Viva Aventuras, Viagens, Experiências Extraordinárias ao Redor do Mundo e Além! / Live Adventures, Travels, Extraordinary Experiences Around the World and Beyond!
Nosso projeto sobre naufrágios de navios escravagistas foi hoje primeira página do Washington Post! 9 meses depois de nosso projeto sobre o Rio Amazonas aparecer na primeira página de um dos mais importantes jornais americanos, aqui estamos novamente. Acreditamos que em dezembro passado localizamos no fundo do mar do Rio de Janeiro o último navio escravagista que desembarcou com sucesso africanos escravizados ao Brasil, em 1852.
O Brig Camargo era capitaneado pelo capitão americano Nathaniel Gordon, o único traficante de escravos, em 350 anos de escravidão africana, a ser executado por este crime contra a humanidade. Esta história revela o envolvimento norte-americano, especialmente de Nova Iorque, no comércio ilegal de escravos durante décadas.
Nossas pesquisas continuam e em maio próximo estaremos mergulhando lá novamente para tentar trazer à tona os segredos que esta embarcação esconde há mais de 200 anos, nas águas escuras da Baía de Bracuí.
Nossa expedição em busca dos navios que forçaram ao Brasil entrar na Segunda Guerra Mundial, em Sergipe, está listada no LOG do Explorers Club deste mês.
Aqui parte da equipe com tripulantes do barco Rumo Certo durante a buscas em Fevereiro de 2024. A equipe de campo é formada pelos professores Gilson Rambelli, Roberta Rosa, Jonas Santos, Alexandre Maia Caldeira, Luis Felipe Freire Santos, Gilberto Macedo e Vera & Yuri Sanada.
A busca continua mês que vem. As bandeiras do Explorers Club fizeram parte das mais famosas expedições da história, como chegada do homem na Lua, no cume do Everest, no Pólo Sul e Pólo Norte, nas profundesas da Fossa das Marianas, e outras conquistas.
SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS SUBAQUÁTICOS SÃO LOCALIZADOS E CADASTRADOS NO IPHAN
Os arqueólogos do Instituto AfrOrigens localizaram, na primeira semana de dezembro de 2023, dois sítios arqueológicos formados pelos restos de embarcações naufragadas, nas imediações da foz do Rio Bracuí, em Angra dos Reis, Rio de Janeiro, Brasil.
Esses sítios, formados pelos restos de naufrágios, foram devidamente registrados na plataforma de Cadastro de Sítios Arqueológicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como sendo os sítios arqueológicos “Bracuí 1” e “Bracuí 2”, e com isto eles passam a ser protegidos pela Legislação Federal – Lei nº 3.924, de 26 de julho de 1961, como sendo bens patrimoniais da União.
O Instituto AfrOrigens agora se prepara para, a partir do próximo ano, estudar sistematicamente esses sítios por meio da implantação de uma metodologia de escavação e registro arqueológico, buscando a catalogação de mais dados que corroborem para a identificação dos sítios arqueológicos e a sua participação em atividades ligadas ao tráfico transatlântico de africanos para a região.
Um dos sítios havia sido indicado pela tradição oral da comunidade quilombola Santa Rita do Bracuí, e nesta ocasião teve sua localização indicada em colaboração com pescadores da região, que conheciam a localização do naufrágio há muitas décadas e mencionavam que o local já foi vitimado tempos atrás por processos de pilhagens de mergulhadores locais.
O segundo sítio arqueológico foi localizado por imagens sonográficas e se encontra enterrado no fundo marinho da enseada do Bracuí.
Somente os estudos arqueológicos subaquáticos sistemáticos poderão confirmar se um deles corresponde ao navio escravagista Camargo, procedente dos Estados Unidos e trazendo africanos escravizados de Moçambique, cuja identificação e estudo é o principal objetivo deste projeto. O naufrágio ocorreu em 1852 de forma proposital, como estratégia de ocultamento da atividade clandestina do tráfico transatlântico de africanos, depois do desembarque na foz do rio Bracuí de aproximadamente 500 pessoas escravizadas procedentes de Moçambique.
