Viva Aventuras, Viagens, Experiências Extraordinárias ao Redor do Mundo e Além! / Live Adventures, Travels, Extraordinary Experiences Around the World and Beyond!
Viver com a cabeça nas nuvens, viajando em pequenos aviões, ou fotografando de cima e ainda aventurando-se pelos quatro cantos do mundo. Quem gostaria de uma vida dessas?
ASSISTA A ENTREVISTA COMPLETA AQUI.
Essa é um pouco da vida de Margi Moss, que há mais de 20 anos, se aventura ao lado do seu marido Gérard Moss, que são impulsionados pela curiosidade. Aviãozinho, Landrover, canoa, cavalo ou a pé. Pelas areias do Saara, da Namíbia ou no altiplano boliviano. Pela floresta amazônica, pelo gelo antártico ou as águas do Pacífico. Muitas viagens e aventuras!
Uma mulher da aventura, forte e determinada, apaixonada pelas aves e fotografar passarinhos, passou a ser seu hobby.
Margi Moss é a convidada de honra a participar da live de Vera RP Sanada!
O Tall Ship Lord Nelson, um imponente navio a vela de 60 metros de comprimento e 3 mastros vem ao Brasil agora em Dezembro de 2012.
Os Tall ships eram os grandes navios veleiros que singraram os mares transportando cargas e passageiros, nos últimos séculos, até a invenção dos navios a vapor.
Hoje, alguns deles, remanescentes da era de ouro da navegação a vela, ou de construção moderna mas de design clássico, velejam pelo mundo em demonstrações especiais e eventos náuticos, entre eles corridas de tall ships, que relembram a época em que eles de fato competiam para trazer mais especiarias e chás do oriente para o Ocidente.
Dentre as dezenas de tall ships de diversos países, dois deles se destacam por uma característica curiosa e nobre. O Tenacious, e o Lord Nelson pertencem a uma organização não governamental, a Jubilee Sailing Trust, do Reino Unido, e são totalmente equipados e adaptados para receber portadores de deficiências físicas.
A fundação já existe desde 1978, criada pelo professor e velejador inglês Christopher Rudd, que acreditava que velejar tinha muito a ensinar não só para crianças normais, mas também para aquelas que necessitam de cuidados especiais.
O Lord Nelson vai velejar ao redor do mundo, cruzando o equador 4 vezes, passando por 7 continentes, percorrendo 50 mil milhas marítimas, e visitando 30 países. Em cada porto de parada uma pequena viagem será oferecida a pessoas que queiram colaborar com o projeto.
Será a primeira vez que um navio acessível, ainda mais um navio a vela, faz a circunavegação da Terra. Ele passa pelo Brasil duas vezes, em dezembro de 2012, e na volta em maio de 2014.
O navio oferece vagas para quem quiser fazer uma perna de dez dias, de 18 a 27 de dezembro, a partir do Rio de Janeiro e volta, por uma contribuição de 795 libras esterlinas. Pessoas com deficiências físicas podem se candidatar a esta experiência, com ou sem um acompanhante, dependendo de cada caso.
Mensagem do Capitão, quando do aniversário de 30 anos da Fundação Belém, que mantém o navio Tall Ship Belém:
Reliving a great heritage story !
30 years ago, in 1979, Belem returned to France, two thirds of a century after she lowered her native colours.
30 years ago, the Caisses d’Epargne took into their charge the sole remaining flagship of France’s great 19th century sailing fleet.
With their support, the Belem Foundation turned the old ship into a symbol of France’s naval heritage and ensured her immense popularity by opening her up to a wide public.
2009 was therefore a perfect occasion to celebrate the outstanding heritage story of one of the oldest ships at sea!
Revivendo uma história de grande herança!
30 anos atrás, em 1979, Belém voltou para a França, dois terços de século depois, ela baixou as cores nativas.
30 anos atrás, o Caisses d’Epargne assumiu o único navio remanescente da grande frota francesa do século 19.
Com seu apoio, a Fundação Belém tornou o velho navio em um símbolo do patrimônio naval da França e garantiu sua imensa popularidade, abrindo-o para um público amplo.
2009 foi, portanto, uma ocasião perfeita para celebrar a história do patrimônio notável de um dos mais antigos navios no mar!
O Belém é uma barca da França de três mastros, construida em 1896 e lançada ao mar em 10 de junho de 1896. A viagem inaugural foi em 31 de julho de 1896 para Montevidéu e para Belém do Pará, de onde recebeu o nome. Ela era originalmente um navio de carga, transporte do açúcar das Índias Ocidentais, cacau e café do Brasil, da Guiana Francesa para Nantes, França.
Por acaso, ela escapou da erupção do Monte Pelée, em Saint-Pierre de la Martinique, em 8 de maio de 1902. Todos os portos de Saint Pierre estavam cheios de barcos, e não havia lugar para ancorar o navio. O Capitão Julien Chauvelon com raiva decidiu ancorar alguns quilômetros mais adiante em uma praia, abrigada do vulcão em erupção.
Ela foi vendida em 1914 para Hugh Grosvenor, segundo duque de Westminster, que a converteu para seu iate de recreio privado de luxo, com dois motores auxiliares Bolinder Diesel 300 HP cada.
Em 1922 se tornou a propriedade do barão da cerveja Guinness, Sir Arthur Ernest, que renomeou-lhe o II Fantôme e a converteu para usar velas quadradas. Hon AE Guinness levou o II Fantome em um grande cruzeiro em 1923, com suas filhas Aileen, Maureen, e Oonagh. Eles navegaram pelos sete mares ao redor do mundo através dos canais de Panamá e de Suez, incluindo uma visita a Spitsbergen. Durante a visita ao porto de Yokohama, enquanto navegava no Oceano Pacífico, a barca conseguiu escapar de mais uma catástrofe – um terremoto que destruiu o porto de Yokohama e partes da cidade. Hon Arthur E. Guinness morreu em 1949. O II Fantome estava atracado em Isle of Wight, Reino Unido.
Em 1951 foi vendida para a empresa veneziana Vittorio Cini, que nomeou-a Cini Giorgio em homenagem a seu filho, que tinha morrido em um acidente de avião perto de Cannes em 31 de agosto de 1949. Foi usada como um navio de treinamento de vela até 1965, quando foi considerada velha demais e ficou atracada na ilha de San Giorgio Maggiore, em Veneza.
Em 1972, os carabinieri italianos tentaram restaurar a barca em sua forma original. Quando isto provou ser muito caro, ela tornou-se propriedade do estaleiro. Em 1976 o navio foi reformada em barca. Finalmente, em janeiro de 1979,voltou ao seu porto de origem a reboque, usando a bandeira francesa depois de 65 anos. Totalmente restaurada ao seu estado original, começou uma nova carreira como um navio-escola de vela, quando foi renomeada ‘Belém’, em homenagem a capital brasileira.
