presidente Getúlio Vargas. Mas através da pressão dos Estados Unidos da América, o Brasil cortou relações diplomáticas com os países do Eixo. Apesar disto, o Presidente Vargas se recusava a entrar na guerra.
Tudo mudaria entre os dias 15 e 16 de agosto de 1942, quando o submarino alemão U-507 covardemente torpedeou e afundou os navios mercantes brasileiros Baependi, Araraquara e Aníbal Benévolo, entre a Bahia e Sergipe, causando mais de 550 mortes. A partir da manhã seguinte, centenas de corpos dos naufragados foram chegando as praias sergipanas. Agora era inevitável. O território brasileiro havia sido atacado. Através de grande comoção popular e massiva cobertura de imprensa, o presidente Vargas teve que declarar guerra contra a Alemanha. Isto afetou o resultado da guerra, pois o Brasil se tornou uma base valiosa no Atlântico Sul, e os recursos brasileiros começaram a suprir os exércitos aliados. Sem o apoio do Brasil, o resultado da guerra poderia ter sido outro. Mas sobre a noite que fez o Brasil entrar na grande guerra, que verdadeiramente mudou o rumo da história, pouco se sabe.
Em busca de respostas a este grande mistério, um grupo de arqueólogos subaquáticos, historiadores, oceanógrafos, navegadores e cineastas se juntou para pesquisar os segredos da Segunda Guerra Submarina…
A BUSCA PELOS NAUFRÁGIOS
Com o suporte do Ministério Público Federal de Sergipe o projeto teve início no mar com as pesquisas geofísicas. Orientados pela historiadora e arqueóloga Roberta Rosa e pelo arqueólogo subaquático Gilson Rambelli do Laboratório de Arqueologia de Ambientes Aquáticos da Universidade Federal de Sergipe as buscas tiveram início. O objetivo do oceanógrafo Jonas Santos e do navegador Alexandre Maia Caldeira era encontrar evidências dos naufrágios que foram afundados pelo U-507.
Após exaustiva busca por extensa área do litoral, alguns alvos potenciais foram finalmente identificados, que poderia ser os naufrágios do Baependi e do Aníbal Benévolo. A segunda fase do projeto foi então colocada em andamento. Juntaram-se a equipe o arqueólogo subaquático Luis Felipe Freire Dantas Santos e os documentaristas e mergulhadores Vera e Yuri Sanada.
De posse das coordenadas geográficas, a equipe saiu de Aracaju no meio do inverno, época em que o mar é muito revolto e as condições para mergulho pouco recomendáveis. Porém era consenso que este mergulho era muito importante nesta altura do projeto, para identificar as condições na área onde os alvos foram encontrados, e possibilitar o planejamento das próximas fases da pesquisa. Após algumas horas navegando em péssimas condições de mar, eles chegaram a área de um dos possíveis alvos. Felipe e Yuri iniciaram a descida, e a 27 metros de profundidade encontraram condições muito agradáveis. Eles realizaram padrões de buscas, no curto tempo permitido a esta profundidade. Esta é uma região pouco explorada, pois sem projetos comerciais sendo executados ali, talvez apenas pescadores já visitaram a área. Para surpresa dos mergulhadores, o lugar se revelou de beleza e riqueza impressionantes, com pouca correnteza, vida marinha abundante, e portanto com grande potencial para turismo subaquático. Infelizmente na superfície as condições atmosféricas pioraram, o que fez com que a operação não pudesse continuar. A terceira etapa das pesquisas, com novas sondagens em busca de posicionamento mais preciso dos naufrágios está em planejamento, o que será seguido por mergulhos de identificação dos alvos. Isto será realizado no verão, quando as condições de mar devem serão bem mais agradáveis.
O PROJETO
Outro aspecto deste projeto que também é muito importante é que ele só foi possível pela parceria celebrada entre o poder público, as instituições de pesquisa e o setor privado. Acompanhe as novas etapas do projeto que trará a tona os detalhes deste episódio da história brasileira pouco conhecida, que colocou o Brasil na Segunda Guerra mundial, e mudou o rumo da história da humanidade.
No dia 6 de agosto de 2023, Vera e Yuri Sanada palestraram no evento Diálogos Amazônicos, evento inicial da Cúpula da Amazônia, que reune em Belém do Pará, oito líderes dos países Amazônicos.
Na sua apresentação foi debatido o futuro projeto Rio Amazonas do Gelo ao Mar, e as evoluções tecnológicas de eletromobilidade da ECOMOBI Brasil, empresa criada para gerenciar as novas tecnologias criadas como soluções para a expedição. Isto é muito relevante, o projeto cultural, a expedição, deixará um legado significativo para os povos amazônicos, tanto etnias indígenas, comunidades tradicionais ribeirinhas, quando quilombos ligados ao rios.
A segunda parte da palestra foi a apresentação do Instituto AfrOrigens, que foi criado para pesquisar naufrágios de navios escravagistas na costa brasileira, ligados a comunidades afrodescendentes. O primeiro caso em estudo, o do Brig Camargo, que está sendo realizado desde 2022 em Angra dos Reis com o Quilombo Santa Rita do Bracuí, foi apresentado.
Neste sábado, 5 de Agosto, às 14 horas na sala 05 do Hangar Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém do Pará, palestra com Vera e Yuri Sanada sobre o projeto Rio Amazonas do Gelo ao Mar e sobre o Insituto AfrOrigens, no evento Diálogos Amazônicos.