A iniciativa do trabalho de pesquisa, arqueológico e histórico, conta com o apoio e a colaboração da rede internacional Slave Wrecks Project, sediada e coordenada pela Smithsonian National Museum of African American History and Culture com a George Washington University, da Universidade Federal Fluminense, da Universidade Federal de Sergipe e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com a comunidade remanescente quilombola Santa Rita do Bracuí.
O INSTITUTO AFRORIGENS
AfrOrigens é um grande projeto de Arqueologia sobre a Diáspora Africana no Brasil.
Durante centenas de anos, milhões de africanos foram escravizados e trazidos forçadamente ao Brasil em diferentes tipos de navios, de maneira desumana para servirem como mão de obra nos trabalhos que formaram a riqueza desta nação. Essa história é ainda muito pouco conhecida.
Este ambicioso projeto de pesquisa busca respostas para questões que ainda são silenciadas e, com isto, pretende trazer ao grande público, no Brasil e no exterior, o conhecimento sobre as viagens Atlânticas. Alguns dos naufrágios desses navios escravagistas representam a materialidade e a própria prova destes crimes contra a humanidade.
Muitos Quilombos, especialmente os situados no litoral do Rio de Janeiro, estão intimamente ligados a estes navios da morte. Com suas memórias, histórias e lutas pelo reconhecimento e titulação da terra, são parte fundamental de nossas pesquisas e projetos futuros.
Os dados obtidos pelo AfrOrigens serão disponibilizados para uso de outras instituições, como a Comissão da Verdade Sobre a Escravidão Negra no Brasil.
O Instituto AfrOrigens é um projeto de mapeamento da materialidade ligada a eventos diaspóricos do tráfico transatlântico de africanos e, consequentemente, se articula com estudos e agendas políticas de identificação, reconhecimento e reparação de crimes contra a humanidade.
Entendendo a Arqueologia como uma atividade que se constitui como uma ação política, reverberando em transformações no presente, buscamos desenvolver pesquisas arqueológicas de navios escravagistas em parceria com comunidades quilombolas, primando pela construção coletiva e democrática do conhecimento, através do protagonismo dos agentes sociais envolvidos e do diálogo permanente de saberes, por meio da integração de suas referências culturais (todas as suas manifestações) e suas dimensões políticas e contextos de significados.
Ao desenvolver projetos com esta temática no Brasil, estabelecemos um fórum de discussão entre os pesquisadores que atuam com o tema da Diáspora Africana no Brasil e no mundo, com ênfase nos aspectos teóricos e metodológicos das investigações levadas adiantes, pormenorizando particularidades específicas dos sítios arqueológicos formados por restos de embarcações escravagistas naufragadas e seus referidos contextos históricos, sociais e políticos.
Além dos aspectos referentes às interpretações arqueológicas, pretende-se divulgar ao grande público o conhecimento produzido, bem como discutir sobre a possibilidade de musealização dos bens culturais estudados, para o turismo subaquático in situ, ou permitir, por meio da documentação sistemática realizada, a reconstrução virtual dos restos dessas embarcações para os visitantes que não mergulham. Busca-se, assim a publicização e o envolvimento do público em geral com o Patrimônio Cultural Subaquático decorrente da Diáspora Africana.
Nosso objetivo é estimular o uso social do patrimônio cultural subaquático e sua sustentabilidade, considerando para isso a participação e o envolvimento das comunidades tradicionais locais, de forma que elas encontrem afinidades e identidades com esses patrimônios e com as pesquisas arqueológicas realizadas sobre eles. A participação das comunidades no projeto e nos seus desdobramentos poderá abrir novos caminhos de sustentabilidade, como a prestação de serviços nos sítios arqueológicos, na pesquisa e preservação, ou no desenvolvimento de ações ligadas ao turismo de base comunitária, dando visibilidade a sua história e sua luta por direitos e reconhecimento.
PARCEIROS DO INSTITUTO
Quilombo Santa Rita do Bracuí
Laboratório de Arqueologia de Ambientes Aquáticos – Universidade Federal de Sergipe
Laboratório de História Oral e Imagem – Universidade Federal Fluminense
Aventuras Produções e Edições Educativas Ltda.
