Nosso projeto na primeira página do Washington Post.

Nosso projeto sobre naufrágios de navios escravagistas foi hoje primeira página do Washington Post! 9 meses depois de nosso projeto sobre o Rio Amazonas aparecer na primeira página de um dos mais importantes jornais americanos, aqui estamos novamente. Acreditamos que em dezembro passado localizamos no fundo do mar do Rio de Janeiro o último navio escravagista que desembarcou com sucesso africanos escravizados ao Brasil, em 1852.

O Brig Camargo era capitaneado pelo capitão americano Nathaniel Gordon, o único traficante de escravos, em 350 anos de escravidão africana, a ser executado por este crime contra a humanidade. Esta história revela o envolvimento norte-americano, especialmente de Nova Iorque, no comércio ilegal de escravos durante décadas.

Nossas pesquisas continuam e em maio próximo estaremos mergulhando lá novamente para tentar trazer à tona os segredos que esta embarcação esconde há mais de 200 anos, nas águas escuras da Baía de Bracuí.

Prossegue a Expedição em buscas dos naufrágios que forçaram ao Brasil a entrar na Segunda Guerra Mundial.

Nossa expedição em busca dos navios que forçaram ao Brasil entrar na Segunda Guerra Mundial, em Sergipe, está listada no LOG do Explorers Club deste mês.

Aqui parte da equipe com tripulantes do barco Rumo Certo durante a buscas em Fevereiro de 2024. A equipe de campo é formada pelos professores Gilson Rambelli, Roberta Rosa, Jonas Santos, Alexandre Maia Caldeira, Luis Felipe Freire Santos, Gilberto Macedo e Vera & Yuri Sanada.

A busca continua mês que vem. As bandeiras do Explorers Club fizeram parte das mais famosas expedições da história, como chegada do homem na Lua, no cume do Everest, no Pólo Sul e Pólo Norte, nas profundesas da Fossa das Marianas, e outras conquistas.

SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS SUBAQUÁTICOS SÃO LOCALIZADOS E CADASTRADOS NO IPHAN

INSTITUTO AFRORIGENS

BOLETIM DE INFORMAÇÃO À IMPRENSA E À COMUNIDADE

Data: 18 de dezembro de 2023

SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS SUBAQUÁTICOS SÃO LOCALIZADOS E CADASTRADOS NO IPHAN

Os arqueólogos do Instituto AfrOrigens localizaram, na primeira semana de dezembro de 2023, dois sítios arqueológicos formados pelos restos de embarcações naufragadas, nas imediações da foz do Rio Bracuí, em Angra dos Reis, Rio de Janeiro, Brasil.

Esses sítios, formados pelos restos de naufrágios, foram devidamente registrados na plataforma de Cadastro de Sítios Arqueológicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como sendo os sítios arqueológicos “Bracuí 1” e “Bracuí 2”, e com isto eles passam a ser protegidos pela Legislação Federal – Lei nº 3.924, de 26 de julho de 1961, como sendo bens patrimoniais da União.

O Instituto AfrOrigens agora se prepara para, a partir do próximo ano, estudar sistematicamente esses sítios por meio da implantação de uma metodologia de escavação e registro arqueológico, buscando a catalogação de mais dados que corroborem para a identificação dos sítios arqueológicos e a sua participação em atividades ligadas ao tráfico transatlântico de africanos para a região.

Um dos sítios havia sido indicado pela tradição oral da comunidade quilombola Santa Rita do Bracuí, e nesta ocasião teve sua localização indicada em colaboração com pescadores da região, que conheciam a localização do naufrágio há muitas décadas e mencionavam que o local já foi vitimado tempos atrás por processos de pilhagens de mergulhadores locais.

O segundo sítio arqueológico foi localizado por imagens sonográficas e se encontra enterrado no fundo marinho da enseada do Bracuí.

Somente os estudos arqueológicos subaquáticos sistemáticos poderão confirmar se um deles corresponde ao navio escravagista Camargo, procedente dos Estados Unidos e trazendo africanos escravizados de Moçambique, cuja identificação e estudo é o principal objetivo deste projeto. O naufrágio ocorreu em 1852 de forma proposital, como estratégia de ocultamento da atividade clandestina do tráfico transatlântico de africanos, depois do desembarque na foz do rio Bracuí de aproximadamente 500 pessoas escravizadas procedentes de Moçambique.

A iniciativa do trabalho de pesquisa, arqueológico e histórico, conta com o apoio e a colaboração da rede internacional Slave Wrecks Project, sediada e coordenada pela Smithsonian National Museum of African American History and Culture com a George Washington University, da Universidade Federal Fluminense, da Universidade Federal de Sergipe e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com a comunidade remanescente quilombola Santa Rita do Bracuí.

O INSTITUTO AFRORIGENS

AfrOrigens é um grande projeto de Arqueologia sobre a Diáspora Africana no Brasil.

Durante centenas de anos, milhões de africanos foram escravizados e trazidos forçadamente ao Brasil em diferentes tipos de navios, de maneira desumana para servirem como mão de obra nos trabalhos que formaram a riqueza desta nação. Essa história é ainda muito pouco conhecida.

Este ambicioso projeto de pesquisa busca respostas para questões que ainda são silenciadas e, com isto, pretende trazer ao grande público, no Brasil e no exterior, o conhecimento sobre as viagens Atlânticas. Alguns dos naufrágios desses navios escravagistas representam a materialidade e a própria prova destes crimes contra a humanidade.

Muitos Quilombos, especialmente os situados no litoral do Rio de Janeiro, estão intimamente ligados a estes navios da morte. Com suas memórias, histórias e lutas pelo reconhecimento e titulação da terra, são parte fundamental de nossas pesquisas e projetos futuros.

Os dados obtidos pelo AfrOrigens serão disponibilizados para uso de outras instituições, como a Comissão da Verdade Sobre a Escravidão Negra no Brasil.

O Instituto AfrOrigens é um projeto de mapeamento da materialidade ligada a eventos diaspóricos do tráfico transatlântico de africanos e, consequentemente, se articula com estudos e agendas políticas de identificação, reconhecimento e reparação de crimes contra a humanidade.

Entendendo a Arqueologia como uma atividade que se constitui como uma ação política, reverberando em transformações no presente, buscamos desenvolver pesquisas arqueológicas de navios escravagistas em parceria com comunidades quilombolas, primando pela construção coletiva e democrática do conhecimento, através do protagonismo dos agentes sociais envolvidos e do diálogo permanente de saberes, por meio da integração de suas referências culturais (todas as suas manifestações) e suas dimensões políticas e contextos de significados.

Ao desenvolver projetos com esta temática no Brasil, estabelecemos um fórum de discussão entre os pesquisadores que atuam com o tema da Diáspora Africana no Brasil e no mundo, com ênfase nos aspectos teóricos e metodológicos das investigações levadas adiantes, pormenorizando particularidades específicas dos sítios arqueológicos formados por restos de embarcações escravagistas naufragadas e seus referidos contextos históricos, sociais e políticos.

Além dos aspectos referentes às interpretações arqueológicas, pretende-se divulgar ao grande público o conhecimento produzido, bem como discutir sobre a possibilidade de musealização dos bens culturais estudados, para o turismo subaquático in situ, ou permitir, por meio da documentação sistemática realizada, a reconstrução virtual dos restos dessas embarcações para os visitantes que não mergulham. Busca-se, assim a publicização e o envolvimento do público em geral com o Patrimônio Cultural Subaquático decorrente da Diáspora Africana.