A edição de 2011/2012 da expedição aventura Portugal Dakar Challenge, com partida programada para 30 de Dezembro e com a etapa final em 13 de Janeiro em Dakar, conta com um total de 50 equipes distribuídas pelas categorias 4×4 de Automóveis e Caminhões e ainda Motos, Quadriciclos ATV e UTV.
O período de inscrição ocorre até 31 de Outubro, embora a primeira fase termine em 31 de Julho, para quem queira assegurar uma vaga sem correr riscos de ficar em lista de espera ou de sofrer penalizações.
O Regulamento Oficial está disponível em www.portugaldakar.com, onde pode ser consultada toda a informação sobre esta mítica aventura. A “prova” conta com 5000 km de pura adrenalina e muita camaradagem, percorridos em 15 etapas e passando por 5 países, para muitos este é o Sonho chamado Dakar.
Longe de ser apenas um passeio mas também sem ter associada a componente desportiva, esta é uma expedição diferente e por isso única, onde as equipes e pilotos cumprem um conjunto de regras de prova, desde a passagem nos check-points obrigatórios, aos pontos de assistência mecânica ou ainda o controle de percurso com base num road book da prova.
Participe e colabore para a missão solidária que será implementada por uma equipe de médicos que acompanham a expedição até ao mítico Lac Rose ( reconhecida etapa final do antigo Rally Paris Dakar ) e que pretendem assim acrescentar valor a este projeto.
O projeto Portugal – Dakar Challenge, criado em 2009, pela Global Share Eventos, recria a aventura mítica do rally Paris Dakar numa vertente lúdica e turística, onde a “afición” pelo automóvel se alia ao espírito ancestral de aventureiros e exploradores que caracteriza o povo português.
A primeira edição, decorreu em 2010, tendo registado uma adesão que superou as expectativas, quer pela enorme curiosidade que despertou junto de potenciais participantes, quer pelas marcas e entidades que apostaram no projeto enquanto “ferramenta” de comunicação de marcas. A assinatura deste projeto, A Aventura Mítica Continua Viva, tem um carácter de desafio e não propriamente de corrida, o evento não tem associada qualquer competição ou componente desportivo ( exceto uma simbólica corrida em pleno Lago Rosa).
Trata-se de um projeto único a nível nacional, que liga Portugal ao Senegal. Os percursos de rara beleza, onde dunas e “estradões” são o cenário de eleição, são percorridos por mais de 40 equipes, distribuídas por veículos Automóvel, Motos e Caminhões.
Os participantes são em sua maioria portugueses procurando por aventura e adrenalina, amadores e veteranos que possuem 4×4 e que pretendem viver uma das experiências mais marcantes das suas vidas.
A ter inicio em Portugal, numa partida com direito a paddocks e presença de muito público, a prova consagra duas etapas em território nacional, onde está previsto um pequeno “prólogo” antes de chegar à região do Algarve no dia 31 de Dezembro.
O Reveillon está programado para o Algarve permitindo que participantes, familiares e amigos se reúnam numa grande animação, esta será a ultima noite em território lusitano. No dia 1 de Janeiro de 2012, pelas 11:00h prevê-se a partida rumo ao continente Africano.
O controle de prova é efetuado por check points diários, e o percurso realizado em 15 etapas com base num road book criado pela direção técnica. As equipes serão controladas através de um passaporte oficial de prova, que é carimbado pela organização nos check points de partida e chegada em cada etapa.
Neve, Pedra e Dunas são as paisagens esperadas ao longo dos 5000 km de prova, prevendo-se 60% de pistas fora de estrada e 40% de asfalto.
Lenda Vikings contam de uma pedra do sol brilhante que quando erguida para o céu revelava a posição do Sol, mesmo em dias nublados. A lenda não é novidade, mas agora cientistas afirmam que a mágica das pedras se devia a serem estas cristais polarizados, como a pedra Iolita, nome derivado de duas palavras gregas que significam roxo e pedra. Outros nomes da pedra são Cordierita e Dicroita.
Os Vikings navegavam da Escandinávia por todas as águas do norte, tendo inclusive chegado as Américas. Como em algumas regiões do norte as luzes do dia são perpétuas, eles não poderiam ter usado estrelas para navegar e não havia ainda as bússolas magnéticas. Assim a solução foi usar a pedra, como narrado em algumas Sagas, inclusive a do herói Sigurd, que usava a sólarsteinn, ou pedra do sol.
A Saga descreve como durante dias nublados e nevascas o rei Olaf consultava Sigurd para dizer a localização do Sol. Para checar a resposta de Sigurd, Olaf pegou uma Pedra do Sol e olhou para o sol identificando de onde vinha a luz do Sol invisível. Em 1967, Thorkild Ramskou, um arqueólogo dinamarquês identificou a pedra.
A luz consiste de ondas eletromagnéticas que oscilam perpendicularmente a direção da luz. Quando todas as oscilações apontam para a mesma direção a luz é polarizada. Um cristal polarizado permite que somente luz polarizada passe através dele, e pode parecer brilhante ou escuro, dependendo de como ele é orientado em relação a luz.
Assim ao olhar para a pedra polarizada, girando nas mãos e vendo como a luz mudava dependendo do ângulo da pedra, os Vikings podiam deduzir onde estava o sol atrás de nuvens, nevoeiro e até mesmo abaixo da linha do horizonte. Através de vários testes feitos com voluntários, descobriu-se que o comportamento da luz no cristal é mesma em tempo ruim ou em dia claro. Sean McGrail, que estuda antigas técnicas de navegação na University of Oxford, UK (a mesma que apoia a expedição Phoenicia), diz que não existe evidência real do uso das pedras do Sol pelos Vikings e que as pessoas já atravessavam oceanos mesmo sem estas pedras, bússolas, ou outros instrumentos de navegação.
Registros escritos dizem que Vikings e marinheiros medievais atravessavam o Atlântico Norte usando a posição do Sol em dias claros, em conjunto com posição do litoral, de padrões de vôos de aves migratórias, rotas de migração de baleias, e nuvens sobre ilhas distantes, diz Christian Keller, especialista em arqueologia do Atlântico Norte da Universidade de Oslo. Ele diz esta aberto para esta idéia mas que falta encontrar um naufrágio Viking com cristais a bordo.
Antiga âncora viking.
Lente Polarizada.
Os Vikings teriam usado pedras de Iolita bem finas, olhando através delas como lentes polarizadas. O efeito é chamado de extremo pleocroísmo, ou absorção seletiva. Assim a pedra Iolita mostra diferentes cores em diferentes direção. Uma pedra cortada como um cubo, ou lente, apresentaria cor azul violeta de um lado, clara como água do outro, e amarelo mel no topo, o que a deu o apelido de safira da água no passado.