Este evento é o preparatório para o encontro dos presidentes dos países Amazônicos, na mesma, semana, de 8 a 9 de Agosto.
Idealizadores do projeto Rio Amazonas Gelo ao Mar, que foi capa do Jornal Washington Post em junho e viralizou em jornais do mundo todo, estarão em Belém para os Diálogos Amazônicos da Cúpula da Amazônia e inspeções nos locais da expedição
Idealizadores do Projeto “Rio Amazonas do Gelo ao Mar”, Yuri e Vera Sanada, estarão em Belém a partir do dia 4 de agosto para inspecionar os locais da expedição no Pará onde serão realizados os eventos e participar dos Diálogos Amazônicos da Cúpula da Amazonia. O projeto, que tem apoio da Clean Seas Campaign e da Earth Odissey e de embaixadores como Tapi Yawalapti, cacique da Etnia Yawalapti do Xingu e a documentarista Celine Cousteau, entre outros, foi capa do Jornal Washington Post em junho e viralizou em jornais do mundo todo. Pela primeira vez, uma equipe profissional de produtores audiovisuais percorrerá toda a extensão do Rio Amazonas a bordo de barcos movidos a energia solar e a pedal, construídos com bioresina e fibras naturais. Yuri Sanada, CEO da Aventuras Produções, acredita que essa viagem pelo Rio Amazonas seja muito mais do que um estudo para ver se ele é mesmo o maior rio do mundo. ‘’Nosso objetivo é defender o uso de energias limpas, reduzir a poluição das águas e, claro, também checar se o Amazonas é o maior rio do mundo, tanto em extensão territorial quanto em volume de água’’, explica o membro do exclusivo Explorers Club de Nova Iorque, do qual fazem parte empresários de sucesso como Elon Musk e Jeff Bezos, além de astronautas e cientistas.
A experiência será documentada para confirmar se o Rio Amazonas é o maior do mundo, tanto em extensão territorial quanto em volume de água. Segundo os ambientalistas, caso confirmem que o Rio Amazonas é, de fato, o maior do planeta, desbancando o Rio Nilo, no Egito, a descoberta irá mudar os livros de geografia no mundo. O casal Sanada possui décadas de experiências em projetos realizados ao redor do planeta, em parceria com entidades reconhecidas internacionalmente, como as expedições que fizeram em uma réplica de um barco fenício do ano 600 a.C., que navegou ao redor da África e através do Oceano Atlântico, e que agora terá um museu dedicado a ele no Rio Mississippi, nos EUA. Ambos também são responsáveis pela produção do primeiro e único filme IMAX brasileiro, o multipremiado Amazon Adventure 3D, exibido em 40 países.
Entre outros projetos, eles são cofundadores do Instituto AfrOrigens, que investiga o caso do naufrágio do navio Camargo, na Baía da Ilha Grande, no Rio de Janeiro, que trouxe cerca de 500 africanos escravizados de Moçambique para o Brasil em 1852, quando o tráfico já havia sido tornado ilegal. Afundado criminosamente por seu capitão, Nathaniel Gordon, é parte de um documentário que está sendo produzido pela Aventuras e servirá de base para o longa- metragem “Blackbirder”, a ser produzido em coprodução com os Estados Unidos. O projeto conta com a colaboração da Universidade Federal Fluminense e integra as ações do “Slave Wrecks Project”, do Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana do Instituto Smithsonian, nos EUA.
Mais informações sobre a parte do Pará no projeto Rio Amazonas do Gelo ao Mar: http://www.amazonadventure.org
O projeto Rio Amazonas do Gelo ao Mar, da Aventuras Produções, foi publicado na primeira página do jornal Washington Post, um dos periódicos mais respeitados do mundo.
Is the Amazon river longer than the Nile? A team of international explorers are planning a voyage down the entire Amazon river to document its geography and biodiversity. Lead by Brazilian explorer Yuri Sanada, the team will kayak the entire river next spring—something that has been done fewer than 10 times in history.
Vera e Yuri falam dos projetos da produtora Aventuras Produções, fundada em 1996. Eles mostram os projetos Phoenician Ship Expedition ao redor da África, o Phoenicians Before Columbus através do Oceano Atlântico, o primeiro filme IMAX brasileiro Amazon Adventure 3D, o AfrOrigens, a Casa Orgânica, e o novo Rio Amazonas do Gelo ao Mar. Apoio: Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da PUC-Rio
A palestra relata a organização de projetos especiais como as expedições em uma réplica de um barco fenício do ano 600 a.C. ao redor da África e através do Oceano Atlântico, e que agora terá um museu dedicado a ele nos EUA; a produção do primeiro e único filme IMAX brasileiro, o multipremiado Amazon Adventure 3D, exibido em 40 países; a fundação do Instituto AfrOrigens, para localizar e estudar navios escravagistas no Brasil, e mais. Também será apresentado o Projeto Rio Amazonas do Gelo ao Mar onde, pela primeira vez, uma equipe de produtores audiovisuais profissional percorrerá toda a extensão do Rio Amazonas a bordo de barcos movidos a energia solar e a pedal, construídos com biorresina e fibras naturais. O projeto irá defender o uso de energias limpas, reduzir a poluição das águas, documentar a biodiversidade e confirmar se o Amazonas é o maior rio do mundo, tanto em extensão territorial quanto em volume de água.