Projeto Passados Presente – UFF, UNIRIO, UFRJ, Center for Latin American Studies CLAS PITTSBURGH
The Slave Wrecks Project
Smithsonian Institution National Museum of African American History and Culture
The George Washington University
Núcleo de Estudos de Cultura Material – Universidade do Estado do Rio de Janeiro
IMAS – Instituto de Memória e Ação Social
APOIADORES
NAUI – National Association of Underwater Instructors
Entrevista sobre nosso projeto Rio Amazonas do Gelo ao Mar, no Now This News, de New York. / Interview about our Amazon River Ice to Sea Project, on Now This News, New York.
Arqueólogos Subaquáticos, Oceanógrafos e Documentaristas, ao buscarem navios que colocaram o Brasil na Segunda Guerra mundial, encontram paraíso para mergulho no litoral de Sergipe.
Nesta reportagem do Jornal da Alese, de 17 de agosto de 2023: A Assembleia Legislativa de Sergipe, por meio da Escola do Legislativo, realizou ontem uma palestra sobre a importância dos eventos históricos ocorridos em Sergipe para a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial e a respeito das pesquisas arqueológicas que buscam resgatar essa história.
A HISTÓRIA
Todos sabem que a segunda guerra mundial foi um dos períodos mais dramáticos da história humana, com batalhas na Europa, África e na Ásia, de 1939 a 1945. Porém, pouca gente sabe que o Brasil também foi atacado, com centenas de vítimas fatais. Desde o começo do conflito o Brasil se manteve neutro, por insistência do Presidente Getúlio Vargas. Mas através da pressão dos Estados Unidos da América, o Brasil cortou relações diplomáticas com os países do Eixo. Apesar disto, o Presidente Vargas se recusava a entrar na guerra.
Tudo mudaria entre os dias 15 e 16 de agosto de 1942, quando o submarino alemão U-507 covardemente torpedeou e afundou os navios mercantes brasileiros Baependi, Araraquara e Aníbal Benévolo, entre a Bahia e Sergipe, causando mais de 550 mortes. A partir da manhã seguinte, centenas de corpos dos naufragados foram chegando as praias sergipanas. Agora era inevitável. O território brasileiro havia sido atacado. Através de grande comoção popular e massiva cobertura de imprensa, o presidente Vargas teve que declarar guerra contra a Alemanha. Isto afetou o resultado da guerra, pois o Brasil se tornou uma base valiosa no Atlântico Sul, e os recursos brasileiros começaram a suprir os exércitos aliados. Sem o apoio do Brasil, o resultado da guerra poderia ter sido outro. Mas sobre a noite que fez o Brasil entrar na grande guerra, que verdadeiramente mudou o rumo da história, pouco se sabe.
Em busca de respostas a este grande mistério, um grupo de arqueólogos subaquáticos, historiadores, oceanógrafos, navegadores e cineastas se juntou para pesquisar os segredos da Segunda Guerra Submarina…
A BUSCA PELOS NAUFRÁGIOS
Com o suporte do Ministério Público Federal de Sergipe o projeto teve início no mar com as pesquisas geofísicas. Orientados pela historiadora e arqueóloga Roberta Rosa e pelo arqueólogo subaquático Gilson Rambelli do Laboratório de Arqueologia de Ambientes Aquáticos da Universidade Federal de Sergipe as buscas tiveram início. O objetivo do oceanógrafo Jonas Santos e do navegador Alexandre Maia Caldeira era encontrar evidências dos naufrágios que foram afundados pelo U-507.
Após exaustiva busca por extensa área do litoral, alguns alvos potenciais foram finalmente identificados, que poderia ser os naufrágios do Baependi e do Aníbal Benévolo. A segunda fase do projeto foi então colocada em andamento. Juntaram-se a equipe o arqueólogo subaquático Luis Felipe Freire Dantas Santos e os documentaristas e mergulhadores Vera e Yuri Sanada.