Nosso objetivo é estimular o uso social do patrimônio cultural subaquático e sua sustentabilidade, considerando para isso a participação e o envolvimento das comunidades tradicionais locais, de forma que elas encontrem afinidades e identidades com esses patrimônios e com as pesquisas arqueológicas realizadas sobre eles. A participação das comunidades no projeto e nos seus desdobramentos poderá abrir novos caminhos de sustentabilidade, como a prestação de serviços nos sítios arqueológicos, na pesquisa e preservação, ou no desenvolvimento de ações ligadas ao turismo de base comunitária, dando visibilidade a sua história e sua luta por direitos e reconhecimento.

PARCEIROS DO INSTITUTO

Quilombo Santa Rita do Bracuí

Laboratório de Arqueologia de Ambientes Aquáticos – Universidade Federal de Sergipe

Laboratório de História Oral e Imagem – Universidade Federal Fluminense

Aventuras Produções e Edições Educativas Ltda.

Projeto Passados Presente – UFF, UNIRIO, UFRJ, Center for Latin American Studies CLAS PITTSBURGH

The Slave Wrecks Project

Smithsonian Institution National Museum of African American History and Culture

The George Washington University

Núcleo de Estudos de Cultura Material – Universidade do Estado do Rio de Janeiro

IMAS – Instituto de Memória e Ação Social

APOIADORES

NAUI – National Association of Underwater Instructors

Aquamaster Centro de Mergulho

Marina Porto Frade

The Explorers Club

Witness.org

Contatos pelo website do instituto: www.afrorigens.com.br

Palestra sobre a Expedição Rio Amazonas do Gelo ao Mar – Soluções de Eletromobilidade imediata e acessível para povos indígenas e populações ribeirinhas da Amazônia.

Neste sábado, 5 de Agosto, às 14 horas na sala 05 do Hangar Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém do Pará, palestra com Vera e Yuri Sanada sobre o projeto Rio Amazonas do Gelo ao Mar e sobre o Insituto AfrOrigens, no evento Diálogos Amazônicos.

Este evento é o preparatório para o encontro dos presidentes dos países Amazônicos, na mesma, semana, de 8 a 9 de Agosto.

Entrada livre mediante credenciamento no site do evento: https://www.gov.br/secretariageral/pt-br/assuntos/dialogosamazonicos

Idealizadores do projeto Rio Amazonas Gelo ao Mar, que foi capa do Jornal Washington Post em junho e viralizou em jornais do mundo todo, estarão em Belém para os Diálogos Amazônicos da Cúpula da Amazônia e inspeções nos locais da expedição

Idealizadores do Projeto “Rio Amazonas do Gelo ao Mar”, Yuri e Vera Sanada, estarão em Belém a partir do dia 4 de agosto para inspecionar os locais da expedição no Pará onde serão realizados os eventos e participar dos Diálogos Amazônicos da Cúpula da Amazonia. O projeto, que tem apoio da Clean Seas Campaign e da Earth Odissey e de embaixadores como Tapi Yawalapti, cacique da Etnia Yawalapti do Xingu e a documentarista Celine Cousteau, entre outros, foi capa do Jornal Washington Post em junho e viralizou em jornais do mundo todo. Pela primeira vez, uma equipe profissional de produtores audiovisuais percorrerá toda a extensão do Rio Amazonas a bordo de barcos movidos a energia solar e a pedal, construídos com bioresina e fibras naturais. Yuri Sanada, CEO da Aventuras Produções, acredita que essa viagem pelo Rio Amazonas seja muito mais do que um estudo para ver se ele é mesmo o maior rio do mundo. ‘’Nosso objetivo é defender o uso de energias limpas, reduzir a poluição das águas e, claro, também checar se o Amazonas é o maior rio do mundo, tanto em extensão territorial quanto em volume de água’’, explica o membro do exclusivo Explorers Club de Nova Iorque, do qual fazem parte empresários de sucesso como Elon Musk e Jeff Bezos, além de astronautas e cientistas.

A experiência será documentada para confirmar se o Rio Amazonas é o maior do mundo, tanto em extensão territorial quanto em volume de água. Segundo os ambientalistas, caso confirmem que o Rio Amazonas é, de fato, o maior do planeta, desbancando o Rio Nilo, no Egito, a descoberta irá mudar os livros de geografia no mundo. O casal Sanada possui décadas de experiências em projetos realizados ao redor do planeta, em parceria com entidades reconhecidas internacionalmente, como as expedições que fizeram em uma réplica de um barco fenício do ano 600 a.C., que navegou ao redor da África e através do Oceano Atlântico, e que agora terá um museu dedicado a ele no Rio Mississippi, nos EUA. Ambos também são responsáveis pela produção do primeiro e único filme IMAX brasileiro, o multipremiado Amazon Adventure 3D, exibido em 40 países.

Entre outros projetos, eles são cofundadores do Instituto AfrOrigens, que investiga o caso do naufrágio do navio Camargo, na Baía da Ilha Grande, no Rio de Janeiro, que trouxe cerca de 500 africanos escravizados de Moçambique para o Brasil em 1852, quando o tráfico já havia sido tornado ilegal. Afundado criminosamente por seu capitão, Nathaniel Gordon, é parte de um documentário que está sendo produzido pela Aventuras e servirá de base para o longa- metragem “Blackbirder”, a ser produzido em coprodução com os Estados Unidos. O projeto conta com a colaboração da Universidade Federal Fluminense e integra as ações do “Slave Wrecks Project”, do Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana do Instituto Smithsonian, nos EUA. 

Mais informações sobre a parte do Pará no projeto Rio Amazonas do Gelo ao Mar: http://www.amazonadventure.org

Projetos de Aventura em prol das Ciências e Meio Ambiente, palestra Vera e Yuri Sanada na PUC-RIO.

Vera e Yuri falam dos projetos da produtora Aventuras Produções, fundada em 1996. Eles mostram os projetos Phoenician Ship Expedition ao redor da África, o Phoenicians Before Columbus através do Oceano Atlântico, o primeiro filme IMAX brasileiro Amazon Adventure 3D, o AfrOrigens, a Casa Orgânica, e o novo Rio Amazonas do Gelo ao Mar. Apoio: Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da PUC-Rio

A palestra relata a organização de projetos especiais como as expedições em uma réplica de um barco fenício do ano 600 a.C. ao redor da África e através do Oceano Atlântico, e que agora terá um museu dedicado a ele nos EUA; a produção do primeiro e único filme IMAX brasileiro, o multipremiado Amazon Adventure 3D, exibido em 40 países; a fundação do Instituto AfrOrigens, para localizar e estudar navios escravagistas no Brasil, e mais.
Também será apresentado o Projeto Rio Amazonas do Gelo ao Mar onde, pela primeira vez, uma equipe de produtores audiovisuais profissional percorrerá toda a extensão do Rio Amazonas a bordo de barcos movidos a energia solar e a pedal, construídos com biorresina e fibras naturais. O projeto irá defender o uso de energias limpas, reduzir a poluição das águas, documentar a biodiversidade e confirmar se o Amazonas é o maior rio do mundo, tanto em extensão territorial quanto em volume de água.

12 de Junho de 2023, às 10:00 horas, no auditório do RDC – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)

UMA JORNADA DA NASCENTE À FOZ DO RIO TIETÊ

Estamos em finalização do documentário “Uma jornada da nascente à foz do Rio Tietê”. Vamos produzir as últimas imagens necessárias para a equipe da Casa Amarela finalizar esse longa-metragem documental com previsão de lançamento no dia 22 de setembro, aniversário do rio.