12 de Junho de 2023, às 10:00 horas, no auditório do RDC – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)
Nesta segunda 12 de junho 2023 o jornal Washington Post da capital americana publicou um artigo sobre nosso projeto futuro no Rio Amazonas.
Com o título “O Nilo é o rio mais longo do mundo? O Amazonas gostaria de uma palavra.” o artigo traz a pesquisa a ser realizada pela Aventuras Produções no projeto Rio Amazonas do Gelo ao Mar. Saiba mais clicando aqui.
Uma conversa com VERA & YURI SANADA sobre a produção e legado das expedições do barco fenício, o primeiro filme IMAX brasileiro, o Instituto AfrOrigens, o Projeto Rio Amazonas do Gelo ao Mar, e mais.
A palestra relata a organização de projetos especiais como as expedições em uma réplica de um barco fenício do ano 600 a.C. ao redor da África e através do Oceano Atlântico, e que agora terá um museu dedicado a ele nos EUA; a produção do primeiro e único filme IMAX brasileiro, o multipremiado Amazon Adventure 3D, exibido em 40 países; a fundação do Instituto AfrOrigens, para localizar e estudar navios escravagistas no Brasil, e mais. Também será apresentado o Projeto Rio Amazonas do Gelo ao Mar onde, pela primeira vez, uma equipe de produtores audiovisuais profissional percorrerá toda a extensão do Rio Amazonas a bordo de barcos movidos a energia solar e a pedal, construídos com biorresina e fibras naturais. O projeto irá defender o uso de energias limpas, reduzir a poluição das águas, documentar a biodiversidade e confirmar se o Amazonas é o maior rio do mundo, tanto em extensão territorial quanto em volume de água.
12 de Junho de 2023, às 10:00 horas, no auditório do RDC – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) Rua Marquês de São Vicente 225 – Gávea, Rio de Janeiro Informações: fsilva@puc-rio.br e aventura@aventura.com.br Imprensa: Malu Fernandes (21) 98104-9636
A Expedição Phoencia, realizada em uma embarcação histórica que deu a volta na África durante dois anos e depois navegou da Tunísia até os Estados Unidos, foi um dos principais interesses dos professores e alunos da FATEC – Faculdade de Tecnologia de Jahu, durante as três horas de palestra dos exploradores Vera e Yuri Sanada, realizada no dia 9 de março, no Centro Paula Souza. Como membros de uma das únicas faculdades de tecnologia voltadas à construção naval no Brasil, tiveram muita curiosidade sobre como eram construídas as embarcações 600 anos antes de Cristo e como obtiveram informações para montar a réplica já que não existiam projetos naquela época. Assista aos 24 episódios do Desafio Fenício no link https://www.youtube.com/playlist?list=PLAAsP5BkufbmAZ90XV_kMqJBFFi65cuIu
Outro assunto bastante abordado foi a construção da embarcação Guaracy, que será usada durante a Expedição Rio Amazonas do Gelo ao Mar. Alunos e professores da FATEC são responsáveis pelo desafio de desenvolver bancos, motores elétricos e até o casco do trimarã que percorrerá todo o maior rio em volume de água do planeta. Os testes são feitos em um tanque à medida que desenvolvem a nova categoria de embarcação, conforme matéria publicada no site da faculdade: https://www.cps.sp.gov.br/fatecs-criam-embarcacao-que-fara-mapeamento-do-rio-amazonas/
Estamos em finalização do documentário “Uma jornada da nascente à foz do Rio Tietê”. Vamos produzir as últimas imagens necessárias para a equipe da Casa Amarela finalizar esse longa-metragem documental com previsão de lançamento no dia 22 de setembro, aniversário do rio.
As gravações atravessam todo o Estado de São Paulo, acompanhando o percurso de um dos mais importantes rios do mundo. A premissa inicial é sua importância para a formação do estado, desde a era dos descobrimentos, passando pela realidade atual, e rumo ao futuro. O Rio Tietê foi imprescindível para exploração e ocupação do interior paulista, com seus 1,1 mil quilômetros de extensão que correm do litoral para o interior do continente. Embora tenha sofrido interferências ao longo dos tempos, ele é eterno, adaptável e, através dele, contaremos falaremos sobre história e geografia pelo interior do estado.
O filme é uma produção que educa enquanto entretém. A jornada tem início na nascente, em Salesópolis, que se encontra em excelentes condições, com água limpa e potável. Dali segue seu percurso, ficando mais volumoso ao passar por diversas cidades até chegar à capital São Paulo, onde sofre com os poluentes de diversas fontes ao longo do caminho. Seguindo seu caminho, o Tietê passa por cidades como Pirapora do Bom Jesus, Salto, Porto Feliz e em seu município homônimo, importantes locais que contribuíram para o desenvolvimento do estado, sempre a partir do uso do rio.
Ao longo deste trajeto o Tietê recebe águas de outros rios e, por estar longe das fontes poluidoras principais, ao chegar em Barra Bonita, o rio está limpo, possibilitando a prática de esportes náuticos. A cidade de Sales oferece atrativos como praias fluviais e um centenário cemitério dos esquecidos. O Rio Tietê passa por regiões agrícolas até chegar ao canal artificial de Pereira Barreto, o segundo maior canal artificial do mundo. A última cidade é a pequena Itapura, rica em história e atrativos naturais, por onde até o Imperador D. Pedro II passou. O encerramento do filme ocorre em seu encontro com o Rio Paraná, mostrando uma impressionante aventura pela história e geografia do estado mais rico do país.