Do lado místico, dizem que a a Iolita estimula a liderança, o poder, a força interior, a autoconfiança e habilidade na execução das tarefas materiais. Ela foi encontrada pelos vikings na Noruega e Groenlândia, mas também existe na Índia, Siri Lanka, Moçambique, Zimbabue e aqui no Brasil.
Quem conhece Grace Downey e Robert Ager, sabe que esses dois colocam seus sonhos em prática.
Anos atrás, pegaram um carro Land Rover e sairam para viajar e essa viagem, não foi menos que uma pequena volta ao mundo, “Aventura pelo mundo” que aconteceu de Janeiro de 2002 a Agosto de 2005. Essa maravilhosa história eles contam no livro “Challenging Your Dreams – Uma Aventura Pelo Mundo”, a história da incrível jornada, de mais de 168.000 quilômetros ao redor do globo.
Mas como esses dois não param, estão realizando o projeto “Brasil por Terra” e passaram recentemente por Pipa, Genipabu e Maracajaú.
Após terem consertado o eixo do motor, Phoenicia fez outra parada estratégica ainda em águas da Arábia Saudita, esperando vento de 25 nós passar. Agora se prepara para entrar em águas do Iêmen. Enquanto isto em Aden, Yuri ajuda Sam Bouquet a preparar seu veleiro Cindik para voltar a Turquia. A bordo Sam e seu pai, o primeiro capitão dos navios do Greenpeace, na ong desde 1978.
Sam Bouquet e sua esposa construiram o veleiro Cindik na Cornuália, Inglaterra. Após terem velejado até a Turquia, o barco estava descendo para a ilha Diego Garcia, onde Sam iria encontrar seu pai, Peter Bouquet, o primeiro capitão dos barcos do Greenpeace. Eles iam protestar contra o crime que o governo britânico cometeu contra os habitantes da ilha, em 1966, mas que até hoje não foi reparado. Cindik não conseguiu chegar a Diego Garcia, mas o barco do pai, Peter, sim, e em março de 2008 eles foram presos por protestarem contra a vergonhosa retirada dos habitantes da ilha.
A ilha fica situada no arquipélago de Chagos, a leste de Seychelles, e é possessão britânica desde 1815. Os Chagosianos eram descendentes de escravos. No século XX eram cerca de 2.000 habitantes, e viviam uma vida simples porém paradisíaca, com abundância de frutos do mar, trabalho em plantações de coco, e boa educação para os filhos.
Em 1961 os americanos decidiram ter uma base militar no Oceano Índico e escolheram Diego Garcia. Como eles exigiram que a ilha estivesse vazia, em 1966 o governo inglês, para acomodar seu maior aliado, cometeu um dos piores atos de crueldade da atualidade. Alugaram a ilha para os EUA por 1 dólar ao ano, mais um pagamento de 14 milhões de dólares, em forma de mísseis nucleares submarinos Polaris. Documentos oficiais inglês justificaram a decisão descrevendo os habitantes como tarzans e selvagens do tipo sexta-feira (em referência ao livro Robinson Crusoé). Os oficiais britânicos então fecharam as plantações deixando os ilhéus sem trabalho. Deram viagens de férias gratuitas para a vizinha ilha Mauritius, e proibiram seu regresso ao lar, simplesmente abandonando-os sem qualquer compensação ou ajuda. Em 1971 soldados americanos armados expulsaram os últimos habitantes da ilha, não permitindo sequer que pegassem objetos pessoais em suas casas. As tropas britânicas queimaram as casas, mataram todos animais de criação, e prenderam 800 cachorros das famílias em uma casa grande, ligaram tubos de exaustão dos motores dos carros e simplesmente asfixiaram todos os animais de estimação. Todos foram levados então para barca de carga, e por seis dias navegaram com escravos para Mauritius, onde foram abandonados no Pier de Port Louis.
Impotentes contra a covardia de americanos e ingleses, os Chagosianos se transformaram entao em alcólatras, drogados, prostitutas e mendigos, sendo até hoje párias da sociedade de Mauritius. Diego Garcia é hoje a maior base militar americana fora dos Estados Unidos. Dali sairam bombardeiros para o Iraque e Afeganistão, e a base é chamada Pegada da Liberdade, e acredita-se que seu centro de detenção e tortura seja o mais mais secreto dos EUA.
Apesar de terem ganho diversas vezes na justiça britânica, e o Alto Comissariado da ONU ter declarado que a expulsão dos habitantes foi ilegal, os ilhéus ainda não foram compensados, e nem podem voltar a seu lar. Deste protesto, o barco de Peter Bouquet foi apreendido e ele preso pelas autoridades britânicas na ilha. O caso continua em processo. Mais informações no site www.peoplesnavy.com.
Phoenicia enfrenta vento de Sudeste.Preparando sistema A Frame para levantar mastro.Pessoal do estaleiro ajudando a erguer o mastro.Mastro em pé, Yuri Sanada e Sam Bouquet.Ação dos pioneiros do Greenpeace em Diego Garcia.Cindik esperando maré baixa para ter casco limpo.Sam Bouquet é construtor de barcos históricos.Limpando cracas, enquanto Phoenicia não vem…O barco parte para Turquia semana que vem.
Phoenicia em Hodeida
Os ventos acalmaram no Mar Vermelho, e Phoenicia chegou ao porto de Hodeida no Iêmen, para reabastecer e continuar viagem rumo a Aden. Veja também outros aspectos da vida neste que é um dos mais tradicionais países árabes.
Como atualmente no Iêmen as mulheres usam a Abaia, a roupa toda preta com véu no rosto, e não se enfeitam para não chamar a atenção, estas peças não tem mercado. Assim os modernos artesãos desmontam os delicados detalhes e fazem pequenas jóias, como brincos, anéis e colares, com prata de 250 anos de idade.
Enfeites de janelas tradicionais, moldura de gessoe vidros coloridos, a Qamariyapresentes em quase todas as casas.Pães assados na hora servidos em todas refeições.Os jornais são importados pois os periódicos locais podem conter passagens do Alcorão, e não devem ser sujas pela comida.Antigos adornos usados em festas típicas.Jóias em prata feitas por judeus séculos atrás.
Phoenicia: Fase 1 concluída.
O Phoenicia chegou a Hodeidah uma semana atrás, dia 12 de janeiro, após ter tentado sem sucesso chegar ao porto de Aden, no sul do Iêmen. Aqui o barco vai ficar guardado por alguns meses até a época certa para continuar o projeto, no segundo semestre de 2009.
A primeira fase do projeto está concluída com a chegada ao Iêmen. A previsão original era continuar a circunavegação do continente africano em um ano, mas com os atrasos enfrentados pela expedição, o projeto teve que ser alterado. Como o barco tem velas quadradas, desenhadas 2600 anos atrás, é impossível navegar contra o vento.