As gravações atravessam todo o Estado de São Paulo, acompanhando o percurso de um dos mais importantes rios do mundo. A premissa inicial é sua importância para a formação do estado, desde a era dos descobrimentos, passando pela realidade atual, e rumo ao futuro. O Rio Tietê foi imprescindível para exploração e ocupação do interior paulista, com seus 1,1 mil quilômetros de extensão que correm do litoral para o interior do continente. Embora tenha sofrido interferências ao longo dos tempos, ele é eterno, adaptável e, através dele, contaremos falaremos sobre história e geografia pelo interior do estado. 

O filme é uma produção que educa enquanto entretém. A jornada tem início na nascente, em Salesópolis, que se encontra em excelentes condições, com água limpa e potável. Dali segue seu percurso, ficando mais volumoso ao passar por diversas cidades até chegar à capital São Paulo, onde sofre com os poluentes de diversas fontes ao longo do caminho. Seguindo seu caminho, o Tietê passa por cidades como Pirapora do Bom Jesus, Salto, Porto Feliz e em seu município homônimo, importantes locais que contribuíram para o desenvolvimento do estado, sempre a partir do uso do rio. 

Ao longo deste trajeto o Tietê recebe águas de outros rios e, por estar longe das fontes poluidoras principais, ao chegar em Barra Bonita, o rio está limpo, possibilitando a prática de esportes náuticos. A cidade de Sales oferece atrativos como praias fluviais e um centenário cemitério dos esquecidos. O Rio Tietê passa por regiões agrícolas até chegar ao canal artificial de Pereira Barreto, o segundo maior canal artificial do mundo. A última cidade  é a pequena Itapura, rica em história e atrativos naturais, por onde até o Imperador D. Pedro II passou. O encerramento do filme ocorre em seu encontro com o Rio Paraná, mostrando uma impressionante aventura pela história e geografia do estado mais rico do país.

Descendentes do Quilombo do Bracuí participam de buscas por navio escravagista 

Um dream team de arqueólogos, mergulhadores, professores, historiadores, produtores audiovisuais e educadores trabalha na busca do navio escravagista Camargo, que naufragou em 1852, em Angra dos Reis. É um resgate histórico que conta com a participação de diversos membros do Quilombo Santa Rita do Bracuí, localizado na cidade, que mantiveram esta história viva por tradição oral por 170 anos. 

Participam das buscas a equipe da Aventuras Produções, com participação direta dos mergulhadores Vera e Yuri Sanada; Gilson Rambelli, Doutor em Arqueologia Subaquática, Instrutor de Mergulho NAUI, autor de artigos científicos e alguns livros, pioneiro da Arqueologia Subaquática no Brasil, Professor da Universidade Federal de Sergipe, coordenador científico geral do projeto e do Laboratório de Arqueologia de Ambientes Aquáticos (LAAA); Luis Felipe Freire Dantas Santos, Bacharel em História, Doutor em Arqueologia, Especialista em Cinema e Linguagem Audiovisual, mergulhador científico e coordenador das atividades subaquáticas; Julio Cesar da Silva Marins –  Bacharel em Arqueologia e coordenador das pesquisas sobre o naufrágio do Camargo; Martha Abreu, Professora, Historiadora, professora titular do Programa de Pós-Graduação em História e do Instituto de História da UFF, pesquisadora do LABHOI/UFF e coordenadora dos trabalhos de História do projeto e Marilda Sousa, liderança do Quilombo Santa Rita do Bracuí, Educadora e Mestre dos Saberes Tradicionais, entre muitos outros envolvidos direta ou indiretamente.

A busca pelo naufrágio do brig Camargo é parte do documentário que a Aventuras Produções está em busca de captação de recursos com importantes parceiros internacionais. O documentário contará a história do único traficante de escravos condenado e enforcado no mundo, o capitão americano Nathaniel Gordon, executado em 1862, nos Estados Unidos.

A mesma história será abordada no longa-metragem narrativo BLACKBIRDER, que contará como o capitão Gordon se tornou um símbolo da luta do presidente americano Abraham Lincoln para terminar com o tráfico ilegal de escravizados por seus conterrâneos. Este filme é muito significativo para o momento em que o mundo está vivendo, com diversos movimentos nacionais e internacionais em luta por mais igualdade e justiça racial. 

Nathaniel Gordon se tornou capitão do mar e se envolveu no comércio ilegal de seres humanos negros. Embora a escravidão ainda fosse legal nos Estados Unidos, era proibido levar escravos da África para as Américas e os americanos se envolverem com esta prática nefasta em qualquer lugar do mundo. No entanto, a maioria dos navios negreiros era financiada e navegava a partir de Nova York, o centro não-oficial de escravidão nas Américas. Como muitos outros capitães americanos, Gordon ganhava a vida navegando para a África com objetivo de contrabandear nativos para Cuba ou Brasil. Em sua primeira viagem, em 1851, ele roubou o navio Camargo e navegou para Moçambique para trazer 500 africanos para o Rio de Janeiro. 

Depois de descarregar sua triste carga, o capitão Gordon afundou o navio e se vestiu de mulher para fugir para Nova York. Nessa época, o jovem Abraham Lincoln começou a se envolver na política americana, o que o levaria a concorrer à presidência anos depois. Depois de mais algumas viagens, Gordon foi capturado na costa da África, comandando o navio negreiro Erie com 970 africanos a bordo, e levado para Nova York. Embora contra a lei por décadas nos Estados Unidos, nenhum traficante de escravos havia sido punido severamente, uma vez que grande parte da economia de Nova York e dos estados do sul dependia do trabalho escravo. Como o governo era corrupto, o capitão Gordon tinha certeza de que seria libertado em breve, mas algo inédito aconteceu. Abraham Lincoln tornou-se presidente dos Estados Unidos e declarou que acabaria com o tráfico de pessoas de uma vez por todas. 

Uma batalha legal suja ocorreu, enquanto os ricos comerciantes de Nova York que investiam em escravos sentiam seus impérios ameaçados. Uma vítima dessa situação foi Elizabeth, a jovem esposa do capitão Gordon, que não sabia nada sobre suas atividades ilegais, e, de repente, foi arrastada para esse pesadelo. Embora tivesse repulsa por seus  atos, ela permaneceu fiel ao marido, tentando encontrar um caminho para sua liberdade. Apesar de tudo isso, Gordon se tornou o primeiro e único comerciante de escravos condenado e enforcado nos Estados Unidos, talvez no mundo. Isso mudou o jogo na luta contra a injustiça racial. Através da vida de Lincoln, Gordon e Elizabeth, esta história põe em cheque o triste período da história americana até a trágica Guerra Civil. Será um filme forte, alinhado às tendências revisionistas de Hollywood. O longa-metragem é reforçado pelas pesquisas arqueológicas e históricas que trarão à tona a história do brigue Camargo.

Participe dessa inovadora expedição como investidor ou patrocinador! Entre em contato com a nossa equipe!

Mais informações no site http://produtora.aventura.com.br/blackbirder.

MERGULHO DO OUTRO LADO DO MUNDO

Você imagina começar a empreender no Japão há mais de 30 anos? Ou ainda, começar uma atividade esportiva como negócio em outro país? Nos dias atuais é um pouco mais fácil pois, com a globalização, principalmente a internet para divulgar seu trabalho, ajuda bastante, mas botar este sonho de pé na década de 90 era para poucos… A estratégia do casal Vera e Yuri Sanada foi divulgar seus sonhos em jornais e revistas impressas e bater de porta em porta.

Em 1990 os dois se mudaram para o Japão em busca das origens dos avós de Yuri e foram e da prosperidade no país do sol nascente. Chegando lá, tiveram a sorte de encontrar com parentes que os ajudaram nos primeiros meses. Trabalharam em fábricas, como todo dekasseki, mas funcionar como mão-de-obra barata não era para a dupla de aventureiros. Como é preciso contrato com alguma empresa japonesa no país para terem visto, encararam como oportunidade uma indústria de máquinas copiadoras durante cinco meses. 