De posse das coordenadas geográficas, a equipe saiu de Aracaju no meio do inverno, época em que o mar é muito revolto e as condições para mergulho pouco recomendáveis. Porém era consenso que este mergulho era muito importante nesta altura do projeto, para identificar as condições na área onde os alvos foram encontrados, e possibilitar o planejamento das próximas fases da pesquisa. Após algumas horas navegando em péssimas condições de mar, eles chegaram a área de um dos possíveis alvos. Felipe e Yuri iniciaram a descida, e a 27 metros de profundidade encontraram condições muito agradáveis. Eles realizaram padrões de buscas, no curto tempo permitido a esta profundidade. Esta é uma região pouco explorada, pois sem projetos comerciais sendo executados ali, talvez apenas pescadores já visitaram a área. Para surpresa dos mergulhadores, o lugar se revelou de beleza e riqueza impressionantes, com pouca correnteza, vida marinha abundante, e portanto com grande potencial para turismo subaquático. Infelizmente na superfície as condições atmosféricas pioraram, o que fez com que a operação não pudesse continuar. A terceira etapa das pesquisas, com novas sondagens em busca de posicionamento mais preciso dos naufrágios está em planejamento, o que será seguido por mergulhos de identificação dos alvos. Isto será realizado no verão, quando as condições de mar devem serão bem mais agradáveis.
O PROJETO
Outro aspecto deste projeto que também é muito importante é que ele só foi possível pela parceria celebrada entre o poder público, as instituições de pesquisa e o setor privado. Acompanhe as novas etapas do projeto que trará a tona os detalhes deste episódio da história brasileira pouco conhecida, que colocou o Brasil na Segunda Guerra mundial, e mudou o rumo da história da humanidade.
Neste sábado, 5 de Agosto, às 14 horas na sala 05 do Hangar Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém do Pará, palestra com Vera e Yuri Sanada sobre o projeto Rio Amazonas do Gelo ao Mar e sobre o Insituto AfrOrigens, no evento Diálogos Amazônicos.
Este evento é o preparatório para o encontro dos presidentes dos países Amazônicos, na mesma, semana, de 8 a 9 de Agosto.
Idealizadores do projeto Rio Amazonas Gelo ao Mar, que foi capa do Jornal Washington Post em junho e viralizou em jornais do mundo todo, estarão em Belém para os Diálogos Amazônicos da Cúpula da Amazônia e inspeções nos locais da expedição
Idealizadores do Projeto “Rio Amazonas do Gelo ao Mar”, Yuri e Vera Sanada, estarão em Belém a partir do dia 4 de agosto para inspecionar os locais da expedição no Pará onde serão realizados os eventos e participar dos Diálogos Amazônicos da Cúpula da Amazonia. O projeto, que tem apoio da Clean Seas Campaign e da Earth Odissey e de embaixadores como Tapi Yawalapti, cacique da Etnia Yawalapti do Xingu e a documentarista Celine Cousteau, entre outros, foi capa do Jornal Washington Post em junho e viralizou em jornais do mundo todo. Pela primeira vez, uma equipe profissional de produtores audiovisuais percorrerá toda a extensão do Rio Amazonas a bordo de barcos movidos a energia solar e a pedal, construídos com bioresina e fibras naturais. Yuri Sanada, CEO da Aventuras Produções, acredita que essa viagem pelo Rio Amazonas seja muito mais do que um estudo para ver se ele é mesmo o maior rio do mundo. ‘’Nosso objetivo é defender o uso de energias limpas, reduzir a poluição das águas e, claro, também checar se o Amazonas é o maior rio do mundo, tanto em extensão territorial quanto em volume de água’’, explica o membro do exclusivo Explorers Club de Nova Iorque, do qual fazem parte empresários de sucesso como Elon Musk e Jeff Bezos, além de astronautas e cientistas.