Ao sair da Síria em agosto de 2008, algumas semanas foram perdidas com atrasos na construção. Depois o projeto teve que ser interrompido no Egito, pois os lemes constantemente saiam da sua posição em mar mais agitado. O Phoenicia é baseado no naufrágio Jules Verne 7, encontrado em Aix en Provence, na França. Embora muitos detalhes sejam conhecidos pela descoberta arqueológica, o sistema dos lemes nunca foi realmente encontrado. Assim, após estas primeiras duas mil milhas marítimas, a expedição encontrou a solução para este problema milenar, de como as embarcações fenícias eram dirigidas.
O porto de Hodeidah oferece abrigo natural ao Phoenicia, porém não é um local preparado para receber pequenas embarcações. Assim o barco tem que ficar mudando constantemente de posição, de acordo com a entrada e saída dos grandes navios cargueiros. Uma das situações mais difíceis é que constantemente cereais são descarregados dos navios, e o ar fica impregnado com a poeira da casca dos grãos. Isto torna impossível manter o barco limpo. E a tripulação já sofre com alergias da sujeira.
Como o Phoenicia não possui as facilidades de uma embarcação moderna, como ducha a bordo, e o porto não oferece nenhuma estrutura, temos tomado banho nos rebocadores, cujas tripulações são bem amigáveis. As vezes os rebocadores são chamados repentinamente para ajudar nas manobras dos navios pelo estreito canal de Hodeidah. Neste caso, se tiver alguém no banho, este tripulante do Phoenicia ganha um passeio pelo porto.
Enquanto esperamos pela decisão das autoridades portuárias sobre o futuro do Phoenicia, o tempo passa lentamente. O barco está sendo preparando para a longa estadia, e como o verão nesta parte do mundo chega a 45 graus com sol causticante, tudo tem que ser armazenado dentro da cabine. O barco só tem duas velas quadradas, uma principal e outra menor para tempestades. Elas terão que ser lavadas antes de descer. Os cabos são de fibras naturais, e os que ficarão fora, com os que sustentam o mastro, terão que ser pintados com resina de pinheiro. Aliás, todo o barco será pintado com esta resina, para garantir impermeabilidade. Conseguimos comprar a resina aqui em forma de cristal, que tem que ser cozido por horas até ficar em forma liquida.
O barco chegou a Hodeidah com oito tripulantes, mas quatro já deixaram o barco. Infelizmente, destes, três tripulantes tiveram problemas com as autoridades, por não entenderem o sistema de distribuição voluntária de rendas. Assim por três dias eles ficaram confinados ao barco, aguardando a permissão para viajar para a capital Sanaa. Quando autorização finalmente chegou, tiveram que ser escoltados por um guarda armado até o aeroporto de Sanaa, numa viagem de 6 horas. No aeroporto foram detidos pela imigração por mais algumas horas, até finalmente serem liberados para visitar a capital do Iêmen, e de lá voarem para casa.
Devido a este e a outros problemas, como a desconfiança pela autoridade portuária de que o Phoenicia precisa de no mínimo 5 pessoas para ser manobrado, também tive minha saída do barco negada. Como o fim de semana aqui é na quinta e sexta-feira, só devo ser liberado para ir a Sanaa no sábado. Tinha encontro no Ministério da Informação no sábado, sobre a continuidade do projeto mais tarde neste ano, mas terá que ser remarcado. Assim, por hora estou confinado ao braço, com permissão para ir à cidade uma vez por dia, para internet e compras, conduzido por um guarda. Nunca iria adivinhar que após sete semanas no Iêmen, minha última semana seria em regime de prisão semi-aberta, mas enfim, uma expedição de aventura é assim mesmo, encontrar o imprevisto, e enfrentar com bom humor, muita criatividade, e não ter medo de sujar as mãos…
Iêmen, Emirados e UK.
A primeira fase da Expedição Phoenicia termina no Iêmen, com o barco seguro no porto de Hodeidah. Alguns contratempos seguraram os tripulantes presos no porto. Após o Iêmen, o projeto continuou em pesquisas no Reino Unido. Em setembro a viagem ao redor da África continuará.
Phoenicia na esquina do porto de Hodeidah.
Devido a certos acontecimentos que vivemos no porto, especialmente uma certa relutância de alguns membros da tripulação em pagar contribuição não oficial para o sistema local, fomos detidos por vários dias. Tentei deixar o barco na quinta-feira, mas só fui libertado no domingo à tarde. Meu vôo foi segunda-feira de manhã, em Sanaa, sete horas de distância …
Tive que pagar um policial para me escoltar até o aeroporto de Sanaa. Desde que eu estava pagando para ficar protegido contra os perigos do Iêmen, e ninguém nos atacaria, aproveitei o policial para ter algumas aulas árabe. Quando chegamos ao aeroporto na noite de domingo, os funcionários da emigração não sabiam o que fazer comigo. Eu tinha um visto válido, mas havia uma carta da polícia de Hodeidah dizendo que eu tinha de ser escoltado para fora do país, para minha própria segurança… A solução que encontraram: eu tive que partilhar um quarto de hotel com o policial, para eles terem certeza que eu não ficaria perdido em Sanaa. Todo o procedimento foi ilegal, claramente, e o agente e o policial foram presos depois, felizmente quando que eu já estava voando, livre como um pássaro. Engraçado é que eu vou voltar para Hodeidah em poucos meses, voluntariamente …
Escolta Policial, Agente e Yuri Sanada.
Yuri escoltado pelo policial Aham.
Parada de ônibus entre Hodeidah e Sanaa.
Au Dhabi nos Emirados, país muito mais rico.
Parada em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos. Após 2 meses no Iémen, esta visita ao vizinho e muito mais rico país árabe ajudou a colocar as impressões do mundo árabe em uma nova perspectiva.
Pequena East Chaldon, Dorset, Inglaterra.
Escritório do Phoenicia Expedition.
Alice Chutter, gerente do Phoenicia Project.
Sailor s Return, único pub da vila.
O pub, uma construção histórica.
Departamento do Oriente Médio, British Museum.
A pedra Rosetta, chave dos hieróglifos egípcios.
Pequena mostra sobre o Iêmen.
Professores Rupert Chapman e Jonathan Tubb.
Embarcou para Londres
Yuri Sanada, diretor e produtor do documentário Phoenicia Expedition, já chegou ao Velho Mundo.
Depois de fazer e desfazer as malas e levando junto quatro câmeras filmadoras: duas Panasonic HD, uma Sony HDV com a caixa estanque para as imagens submarinas e a pequena Conteur HD, para colocar no mastro do histórico navio fenício, Yuri Sanada chegou a Londres.
No velho mundo, será uma parada rápida, onde irá encontrar os responsáveis pela Phoenicia Expedition no maravilhoso Museu de Londres para conversarem um pouco mais a respeito da navegação do Phoenicia e os detalhes do documentário. A noite embarcará para Salalah em Oman, onde se encontra ancorado o navio histórico.