¨Em busca do navio escravagista no Rio¨ é a chamada para a matéria veiculada na primeira página do Jornal O Estado de São Paulo hoje, domingo, 22 de fevereiro. Foram duas páginas sobre o trabalho da equipe da Aventuras Produções, liderada pelos documentaristas e mergulhadores Vera e Yuri Sanada, que atuam em parceria com um grupo de arqueólogos, historiadores e integrantes do Quilombo Santa Rita do Bracuí, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.
A história da busca do brigue Camargo será contada no documentário Blackbirder, a ser realizado pela equipe da produtora, com base no livro do escritor americano Ron Sodalter, ¨Hanging Captain Gordon¨, ainda não traduzido para o português. Com roteiro do próprio autor da obra, do roteirista Rafael Peixoto e do idealizador do projeto AfroOrigens, Yuri Sanada. ¨O capitão Gordon é um personagem importante tanto para o Brasil quanto para os Estados Unidos. Há mais de dez anos tenho vontade de contar essa história, de fazer um filme sobre o último navio negreiro a aportar no Brasil e o único traficante de escravos condenado e enforcado¨, destacou Sanada ao Estadão. Quem quiser saber mais, pode ler a matéria no jornal, o livro ou ainda o site www.afrorigens.com.br.
Um dream team de arqueólogos, mergulhadores, professores, historiadores, produtores audiovisuais e educadores trabalha na busca do navio escravagista Camargo, que naufragou em 1852, em Angra dos Reis. É um resgate histórico que conta com a participação de diversos membros do Quilombo Santa Rita do Bracuí, localizado na cidade, que mantiveram esta história viva por tradição oral por 170 anos.
Participam das buscas a equipe da Aventuras Produções, com participação direta dos mergulhadores Vera e Yuri Sanada; Gilson Rambelli, Doutor em Arqueologia Subaquática, Instrutor de Mergulho NAUI, autor de artigos científicos e alguns livros, pioneiro da Arqueologia Subaquática no Brasil, Professor da Universidade Federal de Sergipe, coordenador científico geral do projeto e do Laboratório de Arqueologia de Ambientes Aquáticos (LAAA); Luis Felipe Freire Dantas Santos, Bacharel em História, Doutor em Arqueologia, Especialista em Cinema e Linguagem Audiovisual, mergulhador científico e coordenador das atividades subaquáticas; Julio Cesar da Silva Marins – Bacharel em Arqueologia e coordenador das pesquisas sobre o naufrágio do Camargo; Martha Abreu, Professora, Historiadora, professora titular do Programa de Pós-Graduação em História e do Instituto de História da UFF, pesquisadora do LABHOI/UFF e coordenadora dos trabalhos de História do projeto e Marilda Sousa, liderança do Quilombo Santa Rita do Bracuí, Educadora e Mestre dos Saberes Tradicionais, entre muitos outros envolvidos direta ou indiretamente.
A busca pelo naufrágio do brig Camargo é parte do documentário que a Aventuras Produções está em busca de captação de recursos com importantes parceiros internacionais. O documentário contará a história do único traficante de escravos condenado e enforcado no mundo, o capitão americano Nathaniel Gordon, executado em 1862, nos Estados Unidos.
A mesma história será abordada no longa-metragem narrativo BLACKBIRDER, que contará como o capitão Gordon se tornou um símbolo da luta do presidente americano Abraham Lincoln para terminar com o tráfico ilegal de escravizados por seus conterrâneos. Este filme é muito significativo para o momento em que o mundo está vivendo, com diversos movimentos nacionais e internacionais em luta por mais igualdade e justiça racial.
Nathaniel Gordon se tornou capitão do mar e se envolveu no comércio ilegal de seres humanos negros. Embora a escravidão ainda fosse legal nos Estados Unidos, era proibido levar escravos da África para as Américas e os americanos se envolverem com esta prática nefasta em qualquer lugar do mundo. No entanto, a maioria dos navios negreiros era financiada e navegava a partir de Nova York, o centro não-oficial de escravidão nas Américas. Como muitos outros capitães americanos, Gordon ganhava a vida navegando para a África com objetivo de contrabandear nativos para Cuba ou Brasil. Em sua primeira viagem, em 1851, ele roubou o navio Camargo e navegou para Moçambique para trazer 500 africanos para o Rio de Janeiro.
Depois de descarregar sua triste carga, o capitão Gordon afundou o navio e se vestiu de mulher para fugir para Nova York. Nessa época, o jovem Abraham Lincoln começou a se envolver na política americana, o que o levaria a concorrer à presidência anos depois. Depois de mais algumas viagens, Gordon foi capturado na costa da África, comandando o navio negreiro Erie com 970 africanos a bordo, e levado para Nova York. Embora contra a lei por décadas nos Estados Unidos, nenhum traficante de escravos havia sido punido severamente, uma vez que grande parte da economia de Nova York e dos estados do sul dependia do trabalho escravo. Como o governo era corrupto, o capitão Gordon tinha certeza de que seria libertado em breve, mas algo inédito aconteceu. Abraham Lincoln tornou-se presidente dos Estados Unidos e declarou que acabaria com o tráfico de pessoas de uma vez por todas.