A experiência será documentada para confirmar se o Rio Amazonas é o maior do mundo, tanto em extensão territorial quanto em volume de água. Segundo os ambientalistas, caso confirmem que o Rio Amazonas é, de fato, o maior do planeta, desbancando o Rio Nilo, no Egito, a descoberta irá mudar os livros de geografia no mundo. O casal Sanada possui décadas de experiências em projetos realizados ao redor do planeta, em parceria com entidades reconhecidas internacionalmente, como as expedições que fizeram em uma réplica de um barco fenício do ano 600 a.C., que navegou ao redor da África e através do Oceano Atlântico, e que agora terá um museu dedicado a ele no Rio Mississippi, nos EUA. Ambos também são responsáveis pela produção do primeiro e único filme IMAX brasileiro, o multipremiado Amazon Adventure 3D, exibido em 40 países.
Entre outros projetos, eles são cofundadores do Instituto AfrOrigens, que investiga o caso do naufrágio do navio Camargo, na Baía da Ilha Grande, no Rio de Janeiro, que trouxe cerca de 500 africanos escravizados de Moçambique para o Brasil em 1852, quando o tráfico já havia sido tornado ilegal. Afundado criminosamente por seu capitão, Nathaniel Gordon, é parte de um documentário que está sendo produzido pela Aventuras e servirá de base para o longa- metragem “Blackbirder”, a ser produzido em coprodução com os Estados Unidos. O projeto conta com a colaboração da Universidade Federal Fluminense e integra as ações do “Slave Wrecks Project”, do Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana do Instituto Smithsonian, nos EUA.
Mais informações sobre a parte do Pará no projeto Rio Amazonas do Gelo ao Mar: http://www.amazonadventure.org
O projeto Rio Amazonas do Gelo ao Mar, da Aventuras Produções, foi publicado na primeira página do jornal Washington Post, um dos periódicos mais respeitados do mundo.
Is the Amazon river longer than the Nile? A team of international explorers are planning a voyage down the entire Amazon river to document its geography and biodiversity. Lead by Brazilian explorer Yuri Sanada, the team will kayak the entire river next spring—something that has been done fewer than 10 times in history.
Nesta segunda 12 de junho 2023 o jornal Washington Post da capital americana publicou um artigo sobre nosso projeto futuro no Rio Amazonas.
Com o título “O Nilo é o rio mais longo do mundo? O Amazonas gostaria de uma palavra.” o artigo traz a pesquisa a ser realizada pela Aventuras Produções no projeto Rio Amazonas do Gelo ao Mar. Saiba mais clicando aqui.
¨Em busca do navio escravagista no Rio¨ é a chamada para a matéria veiculada na primeira página do Jornal O Estado de São Paulo hoje, domingo, 22 de fevereiro. Foram duas páginas sobre o trabalho da equipe da Aventuras Produções, liderada pelos documentaristas e mergulhadores Vera e Yuri Sanada, que atuam em parceria com um grupo de arqueólogos, historiadores e integrantes do Quilombo Santa Rita do Bracuí, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.
A história da busca do brigue Camargo será contada no documentário Blackbirder, a ser realizado pela equipe da produtora, com base no livro do escritor americano Ron Sodalter, ¨Hanging Captain Gordon¨, ainda não traduzido para o português. Com roteiro do próprio autor da obra, do roteirista Rafael Peixoto e do idealizador do projeto AfroOrigens, Yuri Sanada. ¨O capitão Gordon é um personagem importante tanto para o Brasil quanto para os Estados Unidos. Há mais de dez anos tenho vontade de contar essa história, de fazer um filme sobre o último navio negreiro a aportar no Brasil e o único traficante de escravos condenado e enforcado¨, destacou Sanada ao Estadão. Quem quiser saber mais, pode ler a matéria no jornal, o livro ou ainda o site www.afrorigens.com.br.
Um dream team de arqueólogos, mergulhadores, professores, historiadores, produtores audiovisuais e educadores trabalha na busca do navio escravagista Camargo, que naufragou em 1852, em Angra dos Reis. É um resgate histórico que conta com a participação de diversos membros do Quilombo Santa Rita do Bracuí, localizado na cidade, que mantiveram esta história viva por tradição oral por 170 anos.