A partir de Aden, a expedição vai navegar por águas infestadas pelos piratas da Somália. Mas se o mundo todo sabe dos problemas e o terror que eles estão causando, poucos conhecem o outro lado da realidade. Participamos de reunião dos Voluntários da Onu, e seguimos para visitar Kharaz, um dos campos de refugiados que fogem da Somália.
Apresentação foi em árabe e inglês. Participaram voluntários locais e internacionais. Eles ajudam em diversas áreas, até online. Sede da Onu em Aden, Iêmen.
Aqui fica o antigo cemitério britânico. A paisagem muda rapidamente.Em Kharaz são 9.500 refugiados mantidos pela ONU.
Kharaz, Campo de Refugiados Somali.
O campo de Kharaz fica a duas horas de Aden, no Iêmen, mantido pela Onu e por mais de oito ONGs de ajuda internacional. A cada dia chegam e saem pessoas do campo, que é aberto. Kharaz tem 16 anos de funcionamento, sendo este o quarto lugar de instalação.
Em 1960 dois protetorados, italiano e britânico, uniram-se formando a República da Somália. Assassinatos, golpes e revoluções colocaram o país em direção a guerra civil, que permanece constante desde 1977. Sem governo central, os líderes militares chefes de tribos dividiram o país. Algumas ações militares estrangeiras foram tomadas, mas a situação se agravou de tal maneira, que milhares de pessoas só tem uma opção para sobreviver, deixar o país.
Chegamos ao campo após esperarmos por quase 2 horas pela escolta do exército, pois para andar no país, mesmo com a equipe da ONU, é necessário estar com segurança. A paisagem é impressionante, do mar ao deserto, quase duas horas de trajeto, passando por diversos pontos de checagem militar. Na estrada pode-se ver somalis caminhando em pequenos grupos, tentando chegar a algum lugar melhor, sem esperanças ou documentos. O campo fica um pouco retirado da estrada principal, e lá a ONU mantém os escritórios e alojamentos fortificados, e de fato muitos vão lá para protestar. Ao andar por Kharaz, têm-se a impressão de estar em um lugar irreal, onde as pessoas vivem em um limbo, com um passado de muita violência e medo, um presente estável mas sem sentido, e nenhuma esperança de futuro.
Todos tem uma reação a minha passagem. Ao verem a câmera, as mulheres começam a protestar, algumas violentamente. Pedindo melhores condições de vida, além do que a Onu pode dar. Os homens, em menor número, em geral vêem em jornalistas talvez um contato com o mundo exterior. Já para as crianças, tudo é festa. Na verdade, para eles que viveram os horrores da guerra em casa, a violência indescritível que os levou a chegar até aqui, a travessia do Golfo em barcos que não tem condições nem para levar carga imperecível, o campo de Kharaz pode parecer um oásis de paz que permite brincadeiras infantis. Mas a realidade é que para estas crianças, suas mães e os poucos que pais que não saíram andando pelo deserto em busca de algum dinheiro em cidades do Iêmen, o futuro não traz nenhuma sombra de esperança, ao menos enquanto seu país não encontrar a paz, que perdeu décadas atrás.
Vista geral do Campo, com 9.500 refugiados.
Apresentação organizada pela Ong italiana Intersos.
O evento é para ensinar a não mutilarem as meninas.
É comum na Somália as mulheres terem o Clitóris extirpado.
As crianças são pintadas para o feriado Eid.
Os médicos da clínica mantida pela ONU.
Os refugiados ficam primeiro nas barracas.
Depois ficam instalados nos 43 blocos com 25 casas.
Algumas famílias ficam anos até serem alocados.
Apesar das dificuldades, as famílias ficam unidas.
Esta senhora mostra seu lar, por 3 anos.
O problema é o verão, pois o calor passa pelo teto feito de tecidos.
Crianças e mulheres são a maioria no campo.
Jornalista Somali refugiado, e tradutora da ONU.
Torre do Silêncio
A religião oficial do Iêmen é o Islamismo, sendo um dos países árabes que mais reforçam esta religião. E no mar vermelho o Phoenicia tenta vencer os ventos contra para chegar em Aden, onde existe a ruíina de um dos dois únicos cemitérios Zoroastra do mundo, onde os mortos não eram nem enterrados nem queimados, mas comidos por pássaros.
O Zoroastrismo é uma religião que surgiu na Pérsia, tendo Zaratustra como seu profeta. A torre do Silêncio de Aden, como eram chamados os cemitérios zoroastras, foi construída cem anos atrás pelos indianos que vieram junto com o Império Britânico. Esta religião prega que ao morrer, a alma deixa o corpo, que se torna impuro, não podendo ser nem enterrado nem queimado no fogo, que também é sagrado. Assim, os cadáveres eram colocados nús a céu aberto, com os homens no círculo externo e mulheres e crianças no círculo central. Assim os abutres vinham comer a carne, e os pecados eram purificados por eles.
Phoenicia está navegando novamente, depois de passar dois meses e meio em Porto Sudão, para modificações e consertos. Agora atravessando o Mar Vermelho em rota para Aden, Iêmen, apesar do forte vento contrário.
Após terem zarpado da Síria em agosto passado, o Phoenicia fez três paradas de emergência para consertos. Uma no Egito, outra no Sudão, e esta semana a menos de 100 milhas da costa da Arábia Saudita. A idéia inicial era fazer toda viagem ao redor da África sem motor, somente usando os ventos. Mas devido a diversas situações de risco, resolveu-se que seria melhor ter um instalado no barco. Em Port Sudan o estaleiro é bem precário, sem recursos modernos, e logo nesta etapa seguinte o motor já apresentou problemas. Na ancoragem a tripulação conseguiu fazer o reparo e agora seguem descendo em direção a Aden.
O progresso pode ser seguido pela pelo site http://www.phoenicia.org.uk, e a posição do barco é atualizada a cada 4 horas. Enquanto isto, eu aguardo em Aden, o portal sul das arábias, para embarcar e continuar o trajeto até Salaah, onde pegaremos outros quatro tripulantes, oficiais da marinha de Oman, o que deve nos ajudar a navegar pelas águas infestadas de Piratas.
ADEN – A cidade mais antiga do mundo.
Aden é um porto natural, formado por cratera de vulcão extinto. A beleza do lugar é uma mistura do deserto e do mar. As areias escondem mistérios, e os locais afirmam que a região sempre foi ocupada. Uma lenda conta que Cain e Abel podem estar enterrados na cidade, que hoje tem 800.000 habitantes.
Os carros, novo e velhos, buzinam sem parar .
Crescent era o melhor hotel britânico.
Vista da cidade de Aden.
Prédios coloniais da era britânica, imponentes,
podem ser vistos por todo lugar, decadentes.
Quase todas mulheres não podem ser vistas.
As cisternas de Tawila servem para captar chuva
e proteger a cidade de inundações, são 13 tanques.
Pôr do sol visto do resort Elephant Bay.
a vila do Resort Elephant bay.