Uma batalha legal suja ocorreu, enquanto os ricos comerciantes de Nova York que investiam em escravos sentiam seus impérios ameaçados. Uma vítima dessa situação foi Elizabeth, a jovem esposa do capitão Gordon, que não sabia nada sobre suas atividades ilegais, e, de repente, foi arrastada para esse pesadelo. Embora tivesse repulsa por seus atos, ela permaneceu fiel ao marido, tentando encontrar um caminho para sua liberdade. Apesar de tudo isso, Gordon se tornou o primeiro e único comerciante de escravos condenado e enforcado nos Estados Unidos, talvez no mundo. Isso mudou o jogo na luta contra a injustiça racial. Através da vida de Lincoln, Gordon e Elizabeth, esta história põe em cheque o triste período da história americana até a trágica Guerra Civil. Será um filme forte, alinhado às tendências revisionistas de Hollywood. O longa-metragem é reforçado pelas pesquisas arqueológicas e históricas que trarão à tona a história do brigue Camargo.
Participe dessa inovadora expedição como investidor ou patrocinador! Entre em contato com a nossa equipe!
Você imagina começar a empreender no Japão há mais de 30 anos? Ou ainda, começar uma atividade esportiva como negócio em outro país? Nos dias atuais é um pouco mais fácil pois, com a globalização, principalmente a internet para divulgar seu trabalho, ajuda bastante, mas botar este sonho de pé na década de 90 era para poucos… A estratégia do casal Vera e Yuri Sanada foi divulgar seus sonhos em jornais e revistas impressas e bater de porta em porta.
Em 1990 os dois se mudaram para o Japão em busca das origens dos avós de Yuri e foram e da prosperidade no país do sol nascente. Chegando lá, tiveram a sorte de encontrar com parentes que os ajudaram nos primeiros meses. Trabalharam em fábricas, como todo dekasseki, mas funcionar como mão-de-obra barata não era para a dupla de aventureiros. Como é preciso contrato com alguma empresa japonesa no país para terem visto, encararam como oportunidade uma indústria de máquinas copiadoras durante cinco meses.
Matéria na Revista Náutica.
Em seguida, Yuri começou a dar aulas de inglês para brasileiros e Vera a vender produtos levados daqui para lá. Montaram uma van com prateleiras, pegaram objetos consignados de uma importadora e procuravam os conterrâneos para vender à noite, quando chegassem de seus empregos. Andavam pelos prédios e, quando viam roupas no varal que identificavam ser de brasileiros, batiam na porta na maior cara de pau… Formaram uma vasta freguesia, que passou até a fazer encomendas. Daí surgiu a oportunidade de divulgar as aulas de inglês, ampliar o faturamento, começar um curso de mergulho- já que tinham uma certificação NAUI- e formar vários brasileiros que tinham o desejo adormecido de desfrutar deste prazer. Lá se foram quase quatro anos e mais de 100 alunos capacitados… Estamos falando de 1993… Vera e Yuri com menos de 30 anos de idade…
Como o inverno no Japão é muito rigoroso, eles precisaram achar uma solução para não pararem com as atividades aquáticas e conseguirem pagar as contas. O Japão é um país bem caro! Foi aí que fizeram acordo com uma operadora de mergulho nas Filipinas. Em cinco horas chegavam e faziam um mergulho noturno numa ilha deslumbrante, a Puerto Galera. Antes de embarcarem, com uma estação de esqui a uma hora de casa, no estado de Gunma Ken, aproveitavam para levar o pessoal para mais uma atividade esportiva e ganhar um dinheiro. Em seguida, trocavam de roupa e seguiam para o aeroporto. Um casal nada convencional, sempre em busca de qualidade de vida!
Para saber mais sobre essa história, leia a matéria sobre como a dupla empreendeu no Japão com a Escola ProfundoScubaDiving! Quer ter mais detalhes sobre como ousar e enfrentar o medo do desconhecido? Contrate uma palestra para seu time de colaboradores! Contatos:
Quando a Aventuras Produções foi criada, ela se chamava Aventuras Radicais, não que a Vera e Yuri Sanada sejam radicais, nada disso, eles gostam é de aventuras, principalmente quando envolve a produção de documentários e filmes. Moraram em alguns países, em veleiros e hoje vivem em uma casa feita de pneus, a Casa Orgânica. Essa é uma história para ser contada com detalhes. A ideia talvez seja um pouco radical, mas não para eles. Na Casa Orgânica fica o estúdio de gravações usado para as produções audiovisuais.
O casal tem muitas histórias de produções de aventura para contar e já foi matéria em diversos veículos pelo Brasil e pelo mundo. Em 1996, por exemplo, a Revista Claudia fez uma matéria muito bacana sobre a Vera, para saber como a aventura faz parte da vida deles sob o ponto de vista da mulher. Essa matéria foi veiculada há 27 anos, impressionante! O tempo passou, eles já têm alguns poucos cabelos brancos mas o estilo de vida deles não mudou muito. Deixaram de habitar no veleiro, é verdade, mas agora dormem e acordam em uma residência diferente da maioria das pessoas, um lar de pneus!
Como eles falam, “morávamos em um barco de concreto com milhares de milhas navegadas e hoje dentro de paredes revestidas de borracha, talvez a casa mais rodada do planeta, feita com quase 7.000 pneus!”