Participam das buscas a equipe da Aventuras Produções, com participação direta dos mergulhadores Vera e Yuri Sanada; Gilson Rambelli, Doutor em Arqueologia Subaquática, Instrutor de Mergulho NAUI, autor de artigos científicos e alguns livros, pioneiro da Arqueologia Subaquática no Brasil, Professor da Universidade Federal de Sergipe, coordenador científico geral do projeto e do Laboratório de Arqueologia de Ambientes Aquáticos (LAAA); Luis Felipe Freire Dantas Santos, Bacharel em História, Doutor em Arqueologia, Especialista em Cinema e Linguagem Audiovisual, mergulhador científico e coordenador das atividades subaquáticas; Julio Cesar da Silva Marins – Bacharel em Arqueologia e coordenador das pesquisas sobre o naufrágio do Camargo; Martha Abreu, Professora, Historiadora, professora titular do Programa de Pós-Graduação em História e do Instituto de História da UFF, pesquisadora do LABHOI/UFF e coordenadora dos trabalhos de História do projeto e Marilda Sousa, liderança do Quilombo Santa Rita do Bracuí, Educadora e Mestre dos Saberes Tradicionais, entre muitos outros envolvidos direta ou indiretamente.
A busca pelo naufrágio do brig Camargo é parte do documentário que a Aventuras Produções está em busca de captação de recursos com importantes parceiros internacionais. O documentário contará a história do único traficante de escravos condenado e enforcado no mundo, o capitão americano Nathaniel Gordon, executado em 1862, nos Estados Unidos.
A mesma história será abordada no longa-metragem narrativo BLACKBIRDER, que contará como o capitão Gordon se tornou um símbolo da luta do presidente americano Abraham Lincoln para terminar com o tráfico ilegal de escravizados por seus conterrâneos. Este filme é muito significativo para o momento em que o mundo está vivendo, com diversos movimentos nacionais e internacionais em luta por mais igualdade e justiça racial.
Nathaniel Gordon se tornou capitão do mar e se envolveu no comércio ilegal de seres humanos negros. Embora a escravidão ainda fosse legal nos Estados Unidos, era proibido levar escravos da África para as Américas e os americanos se envolverem com esta prática nefasta em qualquer lugar do mundo. No entanto, a maioria dos navios negreiros era financiada e navegava a partir de Nova York, o centro não-oficial de escravidão nas Américas. Como muitos outros capitães americanos, Gordon ganhava a vida navegando para a África com objetivo de contrabandear nativos para Cuba ou Brasil. Em sua primeira viagem, em 1851, ele roubou o navio Camargo e navegou para Moçambique para trazer 500 africanos para o Rio de Janeiro.
Depois de descarregar sua triste carga, o capitão Gordon afundou o navio e se vestiu de mulher para fugir para Nova York. Nessa época, o jovem Abraham Lincoln começou a se envolver na política americana, o que o levaria a concorrer à presidência anos depois. Depois de mais algumas viagens, Gordon foi capturado na costa da África, comandando o navio negreiro Erie com 970 africanos a bordo, e levado para Nova York. Embora contra a lei por décadas nos Estados Unidos, nenhum traficante de escravos havia sido punido severamente, uma vez que grande parte da economia de Nova York e dos estados do sul dependia do trabalho escravo. Como o governo era corrupto, o capitão Gordon tinha certeza de que seria libertado em breve, mas algo inédito aconteceu. Abraham Lincoln tornou-se presidente dos Estados Unidos e declarou que acabaria com o tráfico de pessoas de uma vez por todas.
Uma batalha legal suja ocorreu, enquanto os ricos comerciantes de Nova York que investiam em escravos sentiam seus impérios ameaçados. Uma vítima dessa situação foi Elizabeth, a jovem esposa do capitão Gordon, que não sabia nada sobre suas atividades ilegais, e, de repente, foi arrastada para esse pesadelo. Embora tivesse repulsa por seus atos, ela permaneceu fiel ao marido, tentando encontrar um caminho para sua liberdade. Apesar de tudo isso, Gordon se tornou o primeiro e único comerciante de escravos condenado e enforcado nos Estados Unidos, talvez no mundo. Isso mudou o jogo na luta contra a injustiça racial. Através da vida de Lincoln, Gordon e Elizabeth, esta história põe em cheque o triste período da história americana até a trágica Guerra Civil. Será um filme forte, alinhado às tendências revisionistas de Hollywood. O longa-metragem é reforçado pelas pesquisas arqueológicas e históricas que trarão à tona a história do brigue Camargo.