Matéria na Revista Náutica.

Em seguida, Yuri começou a dar aulas de inglês para brasileiros e Vera a vender produtos levados daqui para lá. Montaram uma van com prateleiras, pegaram objetos consignados de uma importadora e procuravam os conterrâneos para vender à noite, quando chegassem de seus empregos. Andavam pelos prédios e, quando viam roupas no varal que identificavam ser de brasileiros, batiam na porta na maior cara de pau… Formaram uma vasta freguesia, que passou até a fazer encomendas. Daí surgiu a oportunidade de divulgar as aulas de inglês, ampliar o faturamento, começar um curso de mergulho- já que tinham uma certificação NAUI- e formar vários brasileiros que tinham o desejo adormecido de desfrutar deste prazer. Lá se foram quase quatro anos e mais de 100 alunos capacitados… Estamos falando de 1993… Vera e Yuri com menos de 30 anos de idade…

Como o inverno no Japão é muito rigoroso, eles precisaram achar uma solução para não pararem com as atividades aquáticas e conseguirem pagar as contas. O Japão é um país bem caro! Foi aí que fizeram acordo com uma operadora de mergulho nas Filipinas. Em cinco horas chegavam e faziam um mergulho noturno numa ilha deslumbrante, a Puerto Galera. Antes de embarcarem, com uma estação de esqui a uma hora de casa, no estado de Gunma Ken, aproveitavam para levar o pessoal para mais uma atividade esportiva e ganhar um dinheiro. Em seguida, trocavam de roupa e seguiam para o aeroporto. Um casal nada convencional, sempre em busca de qualidade de vida!

Para saber mais sobre essa história, leia a matéria sobre como a dupla empreendeu no Japão com a Escola ProfundoScubaDiving! Quer ter mais detalhes sobre como ousar e enfrentar o medo do desconhecido? Contrate uma palestra para seu time de colaboradores! Contatos:

http://www.palestras.aventura.com.br/?_ga=2.102586753.1078535017.1675175715-848677032.1668864712

Profissão Aventura

Quando a Aventuras Produções foi criada, ela se chamava Aventuras Radicais, não que a Vera e Yuri Sanada sejam radicais, nada disso, eles gostam é de aventuras, principalmente quando envolve a produção de documentários e filmes. Moraram em alguns países, em veleiros e hoje vivem em uma casa feita de pneus, a Casa Orgânica. Essa é uma história para ser contada com detalhes. A ideia talvez seja um pouco radical, mas não para eles. Na Casa Orgânica fica o estúdio de gravações usado para as produções audiovisuais.

O casal tem muitas histórias de produções de aventura para contar e já foi matéria em diversos veículos pelo Brasil e pelo mundo. Em 1996, por exemplo, a Revista Claudia fez uma matéria muito bacana sobre a Vera, para saber como a aventura faz parte da vida deles sob o ponto de vista da mulher. Essa matéria foi veiculada há 27 anos, impressionante! O tempo passou, eles já têm alguns poucos cabelos brancos mas o estilo de vida deles não mudou muito. Deixaram de habitar no veleiro, é verdade, mas agora dormem e acordam em uma residência diferente da maioria das pessoas, um lar de pneus!

Como eles falam, “morávamos em um barco de concreto com milhares de milhas navegadas e hoje dentro de paredes revestidas de borracha, talvez a casa mais rodada do planeta, feita com quase 7.000 pneus!” 

Para conhecer a história desse casal de aventura, contrate uma palestra: http://www.palestras.aventura.com.br/?_ga=2.102586753.1078535017.1675175715-848677032.1668864712

Mergulhador de filme produzido por Obama faz palestra gratuita online sobre navios escravagistas

Quem assistiu ao filme “Descendant” na Netflix, ou “O Último Navio Negreiro”, conhece o mergulhador Kamau Sadiki. Ele é um dos fundadores do Projeto ” Diving with a Purpose“, ou “Mergulhadores por um Propósito”, produzido pela empresa do ex-presidente Barack Obama e sua esposa, Michelle.

Mergulhador Kamau Sadiki na abertura do filme “Descendant”, produzido por Obama

Nesta quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023, às 21 h, horário de Brasília, Kamau dará uma palestra sobre o tema “Conectando memória ancestral através da história e arqueologia de navios escravagistas” para o Mariners Musem, de Viriginia, Estados Unidos. O evento é gratuito e pode ser assistido online através de link fornecido após cadastro no site do museu:

Kamau participou do Congresso Internacional da Society for Historical Archaeology e do Seminário Internacional do Slave Wrecks Project, no mês passado, em Lisboa, Portugal.

Os arqueólogos subaquáticos Julio César Marins e Gilson Rambelli conversam com o mergulhador Kamau Sadiki sobre as buscas por navios negreiros

Durante os eventos conversou com o diretor da Aventuras Produções, Yuri Sanada, e os arqueólogos subaquáticos Gilson Rambelli e Julio César Marins, que representaram o Projeto AfrOrigens, parceiro do Slave Wrecks Project no Brasil. Coloca o relógio para despertar! Palestra imperdível!

Yuri Sanada e Kamau Sadiki participam de jantar oferecido pelo Smithsonian Institute em Lisboa

Aventuras participa da conferência anual da Society for Historical Archaeology em Portugal

A convite da George Washington University, a Aventuras Produções acaba de participar da conferência anual da Society for Historical Archaeology, realizada em Lisboa, Portugal. A empresa foi representada pelo CEO Yuri Sanada, que acompanhou os arqueólogos Julio César Marins e Gilson Rambelli, do Laboratório de Arqueologia de Ambientes Aquáticos da Universidade Federal de Sergipe (LAAA-UFS).

Yuri Sanada, Julio César Marins e Gilson Rambelli.

A produtora trabalha com historiadores, mergulhadores arqueológicos e integrantes do Quilombo Santa Rita do Bracuí, em Angra dos Reis, em uma pesquisa inédita sobre embarcações escravagistas que trouxeram, ilegalmente, 700 mil negros ao Brasil, mesmo após a libertação.

Reitoria Universidade NOVA de Lisboa.

O Instituto AfrOrigens, como está sendo chamado, surgiu a partir da história do capitão Nathaniel Gordon, único americano enforcado por ter sido escravagista, enredo do filme BlackBirder http://produtora.aventura.com.br/black-birder em negociações internacionais. Seja um investidor ou patrocinador de nossos projetos!

Aventuras Produções na Conferência mundial de Arqueologia 2023

Dia 2 de janeiro, já começando a trabalhar nos projetos que amamos.

Viajando para Lisboa para participar da conferência anual da Society for Historical Archaeology: https://sha.org/conferences/.

Vamos apresentar um trabalho junto com o professor Gilson Rambelli, considerado o pioneiro da Arqueologia subaquática no Brasil, e o pós-graduando Julio Cesar Marins, e participar de reuniões com o Smithsonian Institution: https://www.si.edu/ e Slaves Wreck Project: https://nmaahc.si.edu/explore/initiatives/slave-wrecks-project.

Noticias de lá nas nossas mídias sociais: https://www.youtube.com/canalsanada, https://twitter.com/aventuracombr, https://www.facebook.com/aventura.com.br e https://www.instagram.com/yurisanada/

Navio a vela adaptado para deficientes físicos vem ao Brasil

O Tall Ship Lord Nelson, um imponente navio a vela de 60 metros de comprimento e 3 mastros vem ao Brasil agora em Dezembro de 2012.

Os Tall ships eram os grandes navios veleiros que singraram os mares transportando cargas e passageiros, nos últimos séculos, até a  invenção dos navios a vapor.