Basicamente apenas homens saem a noite…
Cotidiano em Aden
O Iêmen é um país único e fascinante, o portal sul das Arábias. Considerando a renda per capita de apenas US$900,00 (a do Brasil é de US$8.600,00) é o décimo país mais pobre do mundo. Mas apresenta riquezas culturais e belezas naturais impressionantes. Contudo, são seus costumes antigos e leis islâmicas que mais surpreendem os visitantes. Em vários aspectos, visitar o Iêmen é como voltar ao milênio passado…
Este país segue a lei islâmica, ou seja, a interpretação do que está escrito no Alcorão pelo profeta Mohamed. Aqui os homens podem ter mais de uma esposa, e as mulheres não tem contato com os homens. Como elas usam a Abaia, a vestimenta negra que deixa a mostra somente os olhos, o casamento é arranjado pela mãe do noivo. Quando é época do filho casar, ela vai a uma festa onde estão as mulheres disponíveis, e como são apenas mulheres elas não se cobrem. A mãe descreve as pretendentes para o filho que faz sua escolha. Ele só vai ver o rosto da noiva depois do casamento.
As mesquitas estão espalhadas por toda parte, e chamam para a reza cinco vezes ao dia através de alto-falantes nos minaretes (torres). A maioria usa o som muito alto, e é comum acordar as 5 da manhã com o barulho vindo da mesquita do bairro. Para os muçulmanos é importante lembrar de Alah muitas vezes ao dia, e cada refeição ou atividade começa citando o nome Dele.
A expedição Phoenicia está retomando seu curso, finalmente. Estou em Aden desde 25 de novembro, e o barco estava em reparos em Port Sudan, no Sudão, talvez um dos piores lugares do mundo para fazer a instalação de um motor central a diesel. Após muita batalha, o Phoenicia está a caminho de Aden. Eles devem chegar em 2 de janeiro.
Haverá uma mudança na rota, devido aos piratas da Somália estarem aumentando os ataques em outras regiões. De Aden iremos a Oman, pegar 4 membros da marinha de Oman, o que deve garantir maior apoio militar na região, e ao invés de irmos a Mombassa no Quenia, iremos para Tanzania. O progresso do barco pode ser visto em http://live.adventuretracking.com/phoenicia, ou atraves do site da expedição www.phoenicia.org.uk
Ronaldhino, no mercado de peixes de Aden.
Fãs do futebol brasileiro por toda parte.
Limão é muito popular, e copo de suco custa R$0,30
Vendedor do mercadão de Crater.
Crater em Aden, dentro de cratera Vulcânica.
Vista de Crater do alto das cisternas.
Yuri gravando do alto do vulcão inativo.
Cisternas enchem com a chuva e previnem inundação.
Antigos marinheiros e referências ao mar.
Aden foi segundo porto do mundo em movimento.
Mergulho em Aden
Apesar do sol causticante, mesmo no inverno, as mulheres do Iêmen não correm risco de cancêr de pele. Veja porque, e confira fotos da abundante vida marinha neste belo Resort quase esquecido pelo mundo, no Mar da Arábia.
Baía do Elefante, muito popular em Aden.
Aden é considerada a melhor cidade turística do Iêmen.
A praia é cheia na Sexta, o Domingo daqui…
Uma cratera de vulcão extinto forma o porto natural, abrigo seguro no Golfo de Aden. Na verdade Aden é composta por pequenas cidades, e tem forma de península. Ao descermos de avião aqui, aliás, avião da Embraer 195, parece que vamos pousar na água, lembrando um pouco o aeroporto Santos Dumont do Rio de Janeiro.
A Mesquita chama para reza 5 vezes por dia.
O porto antigo, usado desde o antigo Reino de Awsan entre o 5° e o 7° milênio a.C. é onde se situa a vila de Tawahi, e o local onde está o Pier Prince of Walles. Lá ficam os veleiros e barcos pequenos. O porto moderno está situado no outro lado da península. Aden tem atualmente cerca de 600.000 habitantes.
Mulheres tomam banho com toda roupa.
Aden foi a capital da República Democrática Popular do Iêmen até a unificação deste país com a República Árabe do Iêmen. A pessoas locais contam que antes era muito mais tranqüilo, podiam servir bebidas alcoólicas, e muitos turistas estrangeiros vinham para cá. Desde então, as mulheres tem que usar as vestes negras, os SHARSHAF escondendo o rosto e o álcool é proibido (mas servido nos hóteis por U$7,5 a latinha de cerveja).
Barcos saem toda hora para passeios.
Andar por suas ruas é como voltar ao tempo. As pessoas são bem tranqüilas, e amigáveis. Pouquíssimos estrangeiros são vistos na ruas, e dizem que o resto do país têm bem menos. Abdulah, empresário que conheci no pier ontem, diz que ele sente falta dos dias em que o país era mais liberal, e mais estrangeiros vinham desfrutar as belezas de Aden.
Muito peixes de diversas formas e cores.
A praia é muito estranha para quem vem do Brasil, sobretudo pelas mulheres usando constantemente a vestimenta negra, algumas tiram o véu do rosto para entrar na água do mar. As meninas não precisam usar a roupa tradicional até certa idade, o que aumenta a sensação de tristeza, pois imagine saber que a partir da maioridade, a liberdade acaba.
Fauna bem variada entre os corais e rochas.
Existem poucas opções de atividades para mulheres, e muitas, nas horas de folga, ficam em casa mascando o Qat, que é uma folha com propriedades entorpecentes. Todos aqui parecem mascar a folha, que na verdade é muito macia, tem sabor de folhagem a primeira mordida. Depois de um tempo percebe-se um gosto doce, muito no fundo. Imagino que é necessário mascar por algum tempo até sentir o efeito desejado.
Conchas maiores que uma mão aberta.
Abdulah diz que se construir uma casa após ter mascado o Qat, a casa vai cair por terra sem dúvida alguma. Antes da junção com o norte, só se podia mascar Qat às sextas-feiras, que aliás é o domingo daqui (sábado e domingo são dias normais de trabalho). Quem mascasse Qat dia de semana, ficava seis meses na prisão.
Uma Moréia, sempre defendendo a toca.
A viagem pelo Iêmen continua, enquanto aguardamos o veleiro Phoenicia, réplica de embarcação Fenícia de 600 A.C. O barco já está restaurado, após consertar avarias no Port Sudan, no Sudão. Deve chegar pelo dia 10 de Dezembro.
Peixe-leão, venenoso, passeando tranquilamente.
Yuri Sanada de Aden onde aguarda para embarcar na Expedição Phoenicia.
enquanto seu primo, peixe pedra, descansa na rocha
A estadia no Iêmen continua…
Fortaleza em Aden
A tour por Aden, segunda maior cidade do Iêmen, continua. A cidade é fascinante, e as surpresas são muitas, desde fortaleza antiga e deserta que permite uma vista exuberante de parte da cidade, até mercado cheio tubarões, servidos comumente nos restaurantes, até encontro com dono de um carro brasileiro.