Participe dessa inovadora expedição como investidor ou patrocinador! Entre em contato com a nossa equipe!
Quando o Projeto Rio Amazonas do Gelo ao Mar foi idealizado, a equipe da Aventuras Produções buscou uma solução para percorrer o maior rio em volume de água do mundo sem muito impacto, evitando o uso de combustível fóssil. Yuri Sanada, CEO da produtora, desenvolveu uma bicicleta náutica, a Nauticleta, para pedalar na Represa Jaguari, em Joanópolis, onde vive. Estava aí uma ideia, mas percorrer os 7.000 km do Rio Amazonas pedalando não seria uma tarefa fácil e levaria muito mais tempo do que o previsto. E por que não colocar um motor? Melhor ainda, um motor solar, de baixo custo, prático e sem impacto ao meio ambiente.
Foi aí que surgiu o projeto do Guaraci, barco movido a pedal e motor solar. Esse modelo de embarcação tem a praticidade do pedal e a economia de combustível, por ser solar, perfeito para as comunidades ribeirinhas, que utilizam o transporte náutico no seu dia a dia, até mesmo para ir à escola, e, com uma enorme vantagem, sem impacto ambiental.
Yuri Sanada na Nauticleta, bicicleta náutica 100% construída na Aventuras Produções.
O protótipo está sendo desenvolvido pela Aventuras Produções e por voluntários como professores e alunos da FATEC de Jaú, a Pedal Sustentável, de José Carlos Armelindo, Oliver Ilg da Sterling Yachts, entre outros parceiros. O motor elétrico está em fase de testes e o barco sendo construído. Até junho os testes serão iniciados e as pessoas poderão experimentar essa tecnologia inovadora.
A convite da George Washington University, a Aventuras Produções acaba de participar da conferência anual da Society for Historical Archaeology, realizada em Lisboa, Portugal. A empresa foi representada pelo CEO Yuri Sanada, que acompanhou os arqueólogos Julio César Marins e Gilson Rambelli, do Laboratório de Arqueologia de Ambientes Aquáticos da Universidade Federal de Sergipe (LAAA-UFS).
Yuri Sanada, Julio César Marins e Gilson Rambelli.
A produtora trabalha com historiadores, mergulhadores arqueológicos e integrantes do Quilombo Santa Rita do Bracuí, em Angra dos Reis, em uma pesquisa inédita sobre embarcações escravagistas que trouxeram, ilegalmente, 700 mil negros ao Brasil, mesmo após a libertação.
Reitoria Universidade NOVA de Lisboa.
O Instituto AfrOrigens, como está sendo chamado, surgiu a partir da história do capitão Nathaniel Gordon, único americano enforcado por ter sido escravagista, enredo do filme BlackBirder http://produtora.aventura.com.br/black-birder em negociações internacionais. Seja um investidor ou patrocinador de nossos projetos!
Dia 2 de janeiro, já começando a trabalhar nos projetos que amamos.
Viajando para Lisboa para participar da conferência anual da Society for Historical Archaeology: https://sha.org/conferences/.
Vamos apresentar um trabalho junto com o professor Gilson Rambelli, considerado o pioneiro da Arqueologia subaquática no Brasil, e o pós-graduando Julio Cesar Marins, e participar de reuniões com o Smithsonian Institution: https://www.si.edu/ e Slaves Wreck Project: https://nmaahc.si.edu/explore/initiatives/slave-wrecks-project.
Vendo o relator Aldo Rebelo defendendo o corte da mata ciliar em entrevista, lembrou a ficção (?) científica Silent Running, dos anos 70. Aldo dizia que os ambientalistas e o governo não acham prioritário produzir alimentos, pois defendem a preservação de parte das matas ciliares e reserva legal nas propriedades rurais. Por esta linha de raciocínio, posto no papel ou planilhas financeiras, de fato cortar todas as árvores é vantajoso.