Hoje, alguns deles, remanescentes da era de ouro da navegação a vela, ou de construção moderna mas de design clássico, velejam pelo mundo em demonstrações especiais e eventos náuticos, entre eles corridas de tall ships, que relembram a época em que eles de fato competiam para trazer mais especiarias e chás do oriente para o Ocidente.

Dentre as dezenas de tall ships de diversos países, dois deles se destacam por uma característica curiosa e nobre. O Tenacious, e o Lord Nelson pertencem a uma organização não governamental, a Jubilee Sailing Trust, do Reino Unido, e são totalmente equipados e adaptados para receber portadores de deficiências físicas.


A fundação já existe desde 1978, criada pelo professor e velejador inglês Christopher Rudd, que acreditava que velejar tinha muito a ensinar não só para crianças normais, mas também para aquelas que necessitam de cuidados especiais.

 O Lord Nelson vai velejar ao redor do mundo, cruzando o equador 4 vezes, passando por 7 continentes, percorrendo 50 mil milhas marítimas, e visitando 30 países. Em cada porto de parada uma pequena viagem será oferecida a pessoas que queiram colaborar com o projeto.

Será a primeira vez que um navio acessível, ainda mais um navio a vela, faz a circunavegação da Terra. Ele passa pelo Brasil duas vezes, em dezembro de 2012, e na volta em maio de 2014.
O navio oferece vagas para quem quiser fazer uma perna de dez dias, de 18 a 27 de dezembro, a partir do Rio de Janeiro e volta, por uma contribuição de 795 libras esterlinas. Pessoas com deficiências físicas podem se candidatar a esta experiência, com ou sem um acompanhante, dependendo de cada caso.

O site do projeto é jst.org.uk, ou maiores informações com Aventuras Produções, em aventura@aventura.com.br

 

 

 

Portugal Dakar Challenge

A edição de 2011/2012 da expedição aventura Portugal Dakar Challenge, com partida programada para 30 de Dezembro e com a etapa final em 13 de Janeiro em Dakar, conta com um total de 50 equipes distribuídas pelas categorias 4×4 de Automóveis e Caminhões e ainda Motos, Quadriciclos ATV e UTV.

O período de inscrição ocorre até 31 de Outubro, embora a primeira fase termine em 31 de Julho, para quem queira assegurar uma vaga sem correr riscos de ficar em lista de espera ou de sofrer penalizações.

O Regulamento Oficial está disponível em www.portugaldakar.com, onde pode ser consultada toda a informação sobre esta mítica aventura. A “prova” conta com 5000 km de pura adrenalina e muita camaradagem, percorridos em 15 etapas e passando por 5 países, para muitos este é o Sonho chamado Dakar.

Longe de ser apenas um passeio mas também sem ter associada a componente desportiva, esta é uma expedição diferente e por isso única, onde as equipes e pilotos cumprem um conjunto de regras de prova, desde a passagem nos check-points obrigatórios, aos pontos de assistência mecânica ou ainda o controle de percurso com base num road book da prova.

Participe e colabore para a missão solidária que será implementada por uma equipe de médicos que acompanham a expedição até ao mítico Lac Rose ( reconhecida etapa final do antigo Rally Paris Dakar ) e que pretendem assim acrescentar valor a este projeto.

O projeto Portugal – Dakar Challenge, criado em 2009, pela Global Share Eventos,  recria a aventura mítica do rally Paris Dakar numa vertente lúdica e turística, onde a  “afición” pelo automóvel se alia ao espírito ancestral de aventureiros e exploradores que caracteriza o povo português.

A primeira edição, decorreu em 2010, tendo registado uma adesão que superou as expectativas, quer pela enorme curiosidade que despertou junto de potenciais participantes, quer pelas marcas e entidades que apostaram no projeto enquanto “ferramenta” de comunicação de marcas. A assinatura deste projeto, A Aventura Mítica Continua Viva, tem um carácter de desafio e não propriamente de corrida, o evento não tem associada qualquer competição ou componente desportivo ( exceto uma simbólica corrida em pleno Lago Rosa).

Trata-se de um projeto único a nível nacional, que liga Portugal ao Senegal. Os percursos de rara beleza, onde dunas e “estradões” são o cenário de eleição, são percorridos por mais de 40 equipes, distribuídas por veículos Automóvel, Motos e Caminhões.

Os participantes são em sua maioria portugueses procurando por aventura e adrenalina, amadores e veteranos que possuem 4×4 e que pretendem viver uma das experiências mais marcantes das suas vidas.

A ter inicio em Portugal, numa partida com direito a paddocks e presença de muito público,  a prova consagra duas etapas em território nacional, onde está previsto um pequeno “prólogo” antes de chegar à região do Algarve no dia 31 de Dezembro.

Reveillon está programado para o Algarve permitindo que participantes, familiares e amigos se reúnam numa grande animação, esta será a ultima noite em território lusitano. No dia 1 de Janeiro de 2012,  pelas 11:00h prevê-se a partida rumo ao continente Africano.

O controle de prova é efetuado por check points diários, e o percurso realizado em 15 etapas com base num road book criado pela direção técnica. As equipes serão controladas através de um passaporte oficial de prova, que é carimbado pela organização nos check points de partida e chegada em cada etapa.

Neve, Pedra e Dunas são as paisagens esperadas ao longo dos 5000 km de prova, prevendo-se 60% de pistas fora de estrada e 40% de asfalto.

Fontes: PortugalDakar e portalaventuras.pt

 

 

30 mil km através de 15 nações nas 3 Américas, com um carro brasileiro 100% elétrico

O conhecido aventureiro Paulo Rollo, protagonista de diversas viagens com carros por diversos continentes, se lança em aventura ecológica. A bordo do primeiro carro 100% elétrico, e com mais 3 companheiros, sendo 2 cineastas e uma fotógrafa, estão cruzando as Américas em direção a Itaipu, no Paraná.

Numa iniciativa inédita, um Fiat Palio Weekend elétrico, produzido no Brasil, percorrerá mais de 25 mil km através das 3 Américas, cruzando 15 países em 120 dias.

O projeto “Zero Emissão” largará de Los Angeles, na Califórnia, no próximo sábado, dia 9 de abril. A equipe é composta por quatro profissionais brasileiros das áreas de fotografia, jornalismo e cinematografia. O principal objetivo do grupo é estabelecer o recorde para o percurso de 25 mil quilômetros, a ser realizado com um carro brasileiro de passeio 100% elétrico, através das três Américas. O veículo escolhido é um Fiat Palio Weekend elétrico, produzido pela Fiat em parceria com a Itaipu binacional e adaptado para receber motorização elétrica. Além do recorde, o time brasileiro também produzirá um documentário do projeto, que incluirá um apanhado cultural e geográfico dos povos encontrados pelo percurso, aferindo também as condições da rota Panamericana – a rodovia que interliga as Américas do Norte, Central e a do Sul.

Utilizar um veículo 100% elétrico foi ideia do jornalista Paulo Rollo, diretor do projeto. Após meses buscando pela Europa, Estados Unidos, Japão e Índia, Paulo acabou por descobrir uma solução “doméstica”: numa iniciativa pioneira, Itaipu binacional se associou à empresa de energia suiça KWO, assumindo juntos o desafio de produzir um carro elétrico no Brasil. Convidaram então a Fiat e o projeto se iniciou. Itaipu, junto com o PTI (parque tecnológico de itaipu), são referencias e berço de projetos inovadores de tecnologia para o Brasil. O Palio elétrico é um destes frutos.

Lançado o desafio, Itaipu aceitou participar do projeto cedendo um Palio Weekend elétrico para a longa viagem. Informações completas sobre o veículo elétrico desenvolvido por Itaipu e Fiat estão disponíveis em http://www2.itaipu.gov.br/ve/.