Quem assistiu ao filme “Descendant” na Netflix, ou “O Último Navio Negreiro”, conhece o mergulhador Kamau Sadiki. Ele é um dos fundadores do Projeto ” Diving with a Purpose“, ou “Mergulhadores por um Propósito”, produzido pela empresa do ex-presidente Barack Obama e sua esposa, Michelle.
Mergulhador Kamau Sadiki na abertura do filme “Descendant”, produzido por Obama
Nesta quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023, às 21 h, horário de Brasília, Kamau dará uma palestra sobre o tema “Conectando memória ancestral através da história e arqueologia de navios escravagistas” para o Mariners Musem, de Viriginia, Estados Unidos. O evento é gratuito e pode ser assistido online através de link fornecido após cadastro no site do museu:
Kamau participou do Congresso Internacional da Society for Historical Archaeology e do Seminário Internacional do Slave Wrecks Project, no mês passado, em Lisboa, Portugal.
Os arqueólogos subaquáticos Julio César Marins e Gilson Rambelli conversam com o mergulhador Kamau Sadiki sobre as buscas por navios negreiros
Durante os eventos conversou com o diretor da Aventuras Produções, Yuri Sanada, e os arqueólogos subaquáticos Gilson Rambelli e Julio César Marins, que representaram o Projeto AfrOrigens, parceiro do Slave Wrecks Project no Brasil. Coloca o relógio para despertar! Palestra imperdível!
Yuri Sanada e Kamau Sadiki participam de jantar oferecido pelo Smithsonian Institute em Lisboa
Quando o Projeto Rio Amazonas do Gelo ao Mar foi idealizado, a equipe da Aventuras Produções buscou uma solução para percorrer o maior rio em volume de água do mundo sem muito impacto, evitando o uso de combustível fóssil. Yuri Sanada, CEO da produtora, desenvolveu uma bicicleta náutica, a Nauticleta, para pedalar na Represa Jaguari, em Joanópolis, onde vive. Estava aí uma ideia, mas percorrer os 7.000 km do Rio Amazonas pedalando não seria uma tarefa fácil e levaria muito mais tempo do que o previsto. E por que não colocar um motor? Melhor ainda, um motor solar, de baixo custo, prático e sem impacto ao meio ambiente.
Foi aí que surgiu o projeto do Guaraci, barco movido a pedal e motor solar. Esse modelo de embarcação tem a praticidade do pedal e a economia de combustível, por ser solar, perfeito para as comunidades ribeirinhas, que utilizam o transporte náutico no seu dia a dia, até mesmo para ir à escola, e, com uma enorme vantagem, sem impacto ambiental.
Yuri Sanada na Nauticleta, bicicleta náutica 100% construída na Aventuras Produções.
O protótipo está sendo desenvolvido pela Aventuras Produções e por voluntários como professores e alunos da FATEC de Jaú, a Pedal Sustentável, de José Carlos Armelindo, Oliver Ilg da Sterling Yachts, entre outros parceiros. O motor elétrico está em fase de testes e o barco sendo construído. Até junho os testes serão iniciados e as pessoas poderão experimentar essa tecnologia inovadora.
A convite da George Washington University, a Aventuras Produções acaba de participar da conferência anual da Society for Historical Archaeology, realizada em Lisboa, Portugal. A empresa foi representada pelo CEO Yuri Sanada, que acompanhou os arqueólogos Julio César Marins e Gilson Rambelli, do Laboratório de Arqueologia de Ambientes Aquáticos da Universidade Federal de Sergipe (LAAA-UFS).
Yuri Sanada, Julio César Marins e Gilson Rambelli.
A produtora trabalha com historiadores, mergulhadores arqueológicos e integrantes do Quilombo Santa Rita do Bracuí, em Angra dos Reis, em uma pesquisa inédita sobre embarcações escravagistas que trouxeram, ilegalmente, 700 mil negros ao Brasil, mesmo após a libertação.
Reitoria Universidade NOVA de Lisboa.
O Instituto AfrOrigens, como está sendo chamado, surgiu a partir da história do capitão Nathaniel Gordon, único americano enforcado por ter sido escravagista, enredo do filme BlackBirder http://produtora.aventura.com.br/black-birder em negociações internacionais. Seja um investidor ou patrocinador de nossos projetos!
Dia 2 de janeiro, já começando a trabalhar nos projetos que amamos.
Viajando para Lisboa para participar da conferência anual da Society for Historical Archaeology: https://sha.org/conferences/.
Vamos apresentar um trabalho junto com o professor Gilson Rambelli, considerado o pioneiro da Arqueologia subaquática no Brasil, e o pós-graduando Julio Cesar Marins, e participar de reuniões com o Smithsonian Institution: https://www.si.edu/ e Slaves Wreck Project: https://nmaahc.si.edu/explore/initiatives/slave-wrecks-project.
Piratas da Somália? Motins? Colisão com navio em alto-mar? Falta d’água? Tempestades e calmarias? Esta expedição teve tudo isto e mais… De 2008 a 2010 o Phoenicia, réplica de navio Fenício de 600 AC deu a volta no continente Africano, provando que aquele povo antigo do Oriente Médio pode ter feita esta proeza muito antes dos portugueses.
Terça-feira, 27 de Abril às 19h30.
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Yuri Sanada foi o documentarista produtor da Expedição Phoenicians Before Columbus, ou Fenícios antes de Colombo, que navegou a réplica de uma navio a vela Fenício do ano 600 AC através do Oceano Atlântico. Eles navegaram da Tunísia no Norte da África até o Caribe e a Florida nos EUA, de Setembro de 2019 a Fevereiro de 2020.