A ilha de Sirah, com fortaleza no alto.
Vista do alto da Fortaleza.
A construção é impressionante e bem conservada.
Um dos bares que servem chá e narguile para fumar.
As mesquitas como esta chamam para rezar cinco vezes ao dia.
Mercado de peixes, repleto de tubarões.
Os idosos falam inglês devido a ocupação britânica.
A caminho do encontro com o barco da Expedição Phoenicia, Yuri Sanada passa um dia em Londres, para reunião com pessoal da organização e para buscar equipamentos para viagem.
Em Londres fui ciceroneado por minha prima Marcia Sanada. Ela mora em Londres a quase duas décadas, e, segundo seu marido Sydney, conhece melhor que ele esta cidade, que pode ser considerada uma das capitais do mundo. Aqui Marcia está em frente a outdoor de propaganda da Embratur, no metro de Londres.
Alice Chutter, gerente geral da expedição. Como a sede da empresa Ocean Ventures fica no interior, marcamos encontro na estação Waterloo. Além de pegar equipamentos extras para levar para o barco, acertamos alguns detalhes da produção do documentário da expedição. O resto do dia foi destinado a comprar os equipamentos que usaremos, como carregadores de energia solar, e HDDs para armazenar as filmagens e para enviar material para a televisão no Brasil.
No final do dia, embarquei no aeroporto de Heathrow em direção a Amman, na Jordânia, para encontrar outro membro da Expedição, Alan Robinson, vindo da Austrália, e de lá outro avião para Aden, no Iêmen.
Roteiro de filme de Ação?
No interior do Brasil ele deixa o local da construção da Casa Orgânica, um projeto de pesquisa de sustentabilidade, pioneiro e vital para moradias no futuro. Ele voa para Londres, onde fica apenas 27 horas, tempo necessário para o “briefing” dos detalhes da próxima missão com a central inglesa, e pegar equipamentos eletrônicos avançados (como uma bateria solar do tamanho de um celular que carrega qualquer aparelho de comunicação).
Na Jordânia ele encontra um membro do time internacional vindo da Austrália, e junto seguem para o Iêmen, onde são recebidos no aeroporto pelo operativo local da missão. Ali no extremo sul do Oriente Médio irão preparar a chegada de uma embarcação, um veleiro único no mundo, réplica de uma embarcação de 2.600 anos atrás, construída segundo detalhes de naufrágio descoberto pelo homem que também encontrou o Titanic, Bob Ballard. A bordo do “Phoenicia” o primeiro desafio é navegar pelas águas infestadas de piratas da Somália, pelo estreito de Aden, em direção ao Kenya, e de lá descer todo continente negro até cruzar o temível Cabo da Boa Esperança. Esta Odisseia milenar vai levar a equipe a enfrentar tubarões brancos, tempestades e ondas de 20 metros de altura, e muitos outros desafios, antes de chegar à Síria, completando a circunavegação da África.
Roteiro do próximo filme do agente 007 James Bond? Não, apenas o roteiro da próxima viagem do casal Vera e Yuri Sanada, que terá inicio neste sábado, dia 22 de novembro de 2008. Acompanhe esta aventura ao vivo no site www.aventura.com.br, pelo link do Phoenicia Expedition, um projeto do Royal Geographicial Society para o Museu Britânico, com produção de imagens feita por brasileiros.
Primeiro episódio de 24 da série completa, disponível no Canal Sanada do Youtube.
Um navio construído segundo desenhos de tumbas antigas de três mil anos atrás, baseado em um naufrágio milenar descoberto entre o Líbano e Israel, enfrentando perigos como os piratas da Somália, tempestades em alto-mar, ondas de 20 metros de altura, águas onde habitam tubarões brancos, além dos desconfortos de um barco projetado milênios atrás, sem motor. Todo este esforço e sacrifício para provar que muito antes dos grandes navegadores portugueses, os Fenícios, inventores do alfabeto e do cristal, eram os verdadeiros senhores dos mares. Esta expedição arqueológica organizada por equipe inglesa mudará a forma como se conta a história da humanidade, e o barco será exposto no Museu Britânico em Londres em 2009/2010.
A bordo um navegador e cineasta brasileiro: Yuri Sanada, da Aventuras Produções.
A EXPEDIÇÃO CIENTÍFICA A expedição Phoenicia está em andamento desde 23 de agosto de 2008. O objetivo do projeto, elaborado pelo explorador inglês Phillip Beale, é provar que os fenícios, os maiores navegadores da antiguidade, tinham a habilidade de circunavegar a África, como relatado pelo historiador grego Heródoto. Assim, a viagem começou na Síria e vai terminar no mesmo lugar, e depois o barco segue para Inglaterra, onde será a atração de uma exposição especial sobre os Fenícios no Museu Britânico.
A embarcação, uma réplica idêntica de barco fenício de 600 AC construído na Síria, está neste momento no porto do Sudão. Nesta primeira parte do trajeto o barco teve o leme quebrado, e fez uma parada de emergência no porto de Berenice no Egito. Isto evidência as características cientificas do projeto, pois o desenho do barco é baseado em esquemas obtidos através dos milênios, em gravuras encontradas em paredes e pedras e em pedaços de naufrágios. A maior contribuição veio do achado do Dr. Robert Ballard, o explorador residente da National Geographic Society, o mesmo que descobriu o Titanic. Em 1999 o Dr. Ballard encontrou há 500 metros de profundidade dois navios fenícios carregando 10 toneladas de vinho cada um, naufragados 2700 anos atrás.
O site da expedição é www.phoenicia.org.uk, e tem link para satélite da posição do barco. A partir de novembro o progresso da expedição também poderá ser acompanhado pelo site www.aventura.com.br.
PARTICIPAÇÃO BRASILEIRA
A tripulação do Phoenicia é formada por ingleses, mas os produtores culturais brasileiros Vera e Yuri Sanada foram convidados a participar da expedição, por serem navegadores e pesquisadores das navegações fenícias. Eles lançaram em 2001 o livro “Braazi – A Odisséia da Frota Fenícia do Rei Salomão à Lendária Terra de Braazi, 3.000 Anos Atrás.”, pela editora Ediouro, sobre a lenda da visita dos fenícios ao Brasil, uma possibilidade que pretendem investigar mais profundamente em alguns anos.