No percurso pelos 15 países o Fiat Palio Weekend elétrico enfrentará uma enorme diversidade geográfica e climática. A mais desafiadora será, certamente, a variedade de pisos sobre os quais terá que rodar: de asfalto perfeito a pavimentos extremamente precários, passando por terra, cascalho e até sobre gelo e neve. Simultaneamente, terá que encarar altitudes desde o nível do mar até os cinco mil metros, na Cordilheira dos Andes. A variação de temperatura será de impressionantes 60º C: desde os 15ºC negativos da Patagônia até os 45ºC da zona equatorial.

Em nome da maior autonomia, o Palio elétrico foi desprovido de tudo o que consome energia não vital para o seu funcionamento. “Não teremos ar-condicionado, direção hidráulica, som ou vidros elétricos. Estamos em um projeto que tem um objetivo importante, que é provar a capacidade desta tecnologia, que pode ser tão importante para todos nós em um futuro muito próximo. Então, temos que fazer pequenos sacrifícios em nome de atingir este objetivo”, diz o jornalista que chefia o projeto.

Recarregando as baterias

Itaipu e Fiat buscaram uma solução alinhada com a sustentabilidade. Para o Palio elétrico, empregaram a suíça Zebra – sigla de zero emission battery research activity, ou algo como pesquisa da bateria de emissão zero. Utilizando íons de sal, ela é 100% reciclável e mais “verde” do que as de lítio. Atualmente, todos os veículos elétricos enfrentam um problema comum, que é o tempo de recarga das baterias. A maioria dos fabricantes utiliza atualmente acumuladores de lítio, difíceis de reciclar e que oferecem até riscos de explosão. No caso da bateria do Palio Weekend Elétrico, totalmente reciclável, o equipamento demanda 8 horas para uma recarga completa e a autonomia é de pouco mais de 100 km.

Este detalhe não intimidou os viajantes. Apesar da grandeza do desafio de rodar 100 km e parar por 8 horas até poder rodar outros 100, este entrave acabou motivando todos do grupo. “Ninguém fez isto antes”, comenta Jeanne Look, fotógrafa do projeto. “Seremos os primeiros a percorrer uma distância tão grande com um carro de passeio e equipado com o que todos torcemos venha a ser o embrião do futuro automóvel sustentável. Para nós, é um desafio e até uma honra buscar este recorde.”

A escolha dos veículos

A adoção de um carro de passeio 100% elétrico acabou por demandar um veículo de apoio à expedição, cujas principais funções serão servir de casa para a equipe e, ainda, recarregar as baterias do Palio quando este ficar sem energia em zonas remotas, fato que certamente ocorrerá inúmeras vezes. A equipe optou por um motorhome, que está equipado com um gerador a gás natural e 9 painéis solares.

Além do motorhome, a equipe brasileira também contará com um pequeno trailer, cuja missão principal será transportar o equipamento de filmagem profissional. “Ele precisava ser leve e adequado à tarefa, já que nele vamos levar meia tonelada de equipamentos. O trailer também vai servir de cozinha e depósito”, ressalta Valdec Ferreira, especialista que dirigirá o documentário da expedição. O modelo escolhido pela equipe é o Firestorm, de 12 pés, também norte-americano. “Como a expedição deve durar quatro meses, teremos que guardar nele coisas como roupas para diversos climas, estoque de alimentos e medicamentos para situações imprevistas, e até um estoque de ferramentas para o caso atolamento ou problemas mecânicos tanto nos veículos de apoio quanto no Palio elétrico que estaremos testando”, completa Valdec.

Os países incluídos no percurso serão os EUA, México, Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Equador, Peru, Chile, Argentina, Paraguai e Brasil.

Para que a expedição pudesse, de fato, ostentar o nome “Zero Emissão”, a WayCarbon se uniu ao projeto. Consultora do segmento ambiental, sua meta é montar um minucioso inventário de todo o impacto climático que a viagem gerará, neutralizando todas as emissões de GEE (gases de efeito estufa) através do plantio de árvores. Conheça seus projetos em www.waycarbon.com

A Plascar, outra parceira da expedição, forneceu para o Palio elétrico parachoques dianteiro e traseiro desenvolvidos e produzidos com materiais 100% recicláveis, com incorporação de até 20% de fibras naturais obtidas junto a cooperativas de trabalhadores rurais, que substituem a aplicação de materiais de origem petroquímica (fontes não-renováveis). Conheça a empresa em www.plascar.com.br

Blog do projeto: http://zero-emission-photos.blogspot.com/


Inglês de 85 anos cruza o Oceano Atlântico em Jangada de tubos plásticos em prol da conservação da água doce

O ex-apresentador da  BBC Anthony Smith completou a travessia do Oceano Atlântico após 66 dias de desafio marítimo. O objetivo foi conscientizar o mundo sobre a importância da água doce para a vida na Terra.

Os tripulantes foram todos senhores intrépidos e maduros, para mostrar que uma expedição não precisa ser feita somente por jovens. O próprio Smith tem 85 anos de idade. A jangada foi feita com materiais alternativos, e se mostrou estável. A embarcação An-Tiki tem 12 metros de comprimento com uma vela quadrada de 37 metros quadrados. O comando era com remos e lemes duplos, e a velocidade média foi de quatro nós.

A viagem teve início nas Ilhas Canárias e terminou no Caribe, dois meses depois da partida. Além de chamar a atenção do mundo e provar toda a importância da água doce, Smith se comprometeu a fazer estudos, que pudessem servir como base para outras pesquisas, principalmente sobre os plânctons e como eles podem ser afetados pelos impactos do aquecimento global.

O segundo grande propósito dos expedicionários era conseguir arrecadar 50 mil libras (R$ 131 mil) para doarem à ONG britânica WaterAid, que trabalha em 26 países, lutando para levar o acesso à água potável e ao saneamento às pessoas que vivem em situação de risco. Existe no mundo um bilhão de pessoas que ainda não possuem acesso à água potável.

Antes da viagem Smith havia declarado que o trajeto de 4.500 quilômetros em água salgada seria suficiente para deixar os tripulantes conscientes a respeito dos lugares que não possuem fornecimento adequado de água. O resultado foi esse mesmo, já que os tripulantes passaram necessidade e tiveram que se alimentar por muito tempo com comidas enlatadas e ao final da aventura, tudo o que eles queriam era uma comida de “verdade” e um bom banho de água doce.

An Tiki chegou na Baía Simpson na ilha de Saint Maarten às 4 da manhã do dia 6 de abril de 2011.

Visite o website do Antiki.

Expedição de caiaque cruza a temida Ponta da Joatinga

Os cinco remadores da Expedição Massaguaty chegam ao sul de Paraty e superam o desafio de atravessar um dos trechos mais perigosos do litoral brasileiro


Após remar por mais de 200 quilômetros entre a praia de Massaguaçu, em  Caraguatatuba (SP), e a charmosa carioca Paraty, captando belíssimas imagens, conhecendo a cultura caiçara e registrando encantos e problemas de uma costa abençoada, os cinco remadores da Expedição Massaguaty atravessaram um dos pontos mais esperados do desafio: enfrentar a Ponta da Joatinga.
Experientes caiçaras, velejadores e marinheiros, todos são unânimes em afirmar que quando o assunto é a famosa Joatinga, no extremo sul do litoral fluminense, todo cuidado é pouco. Em uma de suas entrevistas, o aventureiro Amyr Klink chegou a comentar: “Acho a Joatinga mais perigosa que o próprio Cabo Horn”.
Apesar do perigo e de todos os contos verídicos de embarcações que naufragaram na região entre as Pontas Negra e da Joatinga, desta vez, Iemanjá estava ao lado dos cinco amigos da Expedição Massaguaty. Os caiaques cruzaram o trecho passando a poucos metros das pedras, sem grandes problemas. “Pescadores diziam que éramos loucos em atravessar esta região remando, mas para chegar em Paraty, tínhamos que passar por lá. Temos que agradecer aos deuses do mar, pois pegamos um dia lindo e sem incidentes”, comenta o jornalista João Almeida, um dos integrantes do Massaguaty.