Nesta palestra ministrada online para o NY Explorers Club Yuri Sanada conta detalhes deste projeto e do anterior, a volta ao Continente Africano na mesma embarcação histórica. Assista aqui a entrevista completa.
Primeiro episódio de 24 da série completa, disponível no Canal Sanada do Youtube.
Um navio construído segundo desenhos de tumbas antigas de três mil anos atrás, baseado em um naufrágio milenar descoberto entre o Líbano e Israel, enfrentando perigos como os piratas da Somália, tempestades em alto-mar, ondas de 20 metros de altura, águas onde habitam tubarões brancos, além dos desconfortos de um barco projetado milênios atrás, sem motor. Todo este esforço e sacrifício para provar que muito antes dos grandes navegadores portugueses, os Fenícios, inventores do alfabeto e do cristal, eram os verdadeiros senhores dos mares. Esta expedição arqueológica organizada por equipe inglesa mudará a forma como se conta a história da humanidade, e o barco será exposto no Museu Britânico em Londres em 2009/2010.
A bordo um navegador e cineasta brasileiro: Yuri Sanada, da Aventuras Produções.
A EXPEDIÇÃO CIENTÍFICA A expedição Phoenicia está em andamento desde 23 de agosto de 2008. O objetivo do projeto, elaborado pelo explorador inglês Phillip Beale, é provar que os fenícios, os maiores navegadores da antiguidade, tinham a habilidade de circunavegar a África, como relatado pelo historiador grego Heródoto. Assim, a viagem começou na Síria e vai terminar no mesmo lugar, e depois o barco segue para Inglaterra, onde será a atração de uma exposição especial sobre os Fenícios no Museu Britânico.
A embarcação, uma réplica idêntica de barco fenício de 600 AC construído na Síria, está neste momento no porto do Sudão. Nesta primeira parte do trajeto o barco teve o leme quebrado, e fez uma parada de emergência no porto de Berenice no Egito. Isto evidência as características cientificas do projeto, pois o desenho do barco é baseado em esquemas obtidos através dos milênios, em gravuras encontradas em paredes e pedras e em pedaços de naufrágios. A maior contribuição veio do achado do Dr. Robert Ballard, o explorador residente da National Geographic Society, o mesmo que descobriu o Titanic. Em 1999 o Dr. Ballard encontrou há 500 metros de profundidade dois navios fenícios carregando 10 toneladas de vinho cada um, naufragados 2700 anos atrás.
O site da expedição é www.phoenicia.org.uk, e tem link para satélite da posição do barco. A partir de novembro o progresso da expedição também poderá ser acompanhado pelo site www.aventura.com.br.
PARTICIPAÇÃO BRASILEIRA
A tripulação do Phoenicia é formada por ingleses, mas os produtores culturais brasileiros Vera e Yuri Sanada foram convidados a participar da expedição, por serem navegadores e pesquisadores das navegações fenícias. Eles lançaram em 2001 o livro “Braazi – A Odisséia da Frota Fenícia do Rei Salomão à Lendária Terra de Braazi, 3.000 Anos Atrás.”, pela editora Ediouro, sobre a lenda da visita dos fenícios ao Brasil, uma possibilidade que pretendem investigar mais profundamente em alguns anos.
O casal Sanada já esteve envolvido diretamente em outros projetos culturais e históricos, e expedições de aventura importantes para o Brasil. Como a Viagem Comemorativa Brasil 500 Anos, cooperando na coordenação e comunicação da frota de 39 veleiros que veio de Lisboa ao Rio de Janeiro, em 2000. E na expedição Braazi 800 AC, viajando pelo interior de São Paula ao Amazonas, em busca de evidências e lendas da presença Fenícia pelo Brasil. Com milhares de milhas navegadas, tendo morado a bordo de veleiro oceânico por mais de uma década, o casal mantém desde 1995 a produtora AVENTURAcomBR, tendo lançado produtos em diversos formatos. Festivais de cinema: FATU – Festival Brasileiro de Filmes de Aventura e Turismo (desde 2004), NIPO CINE BRASIL – Festival de Cinema Brasileiro no Japão (desde 2006) e Mostra de Cinema Paulistano em Tóquio (2008); documentários: Mundo Nikkei – Os Brasileiros do Outro Lado do Mundo, Soltando as Amarras, Braazi 800 a.C., Brasil via Atlântico, das séries para TV Rede de Aventuras (canal de São Paulo – TVA) e Nautimania (NET – Angra dos Reis); livros: Vídeo Digital (AxcelBooks), Como Viver a Bordo, De Carona Com o Vento (LPM), Histórias e Lendas do Descobrimento (Ediouro, premiado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil), do romance histórico Braazi (Ediouro, lançado com apoio da UNESCO) e do Sucesso nas Aventuras e nos Negócios (Termo Aventura); internet: o primeiro site de aventuras do Brasil, em www.aventura.com.br.
OS FENÍCIOS – INVENTORES DA GLOBALIZAÇÃO.
Os fenícios são os heróis desconhecidos da antiguidade, e mesmo sem sabermos estão presentes em nossa vida diária. Entre suas contribuições estão à invenção do sistema do alfabeto que nós usamos, os pergaminhos onde foi escrita a bíblia veio da cidade fenícia de Biblos, a descoberta da Estrela Polar, e os princípios básicos do comércio exterior e da globalização.