O filme Silent Running é uma previsão do que pode acontecer se seguirmos esta trilha. No futuro próximo, as últimas florestas estão em órbita, pois todo terreno na Terra foi cortado para virar pasto e plantações. Ai o governo manda explodir as árvores pois o projeto era anti-econômico.
Vejam o filme e comparem com esta votação que deve acontecer na semana que vem. É o futuro acontecendo agora!
Para quem quiser fazer algo, entrem no site SOS Florestas e registre sua indignação com o facebook da marcha virtual.
PV lista 12 pontos controversos em proposta de Código Florestal
Marcos Chagas
De posse do novo texto do projeto de lei do novo Código Florestal desde o fim da tarde de segunda-feira (2), a bancada do Partido Verde (PV) detectou uma série de “pontos críticos” que podem comprometer os avanços conquistados pelos ambientalistas, desde que a primeira versão da proposta foi apresentada pelo relator Aldo Rebelo (PCdoB-SP).
O PV contesta, entre outros pontos, a liberação da pecuária extensiva em topos de morros, acima de 1,8 mil metros de altitude; a retirada do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) do poder de regulamentar as áreas de proteção permanente (APPs); a mudança no cálculo de todas as propriedades para definição do percentual de Reserva Legal.
Agora, com algumas dessas “pegadinhas” mapeadas, os verdes querem adiar a votação e negociar com os partidos e o governo um texto que estabeleça uma política nacional para as florestas brasileiras, afirmou a ex-senadora Marina Silva.
O deputado José Sarney Filho (PV-MA) divulgou pelo menos 12 pontos já levantados que serão apresentados ao ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, e ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS). A reunião com Palocci ocorre neste momento no Palácio do Planalto. O encontro com Marco Maia, a princípio, está agendado para as 17 horas de hoje.
Veja a seguir os 12 pontos críticos apontados pelo PV no texto do novo Código Florestal:
1) Considerar como consolidados desmatamentos ilegais ocorridos até julho de 2008 (Artigo 3º, inciso III);
2) Permitir a consolidação de uso de areas de proteção permanentes (APPs) de rios de até 10 metros de largura, reduzindo a APP de 30 para 15 metros irrestritamente, para pequenas, médias e grandes propriedades;
3) Permitir autorização de desmatamento dada por órgãos municipais. O PV considera que, caso isso seja feito, colocará em risco, principalmente, áreas da Amazônia.
4) Permitir a exploração de espécie florestal em extinção, por exemplo, a Araucária, hoje vetada pela Lei da Mata Atlântica;
5) Dispensar de averbação a Reserva Legal no cartório de imóveis;
6) Criar a figura do manejo “agrosilvopastoril” de Reserva Legal. Agora, o manejo de boi será pemitido em Reservas Legais;
7) Ignorar a diferença entre agricultor familiar e pequeno proprietário estendendo a este flexibilidades cabíveis aos agricultores familiares;
8 ) Retirar quatro módulos fiscais da base de cálculo de todas as propriedades (inclusive médias e grandes) para definição do percentual de Reserva Legal. Isso, no entender do PV, significa milhões de hectares que deixariam de ser considerados Reserva Legal;
9) Permitir a pecuária extensiva em topos de morros, montanhas, serras, bordas de tabuleiros, chapadas e acima de 1,8 mil metros de altitude;
10) Ao retirar do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) o poder de regulamentar as APPs retirou-se, também, a proteção direta aos manguezais. Utilidade pública e interesse social deixam de ser debatidos com a sociedade no Conama;
11) Abrir para decreto – sem debate – a definição do rol de atividades “de baixo impacto” para permitir a ocupação de APP, sem discussão com a sociedade;
12) Definir de interesse social qualquer produção de alimentos, por exemplo a monocultura extensiva, para desmatamento em APP. Segundo o PV, isso permitiria o desmatamento em qualquer tipo de APP.