O maior desafio da Expedição aconteceu um dia antes de cruzarem a Joatinga, na também perigosa Ponta Negra. Os remadores seguiam rumo a praia de Martim de Sá, quando foram surpreendidos por uma tempestade forte e repentina, com ventos de cerca de 30 nós, obrigando-os a acamparem na comunidade da praia de Ponta Negra, onde vivem cerca de 60 famílias de pescadores. “Passamos um grande susto com a rajada de vento e chuva, mas logo conseguimos desembarcar em segurança e fomos recepcionados por uma amável comunidade de caiçaras que vivem quase isolados, em um pequeno paraíso”, conta Eduardo Standerski, especialista em informática e integrante da expedição.

Estes dois dias de aventura foram realizados nos dias 6 e 7 de novembro, referentes as etapas 7 e 8 de um total de 11 previstas para a conclusão da Expedição-Documentário. Os cinco remadores já chegaram até o belíssimo refúgio do Pouso da Cajaíba em Paraty, onde em breve partirão para uma etapa dupla, circundando o saco do Mamanguá, o único fiorde brasileiro, até a praia de Paraty Mirim.
Cerca de 90 quilômetros separam os desbravadores de seu destino final, a Vila de Paraty. A chegada da Expedição, prevista para o início de dezembro, será celebrada com uma festa organizada pela prefeitura da cidade fluminense.


Até logo especial
Ao serem resgatados de barco da praia da Cajaíba, rumo a marina em Paraty, a equipe Massaguaty recebeu um presente de “até breve”. Eram cerca de 150 golfinhos que seguiam um cardume e passaram pelo barco da Expedição, deixando a certeza de que este é realmente um dos mais incríveis paraísos do mundo.


Sobre a Expedição Massaguaty – De Massaguaçu a Paraty, mais de 100 paraísos Tropicais.

Cinco amigos decidiram apostar em um sonho: serpentear de caiaque um dos trechos mais lindos do litoral brasileiro, documentando quase 300 km de costa, em 11 dias não consecutivos de remada. A ideia é mostrar que pessoas comuns, que não são atletas ou militares, podem realizar um projeto desafiador, unindo natureza, cultura e esporte. Ao longo do percurso a Expedição produzirá reportagens especiais sobre a vida caiçara, meio ambiente e outras curiosidades. O resultado se transformará em um belíssimo documentário.
Participam do projeto os idealizadores Carlos Marcondes, Eduardo Standerski, Gustavo Nogueira, João Almeida e Marcelo Liochi.


Carbono Zero
A questão ambiental é uma das principais bandeiras da Expedição Massaguaty. Além de mostras as belezas do litoral e levantar denúncias, o projeto também irá neutralizar toda emissão de carbono feita durante a realização das etapas. Tudo que for gerado de CO2 com os deslocamentos de carros da equipe, e com a fabricação dos equipamentos utilizados, será neutralizado através do plantio de árvores feito pelos membros da Expedição. É um compromisso do projeto Massaguaty.

Parceiros da Remada
A Expedição Massaguaty conta com o Patrocínio da Bardahl e da fabricante de caiaques Brudden Náutica, além dos apoios da Pet Show, Fundart de Ubatuba, Projeto Tamar, e da Prefeitura de Paraty.
Mais Informações sobre a Expedição Massaguaty

Saara a Pé

Tem louco para tudo nesse planeta. Com tanta tecnologia, carros 4 x 4, motos e até espaço nave para a lua, tem alguns que insistem em andar a pé, como os nômades no deserto.

Toco Lenzi é um desses que puxando uma carretinha, leva seu equipamento moderno, é claro e de segurança, pelo deserto do Saara. Além de equipamentos fotográficos e de filmagem, Toco leva telefone via satélite. Imagine no meio do deserto falando com a família. E dizem que é pura diversão. Para loucos por aventura, é uma boa e excelente experiência.

Claro, toda a infraestrutura de barracas e água. E alguns camelos para acompanhar.

Ainda não tive a oportunidade, mas ainda o farei.

Aqueles que querem experimentar uma aventura no deserto, com guia experiente e falando português com você e árabe com os beduínos terá uma aventura bem próxima chegando.

28 de janeiro de 2011 é a data de partida da 3º expedição de brasileiros. Juntos, irão percorrer 200 km pelas areias do Saara.

Serão 17 dias da mais pura aventura, caminhando entre cidades sagradas do Islã, pernoitando em oásis e aldeias e desbravando as dunas na imensidão do Saara, guiados por experientes beduinos mauritanos.


Aventure-se! Experimente-se!

Entre em contato: http://tocolenzi.com/grupos.html ou solicite folder explicativo através do e-mail: toco@tocolenzi.com


Challenging Your Dreams

Quem conhece Grace Downey e Robert Ager, sabe que esses dois colocam seus sonhos em prática.


Anos atrás, pegaram um carro Land Rover e sairam para viajar e essa viagem, não foi menos que uma pequena volta ao mundo,   “Aventura pelo mundo” que aconteceu de Janeiro de 2002 a Agosto de 2005. Essa maravilhosa história eles contam no livro “Challenging Your Dreams – Uma Aventura Pelo Mundo”, a história da incrível jornada, de mais de 168.000 quilômetros ao redor do globo.


Mas como esses dois não param, estão realizando o projeto “Brasil por Terra” e passaram recentemente por Pipa, Genipabu e Maracajaú.


Detalhes das viagens e experiência de casal aventureiro pode ser visto no site http://challengingyourdreams.com/


Plastiki, o barco de garrafas plásticas de David de Rothschild chega em Sydney – Completa a viagem!

Após velejar mais de 8.000 milhas náuticas e gastos 128 dias cruzando o Pacífico em um barco feito de 12.500 garrafas de plástico PET, o Plastik Expedição e sua tripulação chegou com segurança e sucesso no destino planejadoem Sydney, em meio a aplausos de boas-vindas e apoio.


Apesar dos desafios do design inicial (de Rothschild insistiu que as garrafas poderiam ser proeminentemente no barco em sua forma original) em relatórios no domingo de que o Plastiki enviou um pedido de assistência a 200 milhas náuticas  da Austrália, o grupo insiste que nunca foi em grave perigo.

O barco sem motor solicitou uma escolta, pois os ventos não eram fortes o suficiente para que  progredisse. Mesmo assim, foi sem  dramas no “alto no alto mar”, diz Rothschild, e considerando que mesmo a tripulação do Plastiki admite a
“A natureza imprevisível das capacidades de navegação do Plastiki” – o barco pode  faz jibe (camba a vela) e nunca o tack (virar de bordo), e é extremamente difícil de navegar – nós estamos muito impressionado.

A inspiração veio da Expedição Kon-tiki de 1947 de Thor Heyerdal’s , a tripualção do Plastiki’ inclui  David de Rothschild, o skipper Jo Royle, e Olav Heyerdahl, neto de Thor.Maiores informações: http://edition.cnn.com/SPECIALS/plastiki/.

Navegadores milenares? O mistério do mapa de Piri Reis.