O livro “Braazi – A odisséia da frota fenícia do rei Salomão a lendária Terra de Braazi, 3.000 anos atrás.”, de Vera e Yuri Sanada, é um romance de ficção sobre a expedição dos Fenícios para a terra de Ofir, como relatado na Bíblia e em diversos outros documentos históricos. Esta viagem foi paga pelo rei Judeu Salomão, para obter os materiais preciosos e madeiras para a construção do Templo de Jerusalém. Ao longo do livro, os fenícios enfrentam seus inimigos mortais, os gregos, e chegam à costa do Brasil onde tem encontro com os nativos. Um relato de uma das maiores aventuras da antiguidade, que pode mesmo ter acontecido. Além do romance, o livro traz uma segunda parte apresentando os documentos que corroboram para esta teoria das visitações fenícias milhares de anos antes de Pedro Álvares Cabral.
Extraído do livro Braazi: QUEM FORAM OS FENÍCIOS?
O povo protagonista deste livro existiu de fato, e viveu entre os anos 1200a.C. e 332a.C, na região onde hoje se encontra o Líbano, mas tiveram colônias por todo Mediterrâneo, na costa africana, e possivelmente mais além. Eram chamados de Sedônios, ou canaanitas, que em hebraico significa mercadores, mas quando os gregos os encontraram passaram a chamá-los fenícios, ou phoenikes, que significa vermelho ou púrpura, devido ao rico comércio que faziam de tecidos tingidos com esta cor. Mais tarde os romanos transcreveram o grego phoinix para poenus, e os fenícios da colônia de Cartago foram chamados de púnicos.
Como na Fenícia nada havia a não ser madeira e mar, eles construíram barcos e neles viajaram. Por serem instaladas em regiões de passagem, suas cidades como Tiro, Sidon e Biblos, eram organizadas em cidades-estado independentes, sem um reino central. Embora pouco conhecidos fora dos meios acadêmicos, suas contribuições para a humanidade foram notáveis. As civilizações daquela época registravam sua história usando complicados símbolos, como os hieróglifos egípcios, mas os fenícios, desejosos de abrirem contato comercial com o mundo conhecido e além, logo perceberam que seria impossível ensinar milhares de caracteres a povos estrangeiros. Assim eles desenvolveram o conjunto de cerca de vinte e quatro símbolos, que viria a ser adotado por todo o mundo ocidental e que ficou conhecido como alfabeto fonético, em homenagem a eles. Por isto eles podem ter sido os verdadeiros inventores do conceito da Globalização. Comerciando eles fundaram diversas colônias pelo Mar Mediterrâneo, e desceram à costa africana. Também foram responsáveis por outros inventos ou aperfeiçoamentos, como o cristal, e a polinização de idéias entre os povos que visitavam. Hábeis artesões, eles dominavam a técnica de fazer o bronze, uma liga obtida com a mistura do cobre e do estanho, e contribuíram para o período da história que ficou conhecido com Idade do Bronze. Sua religião era complexa, e eles veneravam inúmeros deuses, alguns bons, outros maléficos.
Embora tenham sido os inventores do alfabeto, muito pouco de seus escritos foram deixados, por terem sido feitos em pergaminhos de fibras vegetais, que desapareceram com o tempo. Suas tradições chegaram até nós através de seus inimigos, como os gregos e romanos. A maior façanha de navegação registrada foi contada por um historiador grego famoso, Heródoto, que no século cinco a.C. escreveu sobre uma viagem encomendada pelo Faraó do Egito Necho II. Os fenícios contratados saíram de sua terra e navegarem para o sul, pelo Mar Vermelho, contornaram a África, e voltaram pelo Mar Mediterrâneo, num período de três anos. Por ser esta viagem de longa duração, eles teriam parado a cada outono, semeado a terra, esperado pela colheita, e só depois de reabastecidos, prosseguiam viagem. O historiador grego acabou sua narrativa desacreditando este feito, por um só motivo: os fenícios disseram que quando navegavam no sul da África, do leste para o oeste, o sol estava à sua direita. Somente muitos séculos mais tarde, quando os portugueses cruzaram a linha do equador, tal afirmação pode ser comprovada.
As cidades-estado foram dominadas em 724 a.C. pelos Assírios, e depois por Nabucodonozor por volta de 572 a.C. A cidade de Tiro só foi conquistada por Alexandre o Grande, em 332 a.C., marcando o fim desta civilização. As colônias distantes como Cartago resistiram até 146 a.C., quando os romanos os conquistaram nas guerras púnicas.
Mas muito antes disto eles podem ter vindo ao Brasil, como descrita pelo historiador Diodoro da Sicília, que falou de uma expedição que saiu da região da África próxima a Dacar, e seguiu para sudoeste até chegar à terra desconhecida além-mar, que pela descrição só podia ter sido o Brasil.
Acompanhe por aqui esta aventura e pelo site oficial da Expedição em http://www.phoenicia.org.uk. O barco sai dia 7 de novembro de Aden, na costa do Iêmen, Oriente Médio, onde Yuri embarca para ajudar na navegação e na captação das imagens em Alta Definição. De lá o roteiro leva o veleiro em direção a África do Sul, que promete ser um dos pontos mais emocionantes da Expedição.