O casal Sanada já esteve envolvido diretamente em outros projetos culturais e históricos, e expedições de aventura importantes para o Brasil. Como a Viagem Comemorativa Brasil 500 Anos, cooperando na coordenação e comunicação da frota de 39 veleiros que veio de Lisboa ao Rio de Janeiro, em 2000. E na expedição Braazi 800 AC, viajando pelo interior de São Paula ao Amazonas, em busca de evidências e lendas da presença Fenícia pelo Brasil. Com milhares de milhas navegadas, tendo morado a bordo de veleiro oceânico por mais de uma década, o casal mantém desde 1995 a produtora AVENTURAcomBR, tendo lançado produtos em diversos formatos. Festivais de cinema: FATU – Festival Brasileiro de Filmes de Aventura e Turismo (desde 2004), NIPO CINE BRASIL – Festival de Cinema Brasileiro no Japão (desde 2006) e Mostra de Cinema Paulistano em Tóquio (2008); documentários: Mundo Nikkei – Os Brasileiros do Outro Lado do Mundo, Soltando as Amarras, Braazi 800 a.C., Brasil via Atlântico, das séries para TV Rede de Aventuras (canal de São Paulo – TVA) e Nautimania (NET – Angra dos Reis); livros: Vídeo Digital (AxcelBooks), Como Viver a Bordo, De Carona Com o Vento (LPM), Histórias e Lendas do Descobrimento (Ediouro, premiado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil), do romance histórico Braazi (Ediouro, lançado com apoio da UNESCO) e do Sucesso nas Aventuras e nos Negócios (Termo Aventura); internet: o primeiro site de aventuras do Brasil, em www.aventura.com.br.
OS FENÍCIOS – INVENTORES DA GLOBALIZAÇÃO.
Os fenícios são os heróis desconhecidos da antiguidade, e mesmo sem sabermos estão presentes em nossa vida diária. Entre suas contribuições estão à invenção do sistema do alfabeto que nós usamos, os pergaminhos onde foi escrita a bíblia veio da cidade fenícia de Biblos, a descoberta da Estrela Polar, e os princípios básicos do comércio exterior e da globalização.
O livro “Braazi – A odisséia da frota fenícia do rei Salomão a lendária Terra de Braazi, 3.000 anos atrás.”, de Vera e Yuri Sanada, é um romance de ficção sobre a expedição dos Fenícios para a terra de Ofir, como relatado na Bíblia e em diversos outros documentos históricos. Esta viagem foi paga pelo rei Judeu Salomão, para obter os materiais preciosos e madeiras para a construção do Templo de Jerusalém. Ao longo do livro, os fenícios enfrentam seus inimigos mortais, os gregos, e chegam à costa do Brasil onde tem encontro com os nativos. Um relato de uma das maiores aventuras da antiguidade, que pode mesmo ter acontecido. Além do romance, o livro traz uma segunda parte apresentando os documentos que corroboram para esta teoria das visitações fenícias milhares de anos antes de Pedro Álvares Cabral.
Extraído do livro Braazi: QUEM FORAM OS FENÍCIOS?
O povo protagonista deste livro existiu de fato, e viveu entre os anos 1200a.C. e 332a.C, na região onde hoje se encontra o Líbano, mas tiveram colônias por todo Mediterrâneo, na costa africana, e possivelmente mais além. Eram chamados de Sedônios, ou canaanitas, que em hebraico significa mercadores, mas quando os gregos os encontraram passaram a chamá-los fenícios, ou phoenikes, que significa vermelho ou púrpura, devido ao rico comércio que faziam de tecidos tingidos com esta cor. Mais tarde os romanos transcreveram o grego phoinix para poenus, e os fenícios da colônia de Cartago foram chamados de púnicos.
Como na Fenícia nada havia a não ser madeira e mar, eles construíram barcos e neles viajaram. Por serem instaladas em regiões de passagem, suas cidades como Tiro, Sidon e Biblos, eram organizadas em cidades-estado independentes, sem um reino central. Embora pouco conhecidos fora dos meios acadêmicos, suas contribuições para a humanidade foram notáveis. As civilizações daquela época registravam sua história usando complicados símbolos, como os hieróglifos egípcios, mas os fenícios, desejosos de abrirem contato comercial com o mundo conhecido e além, logo perceberam que seria impossível ensinar milhares de caracteres a povos estrangeiros. Assim eles desenvolveram o conjunto de cerca de vinte e quatro símbolos, que viria a ser adotado por todo o mundo ocidental e que ficou conhecido como alfabeto fonético, em homenagem a eles. Por isto eles podem ter sido os verdadeiros inventores do conceito da Globalização. Comerciando eles fundaram diversas colônias pelo Mar Mediterrâneo, e desceram à costa africana. Também foram responsáveis por outros inventos ou aperfeiçoamentos, como o cristal, e a polinização de idéias entre os povos que visitavam. Hábeis artesões, eles dominavam a técnica de fazer o bronze, uma liga obtida com a mistura do cobre e do estanho, e contribuíram para o período da história que ficou conhecido com Idade do Bronze. Sua religião era complexa, e eles veneravam inúmeros deuses, alguns bons, outros maléficos.
Embora tenham sido os inventores do alfabeto, muito pouco de seus escritos foram deixados, por terem sido feitos em pergaminhos de fibras vegetais, que desapareceram com o tempo. Suas tradições chegaram até nós através de seus inimigos, como os gregos e romanos. A maior façanha de navegação registrada foi contada por um historiador grego famoso, Heródoto, que no século cinco a.C. escreveu sobre uma viagem encomendada pelo Faraó do Egito Necho II. Os fenícios contratados saíram de sua terra e navegarem para o sul, pelo Mar Vermelho, contornaram a África, e voltaram pelo Mar Mediterrâneo, num período de três anos. Por ser esta viagem de longa duração, eles teriam parado a cada outono, semeado a terra, esperado pela colheita, e só depois de reabastecidos, prosseguiam viagem. O historiador grego acabou sua narrativa desacreditando este feito, por um só motivo: os fenícios disseram que quando navegavam no sul da África, do leste para o oeste, o sol estava à sua direita. Somente muitos séculos mais tarde, quando os portugueses cruzaram a linha do equador, tal afirmação pode ser comprovada.
As cidades-estado foram dominadas em 724 a.C. pelos Assírios, e depois por Nabucodonozor por volta de 572 a.C. A cidade de Tiro só foi conquistada por Alexandre o Grande, em 332 a.C., marcando o fim desta civilização. As colônias distantes como Cartago resistiram até 146 a.C., quando os romanos os conquistaram nas guerras púnicas.
Mas muito antes disto eles podem ter vindo ao Brasil, como descrita pelo historiador Diodoro da Sicília, que falou de uma expedição que saiu da região da África próxima a Dacar, e seguiu para sudoeste até chegar à terra desconhecida além-mar, que pela descrição só podia ter sido o Brasil.
Acompanhe por aqui esta aventura e pelo site oficial da Expedição em http://www.phoenicia.org.uk. O barco sai dia 7 de novembro de Aden, na costa do Iêmen, Oriente Médio, onde Yuri embarca para ajudar na navegação e na captação das imagens em Alta Definição. De lá o roteiro leva o veleiro em direção a África do Sul, que promete ser um dos pontos mais emocionantes da Expedição.