Enquanto refazemos a rota lendária dos Fenícios ao redor da África, provando ser possível tal feito 2000 anos antes dos descobridores portugueses, trazemos ao portal outra descoberta tão polêmica quanto real, que desafia a história oficial  da humanidade.

Em 1929, um grupo de historiadores encontraram um mapa surpreendente elaborado em pele de gazela. A pesquisa mostrou que era um verdadeiro documento elaborado em 1513 pelo Piri Reis, um famoso almirante da frota turca no século XVI. O problema é que as informações contidas neste mapa autêntico não podiam ser conhecidas naquela época.

O almirante turco, apaixonado por cartografia, era de alto escalão dentro da marinha turca, e isto lhe permitiu ter um acesso privilegiado na Biblioteca Imperial de Constantinopla. Ele admite em uma série de notas sobre a carta que compilou e copiou os dados de um grande número de mapas de origem antiga, alguns dos quais datados do século IV aC ou antes.

O mapa de Piri Reis mostra a costa ocidental da África, a costa leste da América do Sul e a costa da Antártida. O litoral da Antártida é perfeitamente detalhado. O mais intrigante, contudo, não é tanto como Piri Reis conseguiu desenhar o mapa da região Antártica 300 anos antes dela ser descoberta, mas que o mapa mostra o litoral sem a cobertura de gelo atual. Evidência geológica confirma que a última data que Queen Maud Land poderia ter sido mapeada estava coberta de gelo e foi em 4000 aC.

A ciência oficial afirma que a calota de gelo que cobre a Antártida é de milhões de anos. O mapa de Piri Reis mostra a parte norte do continente com traçado anterior ao gelo. Isso faz pensar que o mapa foi desenhado milhões de anos atrás, o que é impossível, pois a humanidade não existia naquela época.

Outros estudos dizem que o último período de estado livre de gelo na Antártida terminou cerca de 6.000 anos atrás, o que é contestado por outros pesquisadores, que colocam a data entre 13.000 e 9.000 aC.

A questão é quem mapeou o Queen Maud Land da Antartida 6.000 anos atrás? Que civilização desconhecida tinha a tecnologia ou a necessidade de fazer isso?

Comparação com mapa moderno.

Em 6 de Julho de 1960 a Força Aérea Americana respondeu ao professor Charles H. Hapgood do Keene College, sobre o posicionamento geográfico do mapa de Piri Reis:


6, July, 1960
Subject: Admiral Piri Reis Map
TO: Prof. Charles H. Hapgood
Keene College
Keene, New Hampshire

Dear Professor Hapgood,

Your request of evaluation of certain unusual features of the Piri Reis map of 1513 by this organization has been reviewed.
The claim that the lower part of the map portrays the Princess Martha Coast of Queen Maud Land, Antarctic, and the Palmer Peninsular, is reasonable. We find that this is the most logical and in all probability the correct interpretation of the map.
The geographical detail shown in the lower part of the map agrees very remarkably with the results of the seismic profile made across the top of the ice-cap by the Swedish-British Antarctic Expedition of 1949.
This indicates the coastline had been mapped before it was covered by the ice-cap.
The ice-cap in this region is now about a mile thick.
We have no idea how the data on this map can be reconciled with the supposed state of geographical knowledge in 1513.

Harold Z. Ohlmeyer Lt. Colonel, USAF Commander

Segredos de Shangri-Lá encontrados em cavernas sagradas do Himalaia.


Um tesouro de arte tibetana e manuscritos descobertos em “Sky High” cavernas do Himalaia pode estar ligada ao livro “Paraíso Perdido”, que descreve o paraíso  Shangri-La, diz que a equipe que fez a descoberta. Os textos religiosos e pinturas do século 15  foram encontradas em cavernas esculpidas nos penhascos do antigo reino do Mustang, hoje parte do Nepal. Poucos foram capazes de explorar as misteriosas cavernas, pois Upper Mustang é uma área restrita do Nepal, que era muito fechada para fora. Hoje, apenas mil estrangeiros por ano são permitidos na região.

Em 2007 uma equipe co-liderada pelo investigador e perito no Himalaya Broughton Coburn e veterano montanhista Pete Athans escalaram os penhascos para explorar as cavernas. Dentro das cavernas, a equipe encontrou antigos santuários budistas tibetanos requintadamente decorados com murais pintados, incluindo uma representação de 55 painéis da vida de Buda.

A segunda expedição, em 2008, descobriu vários esqueletos humanos de 600 anos e recuperou maços de preciosos manuscritos, alguns com pequenas pinturas. O tesouro sagrado parece coincidir com as descrições de tesouros que seriam encontrados nos  “vales escondidos” budistas, que serviu de base para o Shangri-Lá, no romance do escritor britânico James Hilton, de 1930, o popular “Horizonte Perdido”.

Saqueadores invadiram as cavernas ao longo dos séculos. Além disso peregrinos religiosos teriam danificado as paredes da caverna para coletar lembranças. Ainda assim, os pesquisadores foram capazes de coletar e documentar os manuscritos de cerca de 30 volumes, que foram então transferidas para a custódia ao mosteiro central do Mustang. Preservada pelo frio da região serrana e pelo o clima árido, os manuscritos antigos contêm uma mistura de textos do budismo e Bön, anterior a fé tibetana nativa, disse Coburn. Esta combinação sugere que as crenças Bön sobreviveram por pelo menos um século ou dois na região após a conversão ao budismo tibetano, que começou no século VIII, disse Coburn.

A equipe suspeita que os reis do Mustang abandonaram textos sagrados Bön nas cavernas como uma alternativa respeitoso a destruí-los. Mark Turin, do Himalaya Digital Project da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, também pensa que esta era uma possibilidade. Mas também é possível encontrar o laço com a tradição tibetana deliberadamente escondendo textos religiosos, disse Turim, que não foi envolvida na expedição da National Geographic Society. “Há um sentido real de descoberta da tradição tibetanas”, disse ele.

Hoje Mustang é descrito como “o fim do mundo” e é culturalmente isolada do Tibete ocupada pelos chineses, Turim acrescentou.  As novas descobertas mostram agora que o Mustang foi “para muitos, muitas centenas de anos absolutamente central, uma cidade vibrante, dinâmico, culturalmente rico, liquidação e diversidade religiosa”.

Os tesouros incomuns levaram Coburn e sua equipe a sugir que as cavernas Mustang pode estar ligadas aos “vales escondidos” representano o paraíso espiritual budista conhecido como Shambhala. “Shambhala também é considerado por muitos estudiosos com paralelo geográfico que podem existir em vários ou muitos vales do Himalaia”, disse Coburn. “Estes vales escondidos foram criadas em momentos de lutas e quando as práticas budistas e os diretores estavam ameaçadas”, disse Coburn. “Os vales escondiam os tesouros”.

Elaine Ribeiro, autora da pesquisa de Shambhala, disse que os vales escondidos de Mustang realmente “tem algumas das características da terra mítica de Shambhala”. Para o seu romance de 1933, Hilton usou o conceito de Shambhala como base para seu vale perdido de Shangri-Lá, uma comunidade isolada na montanha, que foi um celeiro de sabedoria cultural. Mas Brook, assim como o Dalai Lama, líder espiritual dos tibetanos, acha que “hoje em dia, ninguém sabe onde é Shambhala”. Shangri-La ou não, as cavernas Mustang estão em extrema necessidade de preservação, de acordo com Coburn, Athans, e seus colegas. Além de saqueadores, disse Coburn, as cavernas de 6.000 anos de idade, enfrentam ameaças de colecionadores de souvenirs, erosão, terremotos e chuvas torrenciais, mas pouco frequente.

Este lugar foi foco da produção da National Geographic em 2009:

Fonte: James Owen, National Geographic News